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Estatais sobem mais de 1% e imobiliárias avançam; small cap dispara 30%; veja mais

Mercado repercute Datafolha divulgado na última quarta-feira; papéis da Vale voltam a cair

Ações em alta
(ShutterStock)

SÃO PAULO - Em meio à uma quinta-feira (11) agitada pelo noticiário corporativo e político, os destaques desta sessão ficam com as ações das estatais e bancos, repercutindo o Datafolha divulgado na última quarta-feira, além das ações do setor imobiliário, que sobem após fortes quedas nas últimas sessões. 

Por outro lado, as ações das siderúrgicas aparecem entre as maiores quedas do índice, que dão sequência ao forte movimento negativo, assim como as ações da Vale (VALE3; VALE5), que seguem para sua 14ª queda em 16 pregões. 

Chama atenção hoje também o desempenho das ações da Souza Cruz (CRUZ3, R$ 19,60, +3,05%), que sobem pela primeira vez depois de quatro quedas, enquanto os papéis da Kroton (KROT3) lideram as perdas do Ibovespa. Fora do índice, destaque para a forte disparada nas ações da small cap Telebras (TELB4).

Confira os destaques da Bolsa:

Estatais
As ações das estatais chegaram a subir quase 2% no começo desta quinta-feira, com os investidores digerindo mais uma pesquisa eleitoral. Ontem a noite, o Datafolha mostrou que Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT) estão em um "empate técnico", com 47% dos votos para a candidata do PSB e 43% para a petista. Apesar da disputa acirrada, o mercado especulava que Dilma apareceria à frente de Marina, rumor que justificou a forte queda da Bolsa no pregão anterior e que não se concretizou nesta pesquisa.

Com isso, as ações de Petrobras (PETR3, R$ 20,13, +1,16%PETR4, R$ 21,25, +1,43%), Eletrobras (ELET3, R$ 7,36, +0,14%ELET6, R$ 11,08, +0,82%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,12, +0,88%) avançam entre 0,5% e 2% nesta sessão. As pesquisas eleitorais têm guiado o rumo da Bolsa desde meados de março: de lá pra cá, o Ibovespa saltou de 45 mil para até 62 mil pontos, ao mesmo tempo em que o cenário de provável reeleição de Dilma Rousseff (PT) deu lugar a uma acirrada disputa com a oposição. A reação “compradora” do mercado às quedas de Dilma nas pesquisas explica-se pela gestão intervencionista do atual governo em importantes setores da economia - caso das elétricas, bancos e das estatais.

O mercado segue na expectativa da divulgação do Ibope, que será divulgado na sexta-feira (11), às 10h00.

Imobiliárias
As ações das imobiliárias aparecem entre as maiores altas do Ibovespa dando uma pausa na forte queda dos últimos dias, que vinham sendo pressionadas pelo nervosismo vivido no mercado de juros. Hoje, os papéis da Gafisa (GFSA3, R$ 3,22, +4,21%) lideram os ganhos do índice, acompanhados por Cyrela (CYRE3, R$ 13,52, +2,50%) e MRV Engenharia (MRVE3, R$ 8,53, +1,67%). Apesar da alta de hoje, essas ações caíram pelos últimos cinco dias, com exceção da MRV que opera em alta pela primeira vez depois de quatro quedas. 

Vale (VALE3, R$ 28,32, -0,12%VALE5, R$ 24,95, -0,16%)
Por mais uma sessão, as ações da Vale são pressionadas pelo preço do minério de ferro - principal produto da exportadora. A commodity renovou, mais uma vez, seu menor patamar em 5 anos, atingindo US$ 81,90 por tonelada. Em 2014 a queda acumulada chega a 40%.

Siderúrgicas
No mesmo sentido que os papéis da Vale, as siderúrgicas seguem em forte queda hoje, sendo elas: Gerdau (GGBR4, R$ 12,25, -1,05%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 14,89, -1,39%), CSN (CSNA3, R$ 9,45, -1,15%) e Usiminas (USIM5, R$ 7,86, -0,51%). Vale mencionar que boa parte desses papéis caem pelo quinto pregão seguido nesta quinta-feira.

Kroton (KROT3, R$ 60,56, -1,53%)
Já no setor de educação, a Kroton aparece com forte queda. Hoje, a companhia aprovou o desdobramento de ações da companhia na razão de 1 para 4. Em comunicado, a empresa disse que acionistas com posição na empresa até o final do pregão de hoje terão suas ações desdobradas, com o crédito ocorrendo dia 17 de setembro. 

Oi (OIBR4, R$ 1,55, +0,65%)
Em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oi informou nesta quarta-feira, 10, que "não está envolvida, até esta data, em quaisquer negociações formais com quaisquer terceiros a respeito" de uma proposta conjunta para aquisição da concorrente TIM Brasil.

A operadora destaca no comunicado, que, como divulgado no último dia 26, contratou o banco BTG Pactual para atuar como comissário, agindo em nome próprio e no interesse da companhia, para desenvolver alternativas com o objetivo de viabilizar uma proposta para aquisição da participação da Telecom Italia na TIM.

TIM (TIMP3, R$ 13,44, -1,32%)
As ações da Tim lideram as perdas do Ibovespa nesta sessão e caem mais de 2%. Nesta quinta-feira, segundo informações do jornal Valor Econômico, a Tim está estudando uma saída para deixar de ser uma empresa focada apenas em serviços móveis, o que atualmente impede o oferecimento de pacotes combinados aos consumidores e limita o crescimento da empresa.

De acordo com a publicação, a companhia está avaliando negócios de TV por assinatura para completar seu portfólio.

B2W (BTOW3, R$ 38,46, +3,95%)
As ações da B2W sobem mais de 2% nesta quinta-feira. No radar da empresa, saiu a notícia de que o Hotel Urbano deve anunciar a aquisição da B2W Viagens e de um outro portal de venda de ingressos, segundo informações da Revista Exame. A nota não traz nenhum valor para a transação.

No começo de agosto, uma notícia veiculada no blog Veja Mercados, de Geraldo Samor, já indicava que CVC e Hotel Urbano estariam disputando a compra do negócio de reservas online da B2W, empresa controladora das Americanas.com e do Submarino. Segundo a postagem da época, o negócio está sendo vendido por entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões de reais.

Vale mencionar que a B2W é uma das ações que mais subiram no ano, acumulando até o momento uma alta de quase 180%. Após um passado de muitos problemas operacionais - que comprimiram suas margens -, a empresa tem conseguido dar uma resposta positiva ao mercado, beneficiada principalmente pelo aporte de capital bilionário que o fundo Tiger injetou na varejista online no começo do ano.

Telebras (TELB4, R$ 2,34, +35,26%)
As ações da Telebras disparam mais de 25% nesta sessão, chegando a subir 43% na máxima do dia, com um volume financeiro muito maior que a média dos últimos 21 dias. Somente até às 13 horas desta quinta-feira, as ações TELB4 já tinham movimentado, aproximadamente, R$ 501,2 mil, enquanto a média dos últimos pregões tinham totalizado R$ 95,8 mil.  

Vale mencionar que o noticiário da empresa segue sem nenhuma novidade nesta sessão. Além disso, pela baixa liquidez que as ações da empresa oferecem, estes movimentos de "repique" são mais comuns. 

Até esta metade do pregão, as principais corretoras compradoras eram a Planner, Bradesco e XP Investimentos, sinalizando que os investidores operando estes papéis são pessoas físicas.

 

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