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Petrobras deve ter prejuízo de US$ 3,2 bi com refinaria; veja outros destaques

Entre as notícias corporativas, Copasa aprova eleição de Sinara Inácio Meireles Chenna como a nova diretora presidente e Cesp, a eleição de Mauro Arce como diretor presidente

Refinaria da Petrobras
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo inicia morno nesta segunda-feira (19). Entre os destaques, a Petrobras (PETR3; PETR4) reconheceu pela primeira vez que a implantação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, teve projetos e contratações alteradas a partir de um plano proposto pelo então diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. O ex-diretor foi preso na Operação Lava Jato, em março do último ano, e delatou um esquema de desvios de recursos da estatal.

Em comunicado divulgado na tarde deste domingo (18), a estatal informa que o plano proposto por Costa e aprovado pela diretoria executiva "levou a grande número de aditamentos contratuais", relacionando pela primeira vez o ex-diretor à escalada do orçamento da refinaria, que passou de US$ 2,4 bilhões, em 2005, para US$ 18,8 bilhões, no último ano.

Neste domingo (18), reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo indicou que os relatórios finais da auditoria, concluída em novembro, identificaram que em 2012 a diretoria e o conselho de administração da estatal sabiam de uma projeção de prejuízos da ordem de US$ 3,2 bilhões com a implantação da refinaria. Ainda de acordo com a reportagem, o conselho questionou a necessidade de realizar baixas contábeis diante das projeções, o que teria sido descartado pela área financeira.

Oi
As ações da Portugal Telecom SGPS afundavam 10% para novas mínimas históricas, seguindo a forte queda da brasileira Oi (OIBR4) na sexta-feira e penalizadas pela incerteza em torno da crucial Assembleia Geral da próxima quinta-feira, segundo operadores. 

"Por um lado, a Oi fechou em queda de mais de 7% na sexta-feira. É importante lembrar que a PT SGPS é essencialmente um veículo da Oi", disse Albino Oliveira, analista da Fincor, em Lisboa. As ações ordinárias da Oi, da qual a PT SGPS é a maior acionista, com 25,6% do capital, fecharam em baixa de 7,75% na sessão anterior.

CSN
A CSN (CSNA3) informou na última sexta-feira que aprovou a 8ª emissão de debêntures simples. A emissão compreende em 10.000 debêntures, no montante de R$ 100 milhões, com vencimento da última parcela em 9 de janeiro de 2022.  

Cesp
A Cesp (CESP6) informou que foi aprovada, pelo conselho de administração, a eleição de Mauro Arce para assumir o cargo de diretor presidente, enquanto Marcio Rea foi eleito como diretor administrativo.  

Copasa
A Copasa (CPMG3) anunciou que, em reunião do conselho de administração, foi aprovada a eleição de Sinara Inácio Meireles Chenna como a nova diretora presidente e Ronaldo Lamounier Locatelli será diretor financeiro e de relações com investidores.

Cia Hering
A Cia Hering (HGTX3) relança a marca DZARM. nesta segunda-feira buscando se consolidar como gestora multimarcas e repetir um esforço que surtiu efeito com a Hering Kids, que passou nos últimos anos a responder por fatia maior das suas vendas gerais. A marca de moda jovem, presente em 3.500 pontos de venda no país, perdeu participação no faturamento bruto da Cia Hering nos últimos anos, e teve a sua única loja própria fechada em setembro do ano passado, em meio a um processo de reposicionamento.

QGEP
Logo após o fechamento da Bolsa nesta sexta-feira (16), a Queiroz Galvão (QGEP3) comunicou ao mercado que não irá renovar seu acordo de cessão da Concessão BM-C-27, na Bacia de Campos - onde a empresa atua com a Petrobras -, e a devolução do Bloco CAL-M-312, situado na Bacia de Camamu-Almada. 

A companhia explicou que a Concessão BM-C-27, que engloba os blocos C-M-122, C-M-145 e C-M-146, é parte de um acordo de "farm in" anunciado em novembro de 2012, em que a QGEP assinou com a Petrobras para a cessão de 30% dos direitos de exploração e produção. Segundo a nota, "a decisão de não renovação é resultado de uma revisão técnica e econômica do ativo em relação ao portfolio atual da Companhia".

Fertilizantes Heringer
A Fertilizantes Heringer (FHER3) informou que encerrou hoje o prazo para subscrição das sobras de ações no aumento de capital da companhia, aprovado em assembleia realizada em 10 de dezembro. Com isso, chegou-se a subscrição total de 5.385.877 ações ordinárias de emissão da empresa, ao preço de emissão de R$ 27 por ação, no valor total de R$ 145,4 milhões. Em decorrência do aumento de capital, o capital da companhia passou de R$ 448,746 milhões para R$ 594,164 milhões. 

(Com Agência Estado)

 

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