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Crise nas educacionais? Novidade pode aliviar situação de empresas que atuam no Nordeste

Prefeitura do Recife anunciou hoje sua versão do ProUni, o que pode colaborar para aliviar a situação complicada, principalmente da Ser, após as mudanças no Fies

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - As mudanças anunciadas no Fies estão derrubando todas as empresas do setor de educação desde o último dia de 2014, mas uma novidade anunciada na terça-feira (13) pode aliviar a situação de algumas destas empresas, em especial a Ser Educacional (SEER3) e a Estácio (ESTC3). Ontem a prefeitura do Recife, em Pernambuco, aprovou a criação do programa ProUni Recife.

O programa funciona praticamente da mesma forma que o ProUni, com as instituições oferecendo bolsas para os alunos em troca da redução de impostos. Os alunos que quiserem aderir ao ProUni Recife precisam comprovar uma renda familiar menor que dois salários mínimos por mês, sendo que eles não poderão ter outro diploma. O programa é válido por 10 anos, podendo ser renovado por mais 10 anos.

Segundo os analistas do BTG Pactual, a Ser será a empresa mais beneficiada pela novidade, já que é quem mais opera no Recife, junto com a Estácio (Kroton e Anima não têm negócios na cidade). De acordo com relatório assinado por JC Santos, Gustavo Cambauva e Rodrigo Gastim, 30% da base de estudantes da Ser estão no Recife e o ProUni Recife poderia levar a um ganho de até 80 pontos base no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) da companhia, gerando aproximadamente 2,5% de NPV (valor presente líquido), ou R$ 1 por ação.

Porém, nem tudo são flores e os riscos regulatórios podem manter as ações sob pressão, mas a visão de longo prazo para o trio do BTG ainda é positiva. Para eles, os investidores ainda devem aguardar para ver essas melhoras de fundamentos, mas os analistas estão otimistas com a evolução do setor no médio e longo prazo.

 

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