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Petrobras cai 2%, Eletropaulo sobe 23% em 5 dias e CSN sobe até 7% após acordo

Entre os destaques estiveram ainda a Cemig, que caiu em meio a notícia de que Fernando Pimental (PT), quer reduzir o valor pago em dividendos aos acionistas e Vale, que fechou entre os ganhos

Petrobras

SÃO PAULO - Após ter começado o pregão desta segunda-feira (24) registrando fortes ganhos, o Ibovespa fechou com perdas, que para analistas, significa um movimento de ajuste após disparada do índice na sexta-feira, quando subiu 5,02%. Nesta sessão, o índice fechou com queda de 1,21%, a 55.406 pontos. Entre os destaques estiveram as ações da Petrobras, que fecharam em queda após chegarem a subir 6% em sua máxima intradiária.

Enquanto isso, as ações da Eletropaulo figuraram na ponta positiva do índice, fechando entre as maiores altas do Ibovespa pelo quinto pregão consecutivo em meio a notícia de sexta-feira da elevação de recomendação do BTG Pactual. Entre os ganhos também estiveram as ações da CSN, que reagiram ao anúncio de que a empresa assinou acordo com seus sócios na Namisa. A Vale também esteve entre os principais ganhos do Ibovespa, refletindo notícias positivas vindas da China - principal destino de suas exportações.

Vale mencionar também as ações que estão reagindo ao MSCI (Morgan Stanley Capital International), que assim como anunciado no início do mês, excluirá as ações da ALL, BR Properties e Copasa de seu índice global. Na ponta negativa do índice estiveram os papéis da Cemig, após notícia do Valor de que o governador eleito em Minas Gerais, Fernando Pimental (PT), quer reduzir o valor pago em dividendos aos acionistas pela Cemig. A Rossi (RSID3, R$ 4,18, -7,93%) também fechou entre as quedas, após disparar 13% na sexta-feira em meio a grupamento de suas ações.

Confira abaixo os principais destaques desta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 13,43, -1,47%; PETR4, R$ 14,21, -0,63%) 
Após subir mais de 6% nesta sessão, as ações da Petrobras fecharam em queda em meio à expectativa de que o governo oficialize o nome de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda e Nelson Barbosa para o Planejamento. Dilma Rousseff deve fazer o anúncio oficial nesta semana, mas deverá esperar aprovação do Congresso sobre projeto que flexibiliza a meta de superávit primário neste ano. Até lá, a presidente também deve "convencer" o PT sobre o nome de Levy, segundo destacaram jornais de hoje. Outra estatal que chamou atenção foi a Eletrobras (ELET3, R$ 6,08, -0,16%; ELET6, R$ 7,71, +0,52%).   

Segundo o analista de investimentos Flávio Conde, a primeira hora de negociação da Bolsa deve ser bastante volátil, com muitos investidores embolsando os lucros da forte alta de sexta-feira no bolsa. Ou seja, antes de recomendar compras e vendas no Brasil, temos que ter em mente que a situação econômica do país continua horrível. Ou seja, se for comprar agora é melhor estudar bem as recomendações, disse.

Cosan (CSAN3, R$ 32,90, +0,92%)
As ações da companhia fecharam entre as principais quedas do Ibovespa nesta segunda-feira. Em relatório, a equipe de analistas do Santander comentou a reunião da empresa com seus investidores no Dia do Investidor, dizendo que viu a reunião como "positiva, no que se refere ao pragmatismo e à transparência mostrados pela administração da Cosan em seu Dia do Investidor considerado produtivo, ocorrido em Nova York na sexta-feira".

De acordo com eles, "suas explicações para a lógica e o prazo por trás das mudanças na estrutura corporativa, associadas à perspectiva operacional e financeira realista para cada divisão, devem ajudar a ação, a nosso ver, pois foram abordadas questões/tópicos importantes (resumidos neste relatório) levantadas pelos investidores recentemente". 

Eletropaulo (ELPL4, R$ 9,09, +6,32%)
As ações da Eletropaulo fecharam entre os ganhos do Ibovespa pelo quinto pregão consecutivo, acumulando no período valorização de 23%. Na sexta-feira, o BTG Pactual elevou a recomendação dos papéis para compra, indicando que após queda de mais de 70% de 2012 para cá as ações voltaram a ficar com um risco/retorno interessante.

Bancos
Os papéis dos bancos fecharam entre as quedas do Ibovespa nesta segunda, após chegarem a figurar entre os ganhos. Entre eles, Banco do Brasil (BBAS3, R$ 28,79, -3,49%), Bradesco (BBDC3, R$ 38,48, -1,95%; BBDC4, R$ 40,34, -1,61%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 39,15, -2,08%). Depois de um início de fortes ganhos, a Bolsa passou por um ajuste. Vale lembrar que na sexta-feira o índice subiu 5,02% - na maior alta em 3 anos. 

No caso do Bradesco e Banco do Brasil, aparece no radar hoje a notícia de que eles deram mais um passo para a criação de uma empresa para atuar na área de microcrédito chamada Movera, informou O Estado de S. Paulo. A empresa foi desenvolvida para orientar, prospectar e acompanhar microempreendedores na tomada de linhas específicas de crédito. A companhia nasce com uma carteira de R$ 70 milhões e um projeto piloto de cerca de 60 mil contratos.

CSN (CSNA3, R$ 6,76, +1,20%)
A CSN fechou entre os maiores ganhos nesta sessão após a empresa anunciar há pouco que assinou acordo com seus sócios na Namisa. Segundo comunicado, a siderúrgica assinou com seus sócios ITOCHU Corporation, JFE Steel, POSCO, Sumitomo Metal Industries, Kobe Steel e Nisshin Steel, acordos prevendo a combinação dos negócios de mineração e parcela logística correlata da CSN e Namisa que serão segregados em uma nova empresa. 

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 10,52, -0,28%)
A BM&FBovespa planeja comprar até 15% do capital das principais Bolsas em operação na América Latina, afirmou o presidente da Bolsa, Edemir Pinto, ao Financial Times. O objetivo é aumentar sua influência na região. Até o momento, foi contratado dois bancos de investimentos no mês passado para fazer as aquisições nas Bolsas do México, Colômbia, Chile, Peru e Argentina.  

Segundo a XP Investimentos, com as eventuais aquisições de participações significativas na região, a instituição se posiciona em locais que, atualmente, possuem melhores perspectivas de crescimento do que o mercado brasileiro.

Gol (GOLL4, R$ 13,82, +0,29%)
A Gol apresentou hoje sua prévia operacional do tráfego aéreo durante outubro deste ano, com load factor (taxa de ocupação) no mercado doméstico sendo o principal destaque, ao atingir nível recorde para o mês e a maior dos últimos oito anos, escreveu a BB Investimentos. Além disso, a demanda no mercado internacional continuou com a forte tendência de alta, como já se vem observando em meses anteriores. 

Segundo os analistas, os números prévios indicam que a Gol já começou bem o quarto trimestre do ano, principalmente pela capacidade da companhia em continuar crescendo sua taxa de ocupação no mercado doméstico e internacional, sugerindo que ela pode ter ganhado market share no período. 

Cemig (CMIG4, R$ 13,15, -0,75%)
O governador eleito em Minas Gerais, Fernando Pimental (PT), quer reduzir o valor pago em dividendos aos acionistas pela Cemig (CMIG4), informou nesta segunda-feira o Valor. O que o núcleo petista do futuro governo vê é que o valor distribuído aos acionistas é alto demais quando considera que a empresa tem que aumentar os investimentos e resolver problemas na qualidade dos serviços prestados. Atualmente, o governo mineiro é controlador da empresa e recebe 22% dos dividendos. 

Para a Guide, a notícia não é negativa por si só, principalmente em um momento desfavorável para o setor elétrico, com baixo nível dos reservatórios, preços elevados no mercado à vista e possibilidade de racionamento dependendo do volume de chuvas nos próximos meses. O que parece negativo, segundo a corretora, são as incertezas na estratégia da companhia para os próximos quatro anos.

Eneva (ENEV3, R$ 0,79, +12,86%)
A Eneva divulgou nesta segunda-feira que o acordo para suspender a amortização e o pagamento de juros de operações financeiras contratadas pela companhia e suas subsidiárias com seus credores financeiros expirou em 21 de novembro. Em fato relevante, a empresa afirmou que continua em "entendimentos construtivos" com os credores para revalidar o acordo com o intuito de avançar no seu plano de estabilização, que busca o fortalecimento de sua estrutura de capital e medidas para o reperfilamento das dívidas financeiras.

As ações que reagem ao MSCI
Como anunciado no começo do mês, a carteira MSCI (Morgan Stanley Capital International) excluirá as ações da ALL (ALLL3, R$ 6,29, -4,98%), BR Properties (BRPR3, R$ 10,98, +0,27%), Copasa (CSMG3, R$ 25,00, +1,13%) de seu índice global. Elas passarão a figurar junto com a Tupy (TUPY3, R$ 18,40, +1,10%) no índice de small caps. Além delas, os papéis da BrasilAgro (AGRO3, R$ 7,39, -4,03%), Eucatex (EUCA4, R$ 3,85, -6,10%), Log-In (LOGN3, R$ 3,86, -3,50%), Profarma (PFRM3, R$ 10,11, -4,62%), Rodobens (RDNI3, R$ 10,05, -1,08%), Rossi (RSID3, R$ 4,18, -7,93%) e Saraiva (SLED4, R$ 8,55, -1,84%) foram excluídas da nova carteira do índice MSCI Small Caps. As mudanças entrarão em vigor a partir de terça-feira. 

TIM (TIMP3, R$ 12,28, -2,31%)
As ações da companhia fecharam no vermelho nesta segunda, em meio à notícia de que o conselho de administração da Telecom Italia ter autorizado sua diretoria a analisar de "forma aprofundada" suas opções estratégicas no Brasil, que inclui uma integração com a Oi (OIBR4, R$ 1,39, -8,55%). 

Além disso, o conselho de administação da TIM aprovou na última sexta-feira a venda de até 6.481 torres de telecomunicação, hoje de propriedade da TCEL, para a American Tower do Brasil (Cessão de Infraestrutura "ATC") pelo valor de cerca de R$ 3 bilhões, assim como contrato de alocação desses ativos no rpazo de 20 anos. 

Segundo a Guide Investimentos, essas notícias tendem a manter os ativos do setor voláteis. As ações da Oi devem se beneficiar, já que devem receber novas propostas por seus ativos no curto prazo. Vale lembrar ainda que os fundos de private equity Bain Capital e Apax devem apresentar propostas pelos ativos da operadora.

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