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Ex-OGX adia plano em campo e Petrobras confirma líder de ação em NY; veja mais destaques

A OGPar ainda informou que foi concedida a postergação da entrega do novo plano de desenvolvimento do campo de Tubarão Martelo para 31 de dezembro deste ano

Petrobras
(André Valentim / Banco de Imagens Petrobras)

SÃO PAULO - As notícias da noite desta quinta-feira (5) ficaram por conta da Petrobras, que informou agora há pouco que o juiz da causa movida contra a estatal em Nova York nomeou um autor líder da ação conjunta. A pessoa escolhida se reunirá com a estatal e o juiz em teleconferência amanhã para agendar as próximas etapas do processo. Além dela, a OGPar informou que foi concedida a postergação da entrega do novo plano de desenvolvimento do campo de Tubarão Martelo para 31 de dezembro deste ano.

Confira os eventos do after hours desta quinta-feira:

Petrobras
Nesta quinta, a Petrobras (PETR3; PETR4) informou ao mercado que ontem o juiz da causa movida contra a estatal em Nova York nomeou Universities Superannuation Scheme como autor líder da ação conjunta. Ainda de acordo com comunicado da petrolífera, amanhã será realizada uma teleconferência entre o juiz, a Petrobras e o autor líder para agendar as próximas etapas do processo. No dia 13 de fevereiro a estatal contratou um escritório de advocacia norte-americano especializado que irá a defender das acusações.

Ainda nesta quinta, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams disse que a Petrobras deverá ser responsável por definir o valor do ressarcimento a ser pago à estatal por empresas investigadas na operação Lava Jato e que teriam causado prejuízos à petroleira devido a sobrepreços em contratos. 

Os ressarcimentos de valores superfaturados deverão estar entre as obrigações previstas nos acordos de leniência que eventualmente serão assinados por empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção, segundo Adams. Ele disse que o valor será fixado pela Petrobras de acordo com o contrato que ela tinha com a empresa envolvida no escândalo, que envolveu ex-diretores da estatal, além de dirigentes de empreiteiras e políticos, suspeitos de receber dinheiro do sobrepreço.

Ex-OGX
A OGPar (OGXP3), ex-OGX, informou ao mercado na noite desta quinta-feira que foi solicitada à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), e concedida, a postergação da entrega do novo plano de desenvolvimento do campo de Tubarão Martelo do dia 8 de março, para o dia 31 de dezembro deste ano. 

CSU Cardsystem 
A CSU Cardsystem (CARD3) informou nesta quinta-feira após o fechamento dos mercados que o conjunto de fundos e carteiras geridos pela Polo Capital e Polo Capital Internacional venderam ações ordinárias da companhia e passaram a deter, a partir de hoje, menos de 5% de participação nos ativos.

Suzano 
A votação que ocorreria nesta quinta-feira na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) sobre liberação de plantio comercial de eucalipto geneticamente modificado da Futuragene, empresa da Suzano Papel e Celulose (SUZB5), foi adiada para abril após protestos de manifestantes contrários à tecnologia. Cerca de 1.000 mulheres integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiram a sede da empresa de biotecnologia em Itapetininga (SP) e, em paralelo, manifestantes protestaram em Brasília no prédio da AEB (Agencia Espacial Brasileira), onde ocorreria a votação.

Alupar
Por meio de fato relevante, a Alupar (ALUP3) informou ao mercado nesta quinta que ocorreu hoje a reunião do conselho de administração da companhia que recomendou a aprovação das contas da administração, do balanço patrimonial e demonstrações financeiras do quarto trimestre e do acumulado de 2014, assim como a aprovação da proposta para a destinação do lucro apurado no exercício do ano passado e a distribuição de dividendos no montante de R$ 249,9 milhões.

Positivo
A Positivo Informática (POSI3) teve lucro líquido de R$ 5,3 milhões no quarto trimestre de 2014, o que representa queda de 83% ante o mesmo período de 2013. Por outro lado, no acumulado de 2014, o lucro foi de R$ 23,3 milhões, valor 49,3% maior que o verificado um ano antes.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 27,8 milhões de outubro a dezembro do ano passado, queda de 34,1% sobre um ano antes. no acumulado do ano, o Ebitda cresceu 10,9% ante 2013, para R$ 115,3 milhões.

A receita líquida da companhia foi 19,6% menor no quarto trimestre de 2014 na comparação com igual intervalo de 2013, ficando em R$ 618,3 milhões. Em todo o ano de 2014, a receita líquida totalizou R$ 2,331 bilhões, queda de 9,2% ante 2013.

MRV Engenharia
A MRV Engenharia (MRVE3) viu seu lucro líquido avançar 42,1% no quatro trimestre na comparação anual, apoiado em vendas e lançamentos maiores, que compensaram o impacto de despesas e distratos no período.

A construtora e incorporadora teve lucro líquido de R$ 103 milhões no quarto trimestre ante R$ 72 milhões um ano antes. A média das estimativas de analistas apontava lucro líquido de R$ 112,7 milhões. Em relação ao terceiro trimestre, porém, o lucro caiu 24%.

Enquanto as despesas comerciais aumentaram 60,3% (a R$ 110 milhões), as despesas gerais e administrativas subiram 22,1% no quarto trimestre (a R$ 79 milhões).

(Com Reuters)

 

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