Em mercados / acoes-e-indices

ADR da Petrobras indica alta; Gerdau e mais 4 ações devem agitar a abertura da Bolsa

Recibos da estatal negociados em NY registram ganhos de quase 4% nesta manhã; Ambev e OSX também devem reagir ao noticiário corporativo nesta quinta-feira

aço - Gerdau - Usiminas - China
(Reuters)

SÃO PAULO - Após a sessão de recuperação ontem, esta quinta-feira (18) promete agitação para algumas companhias da Bolsa, com destaque para a Petrobras (PETR3; PETR4), que em meio a uma "tempestade perfeita", vê seus ADRs (American Depositary Receipts) negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subirem 3,73%, a US$ 6,95, o que pode ser um sinal de que uma nova alta das ações apareça na abertura da Bolsa.

No radar da companhia um novo nome surgiu para assumir o comando da empresa caso Graça Foster saia. Segundo o Blog Veja Mercados, assinado por Geraldo Samor, a presidente Dilma Rousseff está considerando agora o nome de Nildemar Secches para assumir o comando da Petrobras. Nos últimos dias, muito tem se falado sobre o fato da presidente estar buscando um novo nome para o lugar de Graça Foster, que já confirmou ter deixado o cargo à disposição de Dilma.

Além disso, a diretoria da Petrobras, incluindo também a atual presidente Graça Foster, teria aprovado uma série de projetos em que seus integrantes sabiam que representaria alto prejuízo à petrolífera. É o que aponta reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal “Valor Econômico” citando documentos confidenciais. Os documentos internos e e-mails citados mostram que os executivos assinaram, em 2009, contratos e propostas com prejuízos bilionários à estatal.

Ambev (ABEV3)
Já a Ambev deve ver algum movimento em seus papéis relacionado a aprovação de MP 656, sobre a tributação de bebidas frias, fato que vinha sendo discutido desde o início do ano. Pelo que foi decidido, as alíquotas passarão a incidir sobre o valor de venda e não mais sobre o volume de produção ou sobre um preço médio.

A sistemática atual procurava compensar pequenos produtores com alíquotas finais menores devido às distorções da competição com os grandes produtores. Quando a MP virar lei, as alíquotas serão maiores a partir de 2018 e todos os produtores terão de instalar medidores de produção para contar o volume e identificar o tipo de produto e sua embalagem comercial.

De 2015 a 2017, o texto estabelece redutores sobre as alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Pasep e Cofins e PIS/Pasep – Importação e Cofins – Importação.  As alíquotas cheias, que valerão a partir de 2018, são: 6% de IPI para cerveja e 4% para as demais bebidas frias; 2,32% de PIS/Pasep e PIS/Pasep – Importação; 10,68% para Cofins e Cofins-Importação.

Gerdau (GGBR4)
A Gerdau pode sofrer na Bolsa nesta sessão após a notícia de que a companhia já fechou cinco de suas unidades nos últimos seis meses tentando reduzir custos diante das vendas mais fracas no Brasil, foi o que informou a Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, as usinas paralisadas têm condições de produzir 1 milhão de toneladas de aço por ano, mas estavam operando com 60% de capacidade ociosa. A matéria ainda afirma que 400 funcionários foram demitidos.

Em comunicado enviado à Folha, a companhia disse que "a redução de postos de trabalho foi o último recurso da empresa, após a tomada de uma série de medidas".

OSX Brasil (OSXB3)
Após ter sua assembleia adiada, os credores da OSX aprovaram o plano de recuperação judicial das três empresas do grupo - OSX Brasil, OSX Construção Naval e OSX Serviços. De acordo com os planos, a companhia deve fazer a captação de, no mínimo, R$ 30 milhões em dinheiro a partir da emissão de debêntures por credores.

O plano foi aprovado por 96,5% dos credores presentes na assembleia, sendo que esses credores que se manifestaram favoráveis ao plano detém 91,47% do crédito da empresa. Enquanto isso, o plano da OSX Construção Naval teve a menor taxa de aprovação, de 89,61% dos presentes, que correspondem a 60,29% das dívidas. Já o plano da OSX Serviços foi aprovado por 100% dos credores presentes.

Ao todo, a dívida do grupo OSX chega a R$ 6,7 bilhões e inclui ainda a OSX Leasing, apesar de a empresa não ter entrado no processo de recuperação.

Biosev (BSEV3)
A sucroalcooleira Biosev pode ter um dia de alívio na Bolsa após anunciar que assinou um acordo para receber um aporte de até R$ 128 milhões do IFC (International Finance Corporation (IFC). A companhia, que é o braço de investimentos do Banco Mundial no setor privado, se comprometeu a subscrever a totalidade das ações a serem emitidas em um aumento de capital.

Segundo o jornal Valor Econômico, o grupo francês Louis Dreyfus, controlador da Biosev, já sinalizou que vai abrir mão de seu direito de preferência. É provável que os minoritários façam o mesmo, já que as ações da empresa acumulam queda de mais de 42% desde a abertura de capital, no ano passado. Os papéis fecharam ontem cotados a R$ 7,40, queda de 0,13%.

Anima (ANIM3)
Por fim, a rede privada de ensino Anima Educação informou na noite de ontem que assinou contrato para compra dos 50% que ainda não detinha da HSM, que oferece educação corporativa, por R$ 39,2 milhões. O negócio foi assinado por sua subsidiária BREE com a RBS Mídia, Digital e Participações e a RBS Participações. O valor será pago a vista, em até dez dias a partir desta quarta-feira.

 

Contato