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10 ações devem agitar a abertura da Bovespa nesta quinta-feira

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(Bloomberg)

SÃO PAULO - Com o noticiário corporativo carregado, 10 ações devem agitar a abertura do pregão desta quinta-feira (13). Entre os destaques, a Petrobras (PETR3; PETR4) disse desconhecer a investigação que está sendo feita pelo Departamento de Justiça dos EUA. Por outro lado, a CGU (Controladoria-Geral da União) instaurou seis primeiros Processos Administrativos Sancionadores, que envolvem empregados, ex-empregados e ex-diretores da por propina na estatal envolvendo a holandesa SBM Offshore.

A CGU determinou a abertura de processo de punição contra a holandesa - que afreta plataformas para a Petrobras -, a partir de uma sindicância instaurada em abril para apurar supostos pagamentos de suborno a funcionários da estatal com o objetivo de obter contratos, informou a controladoria.

Oi
A Oi (OIBR4) também é destaque na sessão de hoje. Depois de duas ofertas de compra que recebeu pela Portugal Telecom, a companhia telefônica abriu negociações com a Altice e com os fundos Apax e Bain Capital para melhorar em até 800 milhões de euros - ou R$ 2,5 bilhões - as duas propostas, informa a Folha de S. Paulo.  

Ambas ofereceram 7 bilhões de euros - ou R$ 22 bilhões - pela companhia em Portugal, ficando de fora as operadoras da África. 

JBS
Entre a temporada de balanços, a JBS (JBSS3), maior produtora global de carnes, teve lucro líquido de 1,1 bilhão de reais no terceiro trimestre, valor cinco vezes maior que o registrado no terceiro trimestre de 2013, impulsionado pelo resultado operacional, informou a empresa na quarta-feira. Entre julho e setembro deste ano, a geração de caixa da JBS medida pelo lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (Ebitda) mais que dobrou, para 3,6 bilhões de reais.

Lojas Americanas
A Lojas Americanas (LAME4) atingiu R$ 1,948 bilhão em receita líquida, crescimento de 13,2% na comparação anual, em linha com as expectativas do mercado. A companhia segue entregando um crescimento real elevado, com o segmento "mesmas lojas" mantendo-se em dois dígitos, comentaram os analistas da XP Investimentos. Aliado a isso, a companhia anunciou um programa de expansão. Hoje, a companhia possui 893 pontos de venda. A ideia é quase que duplicar em 5 anos com abertura de 800 lojas. 

Anima
A Anima (ANIM3) reportou receita líquida de R$ 203,1 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 5,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o lucro líquido ficou em R$ 49,9 milhões, expansão de 38,9% na mesma base de comparação. Segundo a XP, o resultado da companhia foi forte por conta da incorporação dos números da São Judas. Desconsiderando esse efeito, a Anima manteve o bom ritmo de crescimento que foi observado no primeiro semestre deste ano, com a base de alunos crescendo cerca de 13% na comparação anual, comentaram os analistas.

Gol e Embraer
A tendência da presidente Dilma Rousseff é de vetar as duas mudanças polêmicas feitas na Medida Provisória 652, que trata originalmente de subsídios à aviação regional, caso elas sejam aprovadas no Congresso Nacional. O novo texto acaba com limites ao capital estrangeiro nas companhias aéreas e libera a construção de novos aeroportos privados para voos comerciais. Segundo a XP, mudanças bruscas no texto ou excesso de alterações podem gerar incertezas quanto a previsibilidade do desempenho de investimentos no setor. Neste contexto, destaque para os papéis da Gol (GOLL4) e Embraer (EMBR3). 

Braskem
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) proibiu a compra da petroquímica Solvay Indupa Argentina pela Braskem (BRKM5). A companhia brasileira informou que discorda da decisão e disse que isso é "prejudicial à indústria brasileira". Em comunicado, o grupo Solvay afirmou que deverá examinar alternativas para vender sua participação na Solvay Indupa.

Santos Brasil
A Santos Brasil (STBP11) pode ser penalizada pela notícia de que a Maersk reduziu, novamente, a estimativa de crescimento do comercio exterior brasileiro via contêineres de 4% para 3%. Originalmente, a previsão era que as importações e exportações em contêineres crescessem de 5% a 6%. Segundo a XP, a notícia é ruim para a Santos Brasil. "Menor quantidade de contêineres de importação poderá acirrar a competição no mercado de armazenagem alfandegada, que ainda possui margens elevadas", comentaram os analistas.  

 

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