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Petrobras cai 2%; small cap salta 11% com incertezas sobre desoneração

Acompanhe aqui a atualização dos principais destaques da Bolsa nesta quarta-feira

11h07: Educacionais
As ações das educacionais operam entre altas e baixas nesta sessão: Estácio (ESTC3, R$ 17,90, -0,83%), Kroton (KROT3, R$ 10,08, +0,30%), Anima (ANIM3, R$ 16,38, +0,24%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 11,26, +4,36%). A Estácio, única que cai hoje, teve sua recomendação rebaixada para market perform (desempenho em linha com a média) pelo Itaú BBA.

Sobre o setor de educação, uma matéria do Valor aponta que as instituições de ensino superior que têm alunos com Fies (programa de financiamento estudantil) vão receber ao longo dos próximos quatro anos o pagamento de quatro parcelas relativas ao exercício de 2015. De acordo com a publicação, o governo teria discutido a possibilidade de ser feito um anúncio consistente e definitivo sobre as novas regras do programa, mas a ideia não prosperou. 

Ainda sobre o setor, a Justiça Federal de Rondônia concedeu decisão desfavorável a uma instituição de ensino que contestou mudanças no Fies. O juiz Herculano Martins Nacif decidiu que deve ser retirada a "trava" que limita os reajustes de mensalidade de alunos no Fies. A decisão de Rondônia é a primeira favorável depois que diferentes companhias de ensino privado, sindicatos e outras instituições que representaram o setor passaram a contestar o limite de reajuste na Justiça.

10h59: CSU Card System (CARD3, R$ 3,33, +11,00%)
As ações da small cap CSU Card System, empresa de prestação de serviços de tecnologia, disparam hoje em meio às incertezas sobre a medida que reduz o benefício fiscal da desoneração da folha de pagamento, após a devolução pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, da MP ontem e a reação de Dilma Rousseff na apresentação de um projeto de lei com o mesmo teor. A medida, que foi anunciada na última sexta-feira, colocou pressão em diversas ações da Bolsa, principalmente na CSU Card System, uma das mais prejudicas. No pregão de sexta e segunda-feira, as ações da companhia desabaram 13,6%. Hoje, elas praticamente alcançam a cotação de abertura de sexta. 

Ontem, a companhia enviou um comunicado ao mercado informando que estimava que a redução da desoneração da folha de pagamentos poderia impactar seu Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 6% a 7,7% em 2015. A estimativa levou em consideração a elevação da alíquota referente à contribuição para a Previdência sobre a receita bruta de 2% para 4,5%, faixa na qual a CSU se enquadra.

10h28: Exportadoras
As ações das exportadoras sobem forte em dia de queda forte do mercado em meio à disparada do dólar. A moeda americana sobe 1,58%, a R$ 2,965, depois de atingir na máxima R$ 2,974, na maior cotação desde agosto de 2004. Entre as maiores altas da Bolsa, os papéis do setor de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 38,70, +2,44%), Suzano (SUZB5, R$ 12,76, +2,08%) e Klabin (KLBN11, R$ 16,73, +0,84%), além da fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3, R$ 25,87, +0,86%) e as ações das siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 10,22, +2,40%), CSN (CSNA3, R$ 5,27, +0,76%) e Usiminas (USIM5, R$ 4,32, +0,70%).

Sobre a Gerdau, há no radar também a divulgação do resultado. A companhia viu seu lucro líquido cair 20,1% no quarto trimestre de 2014 na comparação anual, passando para R$ 393 milhões. A receita líquida ficou em R$ 10,8 bilhões, crescimento de 5,1%. 

Juntamente com a divulgação do balanço, na manhã desta quarta-feira (4), a siderúrgica aprovou o pagamento de R$ 0,07 por ação em dividendos aos acionistas. O pagamento será feito em 26 de março e serão calculados com base nas posições acionárias de 16 de março. 

10h08: Bancos
As ações do setor financeiro caem hoje em meio às incertezas políticas: Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,13, -2,12%), Bradesco (BBDC3, R$ 36,30, -0,82%; BBDC4, R$ 36,57, -1,56%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 36,05, -1,50%) e Santander (SANB11, R$ 13,38, -2,97%). Ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu à Presidência a Medida Provisória que reduz o benefício fiscal da desoneração da folha de pagamento. Pouco depois, a presidente Dilma Rousseff reagiu e mudou a forma de tramitação para um projeto de lei, com caráter de urgência.

Segundo a XP Investimentos, a situação traz preocupação pois pode gerar um desconforto entre o PT e PMDB e atrasar a medida de desoneração e, consequentemente, o ajuste fiscal. Hoje, a Standard & Poor's vem ao Brasil justamente para discutir as questões fiscais e como anda o País. "Ruim, pois na prática, a desoneração da folha de pagamento perde 90 dias de vigência, uma vez que o projeto de lei, se aprovado no período mínimo de 45 dias na Câmara e outros 45 dias no Senado, tem de respeitar a noventena após passar no Congresso", disse a corretora.

No radar dos bancos ainda, aparece a notícia de que os acionistas do Santander aprovaram Sérgio Rial, ex-Marfrig (MRFG3), como presidente do conselho de administração em assembleia geral ordinária realizada ontem. O nome do executivo foi apresentado ao conselho do banco no final de janeiro, dias após sua saída da Marfrig.

10h03: Petrobras (PETR3, R$ 9,30, -2,52%; PETR4)
As ações da Petrobras caem após sair a "lista de Janot" com 54 nomes. Alguns veículos citam que os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, estariam entre eles.

Além disso, hoje, o juiz da Corte de Nova York, Jed Rakoff, deve escolher o investidor líder da ação coletiva contra a Petrobras. Um dos investidores interessados em ser o líder é a gestora de recursos Skagen, da Noruega, e o Danske Bank, da Dinamarca, que juntos têm perdas que podem chegar a US$ 267 milhões, por conta de aplicações em bônus externos da Petrobras entre 2010 e 2014. Foi o maior prejuízo que apareceu nas petições entregues na Corte. 

 

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