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Petrobras e siderúrgicas vão do céu ao inferno enquanto Gol e Oi disparam; veja destaques

Ainda entre os destaques estiveram os papéis dos bancos, que foram prejudicados pelo rumor da volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)

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SÃO PAULO - A sessão desta quinta-feira (18) foi de volatilidade para a Bolsa, com o Ibovespa tendo chegado a ganhos de 1,75%, mas fechando com leve queda de 0,19%, a 48.622 pontos. Os papéis da estatal Petrobras e das siderúrgicas comprovaram o movimento volátil, já que após dispararem 7% e 5% em sua máxima, respectivamente, fecharam em queda.

Vale mencionar que o índice firmou queda nesta tarde após rumores sobre a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o que fez com que ajudou a pressionar os papéis dos bancos Itaú Unibanco e Bradesco, que fecharam em queda hoje. De acordo com o estrategista-chefe da XP Investimentos, "a notícia de uma volta da CPMF é negativa por tirar dinheiro de circulação, o que afeta principalmente os bancos".

Ainda entre os papéis que chamaram atenção nesta quinta, os papéis da Vale (VALE3, R$ 19,96, +1,27%; VALE5, R$ 17,35, +2,30%) mantiveram o movimento positivo visto nos últimos dois pregões, chegando a subir até 2,5% em sua máxima intradiária. Os ativos da companhia de telecomunicação Oi também chamou atenção do mercado após retomar os R$ 1,00 perdidos na sessão de forte queda dos papéis ontem.

Revisão na recomendação de diversos papéis do Ibovespa também ganharam destaque hoje, com as ações da Gol liderando a alta do índice depois que o Bank of America Merrill Lynch elevar a classificação para compra, o que fez os papéis liderarem os ganhos da Bolsa, chegando a subir quase 8% em sua máxima intradiária.

Confira abaixo os principais destaques desta sessão:

Oi (OIBR4, R$ 1,00, +6,38%)
Depois de perder o R$ 1 na véspera, as ações da Oi retomaram o patamar com disparada de mais de 6% neste pregão. Essa foi a primeira alta do papel depois de três quedas. Segundo fontes disseram à Reuters, a Telecom Italia, dona da TIM (TIMP3, R$ 11,85, -0,84%), não deve decidir sobre a companhia antes de fevereiro a março do ano que vem. 

Petrobras (PETR3, R$ 9,02, -0,22%; PETR4, R$ 9,46, -2,07%)
As ações da estatal fecharam em queda nesta quinta-feira (18) após chegarem a subir 7% em sua máxima intradiária. No radar da companhia um novo nome surgiu para assumir o comando da empresa caso Graça Foster saia. Segundo o Blog Veja Mercados, assinado por Geraldo Samor, a presidente Dilma Rousseff está considerando agora o nome de Nildemar Secches para assumir o comando da Petrobras. Nos últimos dias, muito tem se falado sobre o fato da presidente estar buscando um novo nome para o lugar de Graça Foster, que já confirmou ter deixado o cargo à disposição de Dilma.

Além disso, a diretoria da Petrobras, incluindo também a atual presidente Graça Foster, teria aprovado uma série de projetos em que seus integrantes sabiam que representaria alto prejuízo à petrolífera. É o que aponta reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal “Valor Econômico” citando documentos confidenciais. Os documentos internos e e-mails citados mostram que os executivos assinaram, em 2009, contratos e propostas com prejuízos bilionários à estatal.

Bancos
Os papéis do setor financeiro fecharam entre altas e baixas, após chegarem a subir mais de 5% na sessão de ontem. Destaque para Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,30, +0,52%), que foi o único do setor que fechou com ganhos, Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,27, -0,75%) e Bradesco (BBDC3, R$ 34,01, -0,99%BBDC4, R$ 34,71, -0,60%), além dos papéis da BM&FBovespa (BVMF3, R$ 9,34, -0,11%).

Ajudando a pressionar os papéis dos bancos Itaú Unibanco e Bradesco, que fecharam em queda hoje, estiveram as notícias sobre uma possível volta da CPMF. De acordo com o estrategista-chefe da XP Investimentos, "a notícia de uma volta da CPMF é negativa por tirar dinheiro de circulação, o que afeta principalmente os bancos".

Exportadoras
As ações das exportadoras fecharam a sessão entre as quedas do dia em meio à desvalorização do dólar frente ao real. Neste momento, os papéis do setor de papel e celulose Suzano (SUZB5, R$ 10,83, -1,99%) e Fibria (FIBR3, R$ 31,21, +0,48%) figuravam entre as maiores queda do Ibovespa, enquanto Embraer (EMBR3, R$ 24,00, +0,63%) virou para alta após cair 1,5% nesta manhã. Segundo operadores, o ambiente mais tranquilo no exterior contribuiu para o recuo do dólar ante o real nesta quinta-feira depois que a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, sinalizou que não deve iniciar a alta de juros nas duas primeiras reuniões do ano que vem.

Siderúrgicas
As ações das companhias do setor siderúrgico chegaram a registrar fortes ganhos na sessão, mas viraram na tarde desta quinta e fecharam em queda, com excessão dos papéis da Gerdau e Metalúrgica Gerdau. No radar dos últimos dias estão notícias vindas da China nos últimos dias, mas nesta sessão empresas como Usiminas e Gerdau têm notícias específicas em seu radar. Entre os destaques de hoje estão a Usiminas (USIM5, R$ 5,05, -5,61%), CSN (CSNA3, R$ 5,29, -4,17%), Gerdau (GGBR4, R$ 9,17, +1,89%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 10,91, +2,44%). 

No caso da Gerdau há a notícia de que a companhia já fechou cinco de suas unidades nos últimos seis meses tentando reduzir custos diante das vendas mais fracas no Brasil, foi o que informou a Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, as usinas paralisadas têm condições de produzir 1 milhão de toneladas de aço por ano, mas estavam operando com 60% de capacidade ociosa. A matéria ainda afirma que 400 funcionários foram demitidos. Em comunicado enviado à Folha, a companhia disse que "a redução de postos de trabalho foi o último recurso da empresa, após a tomada de uma série de medidas". Além disso, ajuda a companhia a elevação de recomendação do BofA, de neutra para compra, com preço-alvo em R$ 12,00, ressaltando que "as cotações atuais estão desconectadas dos fundamentos".

Enquanto isso, os executivos afastados da Usiminas Julián Eguren, Marcelo Chara e Paolo Bassetti abriram ontem um processo contra o presidente do Conselho de Administração da siderúrgica, Paulo Penido, buscando reparação de danos morais. Segundo comunicado do grupo latino-americano Ternium, responsável pela indicação dos executivos antes da demissão deles em setembro, Penido agiu de maneira ilegal ao votar pelo afastamento dos três na conturbada votação desempatada por ele.

Sabesp (SBSP3, R$ 17,06, +3,08%)
O governo do Estado de São Paulo deverá anunciar na tarde de hoje uma sobretaxa para os consumidores que aumentarem o consumo de água. Segundo a companhia, para os consumidores que consumirem até 20% a mais, deve haver aumento de 20% na conta; caso o consumo cresça mais que 20%, o acréscimo será de 50%. De acordo com analistas da Guide Investimentos, "o movimento deve arrefecer um pouco o cenário negativo da companhia, mas os riscos ainda seguem bastante elevados, visto o atual nível dos sistemas". 

Arteris (ARTR3, R$ 11,97, -1,89%) e Ecorodovias (ECOR3, R$ 9,61, +1,48%)
O Bank of America Merrill Lynch rebaixou recomendação para Arteris para neutra, enquanto elevou da Ecorodovias para neutra, citando projeções para aumento da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo). A expectativa dos analistas do banco é que, como parte do esperado ajuste fiscal, o governo anuncie um aumento da taxa que é parâmetro dos empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que poderia passar de 5% para 6,5% em 2015. 

O BNDES tem sido um importante patrocinador dos projetos de infraestrutura, sendo os balanços financeiros mais alavancados à TJLP os da Arteris (55% do total da dívida), ALL (28%), Ecorodovias (12%) e CCR (2%).  

Localiza (RENT3, R$ 33,70, +2,43%)
As ações da Localiza fecharam com ganhos hoje após o Bank of America Merrill Lynch elevar a recomendação para os papéis de neutra para compra. Para a instituição, os investidores podem encontrar um ponto de entrada atraente para ações com fundamentos sólidos de mercado em meio a tempos de turbulência no mercado.

Ambev (ABEV3, R$ 15,82, 0,00%)
O Senado aprovou na quarta-feira Medida Provisória que inclui novo regime tributários para bebidas frias (água gaseificada, refrigerantes, chá, cerveja, chope e energéticos).  

Gol (GOLL4, R$ 13,75, +6,59%)
A Gol é mais uma empresa que estendeu os ganhos vistos na véspera. O Bank of America elevou sua recomendação para os papéis de neutra para compra. Ontem a companhia aérea enviou comunicado ao mercado informando que a demanda total por voos da empresa subiu 8% em novembro sobre o mesmo período do ano passado, enquanto a oferta teve avanço de 3,5%. 

No mercado doméstico, a demanda da Gol subiu 6% em novembro contra novembro do ano passado e a oferta avançou 1,2%. No mercado de voos internacionais, houve alta de 25,7% da demanda e avanço de 22,8% da oferta na mesma base de comparação.

MMX Mineração (MMXM3, R$ 0,57, 0,00%)
Após disparar mais de 26% ontem e chegar a 14% de ganhos hoje, as ações da mineradora de Eike Batsitafecharam estáveis nesta sessão. O movimento de alta teve início após a divulgação atrasada dos resultados do terceiro trimestre na noite de terça. A mineradora teve prejuízo de R$ 86 milhões no terceiro trimestre, ante resultado negativo de R$ 1,2 bilhão um ano antes.

No segundo trimestre, o prejuízo havia sido de R$ 1,9 bilhão. "Este resultado no trimestre é fundamentalmente consequência do teste de recuperabilidade de ativos realizado pela companhia no segundo trimestre, desdobrando em um reconhecimento de impairment de R$ 1,8 bilhão", disse a MMX em seu relatório de resultados.

As vendas de minério de ferro foram de 839,4 mil toneladas no terceiro trimestre, queda de 61% na comparação anual. Desta forma, a receita líquida caiu 75% na mesma base de comparação, a R$ 83,6 milhões.

OSX Brasil (OSXB3, R$ 0,32, +14,29%)
Os credores da OSX aprovaram o plano de recuperação judicial das três empresas do grupo - OSX Brasil, OSX Construção Naval e OSX Serviços. De acordo com os planos, a companhia deve fazer a captação de, no mínimo, R$ 30 milhões em dinheiro a partir da emissão de debêntures por credores.

O plano foi aprovado por 96,5% dos credores presentes na assembleia, sendo que esses credores que se manifestaram favoráveis ao plano detém 91,47% do crédito da empresa. Enquanto isso, o plano da OSX Construção Naval teve a menor taxa de aprovação, de 89,61% dos presentes, que correspondem a 60,29% das dívidas. Já o plano da OSX Serviços foi aprovado por 100% dos credores presentes. Ao todo, a dívida do grupo OSX chega a R$ 6,7 bilhões e inclui ainda a OSX Leasing, apesar de a empresa não ter entrado no processo de recuperação.

Anima (ANIM3, R$ 33,95, -1,34%)
A rede privada de ensino Anima Educação informou na noite de ontem que assinou contrato para compra dos 50% que ainda não detinha da HSM, que oferece educação corporativa, por R$ 39,2 milhões. O negócio foi assinado por sua subsidiária BREE com a RBS Mídia, Digital e Participações e a RBS Participações. O valor será pago a vista, em até dez dias a partir desta quarta-feira.

Eneva (ENEV3, R$ 0,41, +2,50%)
A Eneva, antiga MPX Energia, fechou com ganhos hoje após avançar 17% na véspera. A companhia informou terça que o juiz da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decidiu autorizar o processamento da recuperação judicial da companhia e de sua subsidiária, Eneva Participações. O juiz decidiu, também, pela nomeação da Delloitte Touché Tohmatsu como administrador judicial. A empresa tem um endividamento da ordem de R$ 2,3 bilhões.

Brasil Pharma (BPHA3, R$ 2,50, -6,37%)
Os papéis da Brasil Pharma fecharam com forte queda após chegarem a desvalorização de 10,86% em sua mínima intradiária. Hoje, os papéis renovaram sua mínima e, no mês, registram perdas de 30%. Em apenas 4 pregões, os papéis acumulam 22% de queda.  

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