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Smiles dispara com acordo com Localiza, BR Malls cai 7,5% e Oi chega a subir 11%

Entre os destaques também estiveram as ações da Petrobras que fecharam em queda de 3%, B2W que fecharam em queda, Vale e Magazile Luiza que seguiu movimento positivo

SÃO PAULO - Após fortes altas nos últimos dias, a segunda-feira (3) foi negativa para o Ibovespa, que fechou com queda de 1,25%, a 53.947 pontos. Entre os destaques desta sessão ficaram as ações do setor de telecomunicação, que fecharam em alta em um dia predominantemente negativo na Bolsa em meio à proposta da Altice para comprar os ativos portugueses que a Oi detém na Portugal Telecom e expectativa que seja formalizado uma oferta para compra da TIM. Os papéis da Oi chegaram a disparar 11% nesta sessão.

Já as ações da Petrobras fecharam em queda após seu conselho de administração adiar para amanhã a reunião que decidirá sobre um possível reajuste nos preços dos combustíveis. Vale mencionar que os bancos também fecharam em queda na sessão desta segunda.

Entre as maiores quedas da principal carteira de ações estiveram também as ações da BR Malls, que despencaram após seus dados prévios do terceiro trimestre, enquanto as units do Santander fecharam como a maior queda do índice. Ainda na ponta de baixo estiveram as ações da Duratex (DTEX3, R$ 8,27, -7,08%).

Fora do Ibovespa chamaram atenção as ações da Smiles, que dispararam após acordo com a Localiza e da Paranapanema, que disparou após a divulgação de seus resultados para o terceiro trimestre.

Confira os principais destaques desta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 14,25, -8,73%; PETR4, R$ 14,85, -2,81%)
As ações da Petrobras fecharam a segunda-feira em queda. No radar da estatal, está a notícia de que o conselho de administração da companhia adiou na última sexta-feira a decisão de reajuste dos preços de combustíveis para a próxima terça-feira (4). Além disso, a PriceWaterhouseCoopers, auditora dos resultados financeiros da Petrobras, recusou-se a aprovar o balanço do terceiro trimestre da petroleira e exigiu mais investigações internas sobre o suposto esquema de desvio de dinheiro da estatal, segundo reportagem publicada no último sábado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Para a XP, a notícia é ruim, pois não existe data programada para a divulgação e o limite é dia 14 de novembro, sexta-feira da semana que vem.  

BR Malls (BRML3, R$ 18,68, -6,13%)
As ações da BR Malls fecharam a sessão entre as maiores quedas do Ibovespa em meio à divulgação de seus dados prévios do terceiro trimestre. A administradora de shopping centers teve vendas consolidadas de R$ 5,3 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 1,8% na comparação anual. Excluindo-se os shoppings vendidos da base de cálculo do terceiro trimestre de 2013, o crescimento das vendas totais foi de 7,5%, informou a empresa. As vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) subiram 4,4% no período.

Teles
Por outro lado, as ações preferenciais da Oi (OIBR4, R$ 1,34, +3,08%) fecharam em alta nesta sessão, após chegarem a subir 11,5% na sua máxima intradiária, em meio à notícia de que o grupo europeu de telecomunicações Altice informou ter feito uma oferta inteiramente financiada para comprar os ativos portugueses da Portugal Telecom da Oi.

Mesmo fechando com leve queda, hoje chamaram atenção também as ações da TIM (TIMP3, R$ 13,54, +0,52%), que chegaram a subir mais de 8% nesta segunda. A expectativa do mercado é que com a venda dos ativos portugueses, a Oi consiga reduzir drasticamente seu endividamento (hoje em R$ 46,2 bilhões), e formalize uma oferta para comprar a TIM, juntamente com a Telefônica (VIVT4, R$ 49,92, -0,90%) e América Móvil, dona da Claro.

Santander (SANB11, R$ 12,29, -7,94%)
As units do Santander voltaram a fechar com forte queda nesta segunda-feira como a maior queda do principal índice da Bolsa. Na última semana, os papéis do banco caíram cerca de 16%. Um dos motivos é a expectativa de desvalorização e perda de liquidez das units com a OPA (Oferta Pública de Aquisição). Com isso, existe a possibilidade do banco deixar o Ibovespa, o que pode levar muitos fundos atrelados ao índice a se desfazerem dos papéis. 

Smiles (SMLE3, R$ 45,60, +6,54%)
As ações da Smiles também dispararam nesta segunda-feira. A companhia assinou hoje uma parceria com a Localiza para milhagens. OCEO da Smiles disse em entrevista que a partir do acordo, o cliente Smiles poderá usar milhas para alugar carros da Localiza com descontos de 20%. Em sua máxima intradiária, a companhia disparou 7,83%.

B2W (BTOW3, R$ 32,24, -0,12%)
As ações da B2W também fecharam em queda hoje após notícia de que a Lojas Americanas (LAME4, R$ 14,41, -1,44%) avalia a possibilidade de separar da B2W, segundo apurou o Valor. O que comenta-se é que a Lojas Americanas poderia fazer uma operação semelhante à que levou à Bolsa, em 2006, a São Carlos Empreendimentos, que concentrava inicialmente os ativos imobiliários da empresa e hoje já diversificou seus negócios.

Segundo a XP Investimentos, a operação seria interessante do ponto de vista dos investidores, pois estes deixam muitas vezes de comprar o ativo LAME4 já que não querem exposição ao ativo da B2W. Se a operação ocorrer, acionistas da Lojas Americanas que receberiam as ações da B2W poderiam vendê-las, pressionando suas as ações, comentaram os analistas. 

Kroton (KROT3, R$ 17,53, -0,74%)
Depois de subir por seis pregões seguidos, impulsionados pela reeleição de Dilma (uma vez que educação era visto pelos analistas como o setor que mais se beneficiaria neste cenário), os papéis da Kroton fecharam a segunda-feira no vermelho. Do fechamento do dia 23 de outubro até a última sexta-feira, as ações da companhia dispararam 27%.  

Vale (VALE3, R$ 24,90, -0,40%; VALE5, R$ 21,49, -0,28%)
As ações da Vale voltaram a fechar em queda nesta sessão, acumulando baixa de mais de 10% desde o fechamento do dia 24 de outubro, no caso das preferenciais. Hoje, aparecem no radar da mineradora dados ruins da China, principal destino de suas exportações. O setor de serviços chinês cresceu em outubro em ritmo mais lento em nove meses, à medida que o setor imobiliário desaquecido pesava sobre a demanda. O PMI oficial do país para o setor de serviços caiu para 53,8 no mês passado, frente a 54,0 em setembro, leitura mais fraca desde janeiro. 

Embraer (EMBR3, R$ 23,73, -1,08%)
Em dia negativo na Bolsa, as ações da Embraer também fecharam em queda. No radar, a RBC Capital rebaixou a recomendação das ações da fabricante de aeronaves de outperform (desempenho acima da média) para equivalente a neutro.

Equatorial (EQTL3, R$ 25,30, +0,08%)
As ações da Equatorial fecharam quase estáveis na sessão depois da divulgação do resultado do terceiro trimestre e em meio à recomendação do Bradesco BBI, que iniciou a cobertura do papel com outperform (desempenho acima da média).

A empresa terminou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 282 milhões, alta de 41,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa apurou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado de R$ 450 milhões no período de julho a setembro, avanço de 35,9% na comparação anual. 

Paranapanema (PMAM3, R$ 2,48, +9,73%)
Fora do Ibovespa, as ações da Paranapanema dispararam no pregão desta segunda, em meio à divulgação dos resultados do terceiro trimestre. A empresa conseguiu reverter o prejuízo líquido de R$ 35 milhões em lucro líquido de R$ 131 milhões entre julho e outubro deste ano. A receita líquida foi de R$ 1,238 bilhão no terceiro trimestre deste ano, contra R$ 1,302 bilhão no mesmo período de 2013. 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 8,60, +4,24%)
A companhia também apresentou forte alta nesta segunda, dando continuidade ao movimento apresentado pós-divulgação de seu balanço. Na última quinta-feira (30), a companhia registrou
 avanço anual de 65,8% no lucro líquido do terceiro trimestre, a R$ 42,1 milhões, beneficiada por aumento de vendas e melhorias operacionais no período. Entre julho e setembro, a receita líquida da companhia subiu 18,3% ante igual etapa do ano passado, a R$ 2,4 bilhões.

As vendas em mesmas lojas físicas, que consideram os pontos abertos há mais de um ano, subiram 12,4%. Ao mesmo tempo, o e-commerce da companhia elevou o faturamento em 32,6%.

 

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