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Petrobras, BB e Eletrobras caem; Saraiva desaba 16% após balanço

Petrobras, Eletrobras e BB caíram em reflexo à aversão ao risco dos investidores à atuação do governo federal e em meio às expectativas pelo resultado da petrolífera

Petrobras - Bloomberg

SÃO PAULO - A sexta-feira (14) iniciou bem negativa no mercado mas no final do dia o Ibovespa amenizou o movimento mas ainda assim fechou em queda, marcando sua quarta sessão de perdas nos últimos cinco pregões. O mercado reagia às incertezas políticas sobre a nova equipe econômica de Dilma Rousseff e expectativas pelo resultado da Petrobras (PETR3; PETR4) do terceiro trimestre. Depois da companhia informar ontem à noite que não divulgará seu balanço hoje, o Bank of America cortou a recomendação para os ADRs (American Depositary Receipts) da estatal de compra para neutra.

Além da Petrobras, as ações das estatais Eletrobras (ELET3, R$ 5,65, -4,88%; ELET6, R$ 8,03, -7,27%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 24,54, -1,49%) permaneceram entre as maiores baixas do Ibovespa, reflexo da aversão ao risco dos investidores à atuação do governo federal. 

Por outro lado, ajudaram a aliviar o movimento do mercado as ações da Vale (VALE3, R$ 22,96, +2,23%; VALE5, R$ 19,80, +2,22%), que figuraram hoje entre as maiores altas do índice. Acompanharam a alta os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 14,17, +2,46%), holding que detém participação na mineradora. Os bancos privados também contribuíram para amenizar a queda da Bolsa brasileira, sendo eles Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,30, +0,48%) e Bradesco (BBDC3, R$ 34,60, +1,56%; BBDC4, R$ 35,87, +0,65%). 

Confira os principais destaques da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 12,78, -2,67%; PETR4, R$ 13,20, -2,94%)
Após mais de uma hora e meia de leilão, os papéis da Petrobras operam em queda na Bolsa nesta sexta. A companhia confirmou ontem à noite que não divulgará seu balanço trimestral nesta sexta-feira. Hoje, o Bank of America cortou a recomendação para os ADRs da estatal de compra para neutra.

Segundo o relatório, os analistas do banco americano afirmam que o fato da companhia adiar seu resultado do terceiro trimestre aumenta as incertezas antes a situação financeira da petrolífera. O BofA ainda cortou o preço-alvo dos ativos da companhia de US$ 19,50 para US$ 12. No pré-market em Wall Street, os ADRs PBR.A tinham perdas de 6,08%, cotados US$ 9,88.

Na noite de ontem, a estatal confirmou em comunicado ao mercado que não iria apresentar seu balanço trimestral hoje, prazo final estipulado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para divulgações. De acordo com a companhia, a estimativa é que os números sejam apresentados no dia 12 de dezembro. A empresa agora tem obrigação para entregar as demonstrações até o dia 30 de dezembro.

CSN (CSNA3, R$ 7,04, -3,56%)
A companhia opera em queda nesta sexta-feira, após a companhia divulgar resultados do terceiro trimestre. A companhia divulgou seu resultado na manhã desta sexta-feira, revertendo lucro de R$ 499,7 milhões em prejuízo consolidado de R$ 250 milhões, de acordo com a empresa, "basicamente pelo menor resultado operacional no trimestre". Já a receita líquida atingiu R$ 3,9 milhões, uma redução de 17% em relação aos R$ 4,7 milhões registrados em igual período do ano passado. O Ebitda ajustado da companhia ficou em R$ 977 milhões, uma queda de 41% na comparação com igual período do ano passado, quando ficou em R$ 1,65 bilhão.

Fibria (FIBR3, R$ 31,68, -0,06%)
As ações da exportadora, que operavam em alta nesta sessão, perderam força em meio a amenizada do movimento do dólar. A moeda norte-americana fechou em leve alta de 0,23%. Por outro lado, os papéis da Suzano (SUZB5, R$ 11,03, +1,01%) sustentaram a alta. A companhia também possui perfil exportador. Os papéis da Suzano atingiram hoje seu maior patamar desde junho de 2011, enquanto as ações da Fibria apresentam maior patamar desde maio de 2010.

Sabesp (SBSP3, R$ 19,35, +2,06%)
Aa ações da companhia sobem após divulgar lucro R$ 91,5 milhões no terceiro trimestre, uma queda de cerca de 81% em relação ao resultado obtido um ano antes. O balanço foi atingido por crescimento nos custos da empresa diante de uma receita praticamente estável, além de uma expansão no resultado financeiro negativo, que mais que dobrou para R$ 337,8 milhões.

Segundo dados disponibilizados pela empresa, a receita operacional líquida somou R$ 2,82 bilhões no terceiro trimestre, alta de cerca de 2% sobre o registrado um ano antes. Enquanto isso, os custos dos bens e serviços vendidos subiram 21%, a R$ 1,98 bilhão.O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu 28,8% na mesma base de comparação, a R$ 742,4 milhões.

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 9,88, +0,20%)
A BM&FBovespa encerrou em leve alta após a divulgação de seu balanço trimestral, atingindo hoje sua mínima desde 26 de fevereiro deste ano. A 
BM&FBovespa divulgou seu balanço para o terceiro trimestre na quinta, demonstrando lucro líquido de R$ 238,4 milhões, abaixo da estimativa realizada pela Bloomberg de R$ 387 milhões, e abaixo também do demonstrado no mesmo período do ano passado, quando mostrou R$ 281,6 milhões. A receita líquida da companhia foi de R$ 546 milhões, 2% maior que os R$ 535,4 milhões registrados em 2013.

Entre os principais destaques dos resultados da companhia estiveram ainda a receita total, que mesmo permanecendo estável na comparação com o igual período do ano passado, aumentou 15,1% na comparação trimestral. Além disto, o volume médio diário negociado no segmento BM&F cresceu 7,3% na comparação trimestral, mas foi compensado pela queda de 6,4% da receita por contrato média no mesmo período.

Vale mencionar também que os papéis da companhia foram elevados de manutenção para compra pelo Santander, que reduziu estimativas de volumes e lucro: “Apesar de notícias negativas poderem continuar segurando volumes, acreditamos que os níveis atuais de dividendos podem levar BVMF3 a superar o IBOV”, diz relatório. 

Rossi (RSID3, R$ 0,82, -4,65%)
As ações da Rossi despencam nesta sessão após a divulgação de seu balanço. A companhia divulgou nesta sexta-feira prejuízo líquido de R$ 265,1 milhões no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo de R$ 2,1 milhões registrado um ano antes. No período, o Ebitda ficou negativo em R$ 165,8 milhões, ante Ebitda positivo de R$ 55,6 milhões no mesmo trimestre de 2013. Já o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 65 milhões, contra expectativa de analistas de Ebitda ajustado positivo de R$ 47,5 milhões no trimestre. 

Saraiva (SLED4, R$ 9,35, -16,44%)
Chegando a cair 11% em sua mínima intradiária, a companhia divulgou prejuízo líquido de R$ 29,1 milhões no terceiro trimestre, ampliando em 30,7% as perdas de R$ 22,3 milhões de um ano antes. A receita líquida cresceu 7,8% no período, para R$ 458,5 milhões. O Ebitda ajustado da companhia alcançou R$ 73 milhões nos primeiros nove meses de 2014, queda de 7% na comparação anual.

Cemig (CMIG4, R$ 12,59, -4,19%)
Os papéis da companhia elétrica também caem em meio à divulgação de seus resultados. O grupo mineiro de eletricidade teve forte queda do lucro líquido no terceiro trimestre, apresentando R$ 29,06 milhões no período, queda de 96% na comparação com mesma época de 2013, quando o lucro foi de R$ 788,84 milhões. A receita consolidada somou R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre, alta de 8,07% na comparação anual, com alta de 11,4% do fornecimento bruto de energia elétrica. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 213 milhões, alta de 78,6%.

O Ebitda foi de R$ 513,1 milhões, queda de 60,2% ante mesmo período de 2013. A empresa atribuiu a redução do Ebitda à queda de 129,34% do resultado da equivalência patrimonial, decorrente do resultado negativo da Madeira Energia, associada ao crescimento nos custos e despesas operacionais.

Gol (GOLL4, R$ 12,80, -3,83%) 
Seguindo o movimento de realização, as ações da Gol também registrarm queda após subirem durante três sessões consecutivas com a divulgação de seus resultados trimestrais. A companhia ampliou o prejuízo líquido no terceiro trimestre, na comparação anual, pressionada pela variação cambial no período. A empresa informou nesta terça-feira um resultado negativo de R$ 245,1 milhões, ante prejuízo de R$ 197 milhões um ano antes. Segundo a XP Investimentos, a empresa continua em sua trajetória favorável em termos operacionais mas teve seu resultado ofuscado pela valorização do real frente ao dólar, lembrando que boa parte dos seus custos são em moeda americana.

Kroton (KROT3, R$ 17,00, +0,18%)
A maior empresa de educação do país teve lucro líquido de R$ 213 milhões no terceiro trimestre, ante resultado positivo de R$ 99,5 milhões um ano antes, quando ainda não incorporava em seus números os resultados da Anhanguera, com quem se fundiu. No período, a geração de caixa medida pelo Ebitda somou R$ 354,8 milhões, ante R$ 180,9 milhões em igual etapa de 2013. Analistas esperavam, em média, lucro líquido de R$ 272 milhões e Ebitda de R$ 352 milhões para o período, segundo pesquisa da Reuters. 

Eletrobras (ELET3, R$ 5,65, -4,88%; ELET6, R$ 8,03, -7,27%)
As ações da Eletrobras despencam nesta sexta-feira na Bolsa, atingindo sua mínima desde 17 de março. As incertezas que pairam ainda sobre o governo de Dilma Rousseff nas questões econômicas ainda pesam sobre os papéis da estatal.

Profarma (PFRM3, R$ 11,10, -9,39%)
As ações da Profarma operam com forte queda em meio à divulgação de seus resultados. A companhia teve lucro de R$ 2,1 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 83% sobre o ganho de R$ 12,6 milhões apurado em igual período de 2013. A empresa apurou receita líquida de R$ 878,6 milhões no período, recuo de 0,16% sobre os R$ 880 milhões de igual intervalo do ano passado. O Ebitda ficou em R$ 21,9 milhões no período, ante R$ 24,6 milhões no segundo trimestre de 2013, recuo de 10,8%. 

Vanguarda Agro (VAGR3, R$ 1,22, -15,86%)
Após subir por 2 dias consecutivos, os papéis da companhia operam em queda nesta sessão, provavelmente com os analistas realizando os ganhos vistos nos últimos pregões. Ontem, a companhia convocou uma reunião com seu conselho de administração para o dia 28 de novembro para aprovar um aumento de capital no montante de R$ 150 milhões, com a subscrição privada e emissão de 150 milhões de novas ações ordinárias, pelo preço de R$ 1,00 por ação. 

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