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MMX dispara 40% e entra em leilão; Cosan sobe 5% com possível volta do Cide

Confira os principais destaques da Bolsa desta quarta-feira

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(Bloomberg)

12h15: MMX Mineração (MMXM3, R$ 0,64, +39,13%)
As ações da MMX começaram a disparar por volta das 11h desta sessão e atingem neste momento valorização de quase 40%. Após a disparada, os papéis entraram em leilão, programados para voltarem a negociar às 12h23. No radar, operadores do mercado mencionaram que não viram nenhuma notícia ou rumor que pudesse ter feito o papel disparar dessa forma.  

As maiores compras do papel foram intermediadas pela corretora Concórdia, seguida pela Um Investimentos. A Concórdia, no entanto, destoa das demais, com saldo comprado em R$ 163,2 mil. Com a disparada de hoje, as ações da mineradora batem o maior patamar desde setembro deste ano. 

11h57: Exportadoras
Os papéis das exportadoras caem com o movimento de queda do dólar frente ao real. A moeda cai pelo segundo dia consecutivo com investidores colocando fichas na formação de uma equipe econômica que recupere a credibilidade da política macroeconômica brasileira. A expectativa é que o anúncio seja feito nesta semana. Com o movimento do dólar, os papéis da Suzano (SUZB5, R$ 10,38, -3,17%), Fibria (FIBR3, R$ 30,45, -0,52%) e Embraer (EMBR3, R$ 22,87, -1,0%), que têm perfil exportador, caem nesta sessão.

11h53: Petrobras (PETR3, R$ 13,43, +1,13%PETR4, R$ 14,25, +0,71%)
Depois de ter um dia bastante volátil ontem e fechar em queda, as ações da Petrobras sobem à espera da oficialização da nova equipe econômica do segundo mandato do governo Dilma Rousseff. O mercado já dá como certo a escolha de Joaquim Levy para o ministério da Fazenda e Nelson Barbosa para o Planejamento, enquanto Alexandre Tombini deverá seguir no Banco Central. A expectativa é que o anúncio dos principais nomes da equipe ocorra já nesta semana. 

Vale mencionar ainda que de acordo com matéria da Folha de S. Paulo, Dilma está preparando a volta da cobrança da Cide (contribuição para regular o preço dos combustíveis), que faz parte do pacote de Guido Mantega com medidas para reequilibrar as contas públicas. Ainda de acordo com a matéria, a decisão final será tomada em reunião da presidente com a nova equipe econômica.

11h49: Cosan (CSAN3, R$ 33,99, +5,07%)
A Cosan tem dia positivo na Bolsa em meio à notícia de que Dilma Rousseff irá voltar com a cobrança do Cide (contribuição para regular os preços dos combustíveis), o que faz com que o preço do etanol - um dos principais produtos da empresa - fique mais competitivo com os preços da gasolina. Com os ganhos de hoje, as ações da Cosan acumulam alta de 13,5% do dia 14 de novembro para cá.

11h08: Vanguarda Agro (VAGR3, R$ 1,11, -2,63%)
As ações da small cap caem mais de 2% nesta quarta em meio à notícia de que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) condenou na terça-feira (25) dois conselheiros da Brasil Ecodiesel, Vanguarda Agro, por insider trading (ou uso de informação privilegiada). Somente um dos executivos permanece no cargo.

A autarquia condenou em R$ 500 mil cada um dos conselheiros, Silvio Tini e Mauro Antonio Moura de Castro, por atitudes tomadas enquanto ocupavam cargos na Brasil Ecodiesel. O primeiro foi condenado por não cumprimento do dever de sigilo a informações relevantes da empresa, enquanto o segundo, por negociar com os papéis da empresa de posse de informação privilegiada.

O episódio julgado hoje ocorreu em 2010, quando a companhia se uniu à Maeda. A operação, divulgada por meio de fato relevante somente em 24 de outubro daquele ano, foi veiculada pela Exame no dia 30 de setembro - quase um mês antes. Um dia depois, houve uma reportagem, desta vez com declarações de Tini, praticamente confirmando a escolha do novo diretor presidente para a companhia e acrescentando que teria êxito no cargo em uma eventual união da empresa com a Maeda ou qualquer outra empresa.

11h05: Bancos e imobiliárias
Seguindo a euforia do mercado à espera do anúncio dos nomes dos ministros, os papéis dos bancos figuram entre as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira. Entre os destaques, Banco do Brasil (BBAS3, R$ 29,96, +2,50%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 40,04, +0,98%). Já os papéis do setor de construção civil perderam força, após subirem na abertura da Bolsa. Destaque para os papéis de Gafisa (GFSA3, R$ 2,80, +2,94%), Brookfield (BISA3, R$ 1,62, +1,25%), Cyrela (CYRE3, R$ 12,50, +0,97%), Rossi (RSID3, R$ 4,02, -0,25%) e PDG Realty (PDGR3, R$ 1,13, -0,88%). 

10h40: Santander (SANB11, R$ 15,11, -2,01%)
As ações do banco figuram entre as maiores quedas da Bolsa neste momento, após ter recomendação de seus papéis rebaixadas de neutra para venda nesta quarta pelo BTG Pactual. 

10h20: BR Malls (BRML3, R$ 18,24, -0,44%) e Iguatemi (IGTA4, R$ 26,48, +0,84%)
Entre as poucas quedas do Ibovespa hoje, as ações da BR Malls caem apesar do Santander ter reiniciado a cobertura dos papéis da empresa com recomendação de compra, mesmo ela sendo a que "menor potencial de crescimento para os próximos anos entre seus pares".  

O banco também elevou recomendação para as ações da Iguatemi de manutenção para compra, colocando-a como sua "top pick" no setor. De acordo com os analistas, a companhia é a que possui maior potencial de crescimento nos próximos dois a três anos. 

 

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