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Petrobras, lucro bilionário da BB Seguridade e mais 11 notícias no radar

Confira os principais destaques desta terça-feira e que podem agitar a sessão; a coluna será atualizada até às 10h, quando dá início o pregão da Bovespa

Refinaria da Petrobras
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo aparece carregado nesta terça-feira (10). Nos destaques, a Petrobras (PETR3; PETR4) propõe a renovação do contrato com a autoria independente PwC por dois anos, disse fontes à Bloomberg. 

Além disso, segundo uma reportagem do jornal O Globo, o Planalto quer tirar o quanto antes o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega e a ex-ministra do Planejamento, Miriam Belchior, do conselho de administração da Petrobras. Fontes da equipe econômica afirmam que Miriam, que estava no conselho desde 2011, precisa sair para assumir o comando da Caixa Econômica Federal, e o ideal é que ela não acumule as duas funções. Já Mantega precisa ser trocado, porque sua relação com a presidente Dilma Rousseff azedou. 

BB Seguridade
A companhia de seguros BB Seguridade (BBSE3), controlada pelo Banco do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 1,14 bilhão no quarto trimestre, crescimento de 26% sobre o resultado obtido um ano antes. O resultado ficou acima da média dos analistas compilada pela Bloomberg de R$ 894,7 milhões, mas em cima do projetado pelo JPMorgan entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,2 bilhão.  Segundo a empresa, a cifra foi impulsionada pelo forte desempenho operacional e evolução do resultado financeiro.

Para a XP Investimentos, o resultado operacional veio positivo, com crescimento em todas as linhas do negócio. O único indicador que veio abaixo do guidance foi o segmento Vida, Habitacional e Rural, porém todos os outros mais que compensaram. Os analitas acreditam que as ações da companhia tendem a apresentar um desempenho positivo, até porque elas estão negociando com múltiplos interessantes (15,5 vezes o P/E (Preço/Lucro) estimado para 2015) e com forte crescimento de receita líquida.

Além disso, o conselho de administração da companhia aprovou o pagamento de R$ 1,57 bilhão em dividendos, montante equivalente a 80% do resultado líquido apurado no segundo semestre de 2014. Os dividendos têm valor nominal de R$ 0,785018243 por ação.

Elétricas
Ontem, foi a primeira vez que o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que "se houver necessidade, o governo não terá nenhum problema em adotar o racionamento de energia".  Antes, a informação era de que teria energia e não precisaria de adotar o racionamento. Para a XP Investimentos, o anúncio deve ser feito em março. 

Santander
O Santander Brasil (SANB11) tem grande exposição a empresas envolvidas na investigação Lava Jato, da Polícia Federal, mas está confortável com seu modelo de risco, afirmou o vice-presidente de finanças da instituição, Angel Santodomingo. "É claro que temos grande exposição. Não podia ser diferente. É o mesmo para todo grande banco", disse o executivo a analistas e investidores, sem detalhar a exposição às empresas envolvidas na investigação que apura denúncias de corrupção na Petrobras.

Eletrobras
A Eletrobras (ELET3; ELET6) disse que não foi informada pela auditoria independente KPMG sobre qualquer fato atinente ao assunto de fraude e corrupção que possa ter efeito ou acarretar atraso na entrega de sua divulgação de balanço. Ontem, a coluna Radar, da Veja, disse que a auditoria estaria exigindo da empresa e outras estatais de energia que provisionassem em seus balanços a conta da corrupção, a exemplo do que a PwC fez com a Petrobras. 

Vale
Ontem, a Fitch divulgou um relatório favorável à Vale (VALE3; VALE5), no qual afirma que os ratings da mineradora não devem ser rebaixados mesmo diante de um cenário operacional mais desafiador, com os preços do minério de ferro a US$ 65 por tonelada e preços reduzidos dos metais-base em 2015 e 2016.

Hypermarcas
A política da Hypermarcas (HYPE3) é repassar integralmente esses custos e, com a nova tabela do IPI, válida a partir de maio, os produtos da linha de consumo devem sofrer reajustes de 6% a 8% em média. Na divisão de farma, os ajustes serão de 5% a 7%. A participação de mercado dos produtos da Hypermarcas no setor farmacêutico chegou a 10,2% no final de dezembro, citando dados do IMS Health.

Oi
A holding PT SGPS, dona de 25,6% da Oi (OIBR4), informou em comunicado ter sido notificada pela KPMG Portugal sobre a impossibilidade de aceitar as funções de auditor externo da companhia. No dia 18 de dezembro do ano passado, a Deloitte & Associados renunciou à função. Em janeiro, foi anunciada a nomeação da KPMG. A Oi aguarda a aprovação do formulário 20F da PT SGPS para conseguir migrar para o Novo Mercado. Outra opção é esperar a conclusão da venda da operadora PT Portugal, subsidiária da Oi, para fazer a mudança sem precisar enviar o formulário. A data prevista para desfecho do negócio, no entanto, é o primeiro semestre deste ano.

Frigoríficos
As exportações de carne bovina do Brasil registrou queda acentuada em janeiro, na comparação anual, por problemas econômicos na Rússia, um dos principais clientes, apontou ontem a Abiec em nota. A notícia é negativa para o setor, comenta a XP. Dentre elas, destaque para JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3) na Bolsa.

São Martinho
A São Martinho (SMTO3) registrou lucro líquido de R$ 53,5 milhões no terceiro trimestre fiscal de 2015 e receita líquida de R$ 594,2 milhões.

Santos Brasil
A Santos Brasil (STBP11) teve lucro líquido de R$ 18,1 milhões no quarto trimestre de 2014, abaixo da expectativa do mercado de R$ 56,1 milhões, segundo compilado da Bloomberg.

Localiza
A Localiza (RENT3) teve seu preço-alvo elevado de R$ 35 para R$ 37,50 pelo BB Investimentos. Ontem, a companhia divulgou seu resultado, com alta de 6,8% do seu lucro líquido em 2014, para R$ 410,6 milhões. 

BM&FBovespa
A Bolsa (BVMF3) deve divulgar após o fechamento deste pregão seu resultado. A estimativa dos analistas compilada pela Bloomberg é de lucro líquido de R$ 391,2 milhões no quarto trimestre.

Ouro Verde
A companhia de locação de veículos e equipamentos pesados Ouro Verde disse nesta segunda-feira ter desistido de pedido de oferta pública inicial (IPO) primária e secundária de ações devido a condições econômicas desfavoráveis. A empresa informou a desistência à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à BM&FBovespa. O pedido de registro de oferta havia sido protocolado em 14 de outubro de 2014.

(Com Reuters)

 

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