Em mercados / acoes-e-indices

Gasolina deve subir até 6%; veja mais resultados e dividendos no radar

Entre os destaques, BB Seguridade, empresa do BB responsável por investimentos em seguros, registrou lucro líquido de R$ 845,4 mi no 2° trimestre, crescimento de 53,6%

Petrobras_bloomberg

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3; PETR4) segue no radar do investidor nesta terça-feira (12) em meio às expectativas de aumento de gasolina, assim como uma série de outras empresas que divulgaram seus balanços do segundo trimestre entre a noite de ontem e esta manhã, com destaque para a BB Seguridade (BBSE3).

Em relação à Petrobras, aparece no radar a notícia de que o governo deve elevar o preço da gasolina de 5,5% a 6% após a eleição, afirmou à Reuters ontem uma fonte do governo próxima ao núcleo do Executivo. O cálculo do reajuste ainda é preliminar e servirá para dar algum alívio aos preços para a Petrobras, segundo a fonte. A estatal vem trabalhando com preços defasados se comparados com o mercado internacional, o que causa prejuízos na sua área de abastecimento.

Além disso, na última segunda-feira, a empresa reafirmou suas metas ambiciosas de extração em 2014 e previu nesta segunda-feira um salto nas exportações no segundo semestre. Com a projeção de crescimento da produção de petróleo para este ano mantida em 7,5% no ano no Brasil, a empresa prevê exportar 250 mil barris de petróleo por dia (bpd) na segunda metade do ano, alta de 51% frente ao primeiro semestre.

BB Seguridade
A BB Seguridade, empresa do Banco do Brasil (BBAS3) responsável por investimentos em seguros, teve lucro líquido de R$ 845,4 milhões no segundo trimestre, crescimento de 53,6% sobre igual intervalo de 2013, informou a companhia nesta terça-feira. A empresa afirmou que apresentou receitas recordes em todos os segmentos de negócio no primeiro semestre, com destaque para as contribuições em planos de previdência privada e de seguros de vida, habitacional e rural.

A companhia anunciou, em conjunto, o pagamento de R$ 0,6055 por ação em dividendos aos acionistas referente ao 1° semestre de 2014. A distribuição será realizada até 29 de agosto e terão direito como base a posição acionária de 18 de agosto, sendo as ações negociadas ex-dividendos a partir de 19 de agosto. O montante total em dividendos que será distribuído é de R$ 1,195 bilhão. 

Eztec
Já a Eztec (EZTC3) informou que encerrou o trimestre com receita líquida de R$ 224,5 milhões, queda de 19% na comparação com o mesmo trimestre de 2013, assim como o lucro líquido, que caiu 10%, para R$ 122,3 milhões.

No período, a construtora registrou Ebitda de R$ 107,8 milhões, queda de 19% em relação ao segundo trimestre do ano passado, enquanto a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) recuou 0,3 ponto percentual, para 48%.   

Abril Educação
A Abril Educação (ABRE11), companhia voltada à educação básica e pré-universitária, ampliou seu prejuízo líquido para R$ 37 milhões no segundo trimestre, ante resultado negativo de R$ 8,2 milhões um ano antes. 
Os números foram pressionados pela provisão de reestruturação, de R$ 28 milhões no período, e o avanço das despesas financeiras, para R$ 36,5 milhões, de acordo com o presidente-executivo da companhia, Mario Ghio Junior. Desconsiderando estes efeitos, o resultado estaria em linha com o do segundo trimestre de 2013, sendo que o período é tradicionalmente mais fraco em relação aos demais, acrescentou o executivo.

A receita líquida entre abril e junho totalizou R$ 209,4 milhões, um crescimento de 27% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, a captação de alunos de escolas e sistemas de ensino na primeira metade do ano garante receita para o ano todo. O segmento representou 34% da receita no semestre e encerrou junho com 793,3 mil alunos, 41% a mais na comparação anual.

Dasa
A empresa de diagnósticos Dasa (DASA3) teve lucro líquido de R$ 31,9 milhões no segundo trimestre, queda de 9,4% frente ao mesmo período do ano passado, com impacto dos feriados da Copa do Mundo. 

 O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 115 milhões, avanço de 3,8% na mesma base de comparação. A receita operacional líquida atingiu R$ 687,4 milhões no período de abril a junho, aumento de 8,9% em relação ao segundo trimestre de 2013. 

CCR
A CCR (CCRO3) teve lucro líquido de R$ 275,8 milhões no segundo trimestre, queda de 9,4% na comparação anual, informou a empresa de concessões de infraestrutura na segunda-feira. 
resultado foi impactado por alta de 51,1% nos custos totais, que somaram R$ 1,23 bilhão no segundo trimestre. A linha inclui itens como custos de construção e novos negócios não operacionais como metrô em Salvador, além dos aeroportos de Curaçao e de Confins. 

Segundo a CCR, o custo de construção disparou de 155,8 milhões de reais no segundo trimestre de 2013 para 471,3 milhões nos três meses encerrados em junho. Já os custos com pessoal subiram 26,8 por cento no período.

Além disso, a CCR informou que suas concessionárias ViaOeste e SPVias obtiveram liminares que reconhecem direito à aplicação de reajuste de pedágios previsto em contrato de concessão a partir de 13 de agosto. A ação judicial proposta pelas empresas prosseguem em curso para julgamento do mérito da discussão, acrescentou a CCR. O reajuste contratual previsto para as duas concessionárias era de 7,83%. Para a SPVias, o percentual de reajuste concedido foi de 5,26%, enquanto para a ViaOeste foi de 6,14%.

Marcopolo
A Marcopolo (POMO4) teve lucro líquido de R$ 50,2 milhões no segundo trimestre de 2014, queda de 32,3% na comparação com o mesmo período. No segundo trimestre, a produção brasileira registrou um recuo de 20% em relação ao mesmo período de 2013, atingindo 6.862 unidades. A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 824,5 milhões, recuo de 17,1% ante o mesmo intervalo de do ano passado.

Juntamente com o resultado, a companhia revisou para baixo sua meta de 2014 para receita líquida, produção e investimentos programados. Agora, a empresa espera alcançar receita líquida consolidada de R$ 3,4 (contra 3,8 bilhões em maio). Já a produção foi cortada em 20.850, para 19.000, sendo 16.500 no País. Os investimentos programados, que eram R$ 160 milhões, passaram a ser de R$ 130 milhões.

IMC
A rede de restaurantes IMC (IMCH3), dona de marcas como Viena e Frango Assado, teve lucro líquido de R$ 300 mil no segundo trimestre, ante prejuízo de R$ 2 milhões um ano antes. A receita líquida no período subiu 29,7%, a R$ 414,1 milhões. As vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) foram de R$ 309,7 milhões, avanço de 7,2%.

O Ebitda ajustado cresceu 31,1% na mesma base de comparação, a R$ 43,4 milhões. "Fomos surpreendidos pela baixa demanda durante a Copa do Mundo de futebol. Tínhamos uma expectativa muito positiva em relação ao evento, que não acabou se concretizando", disse a empresa.

São Martinho
A São Martinho (SMTO3) comunicou ao mercado que encerrou o primeiro trimestre fiscal de 2015 com receita líquida de R$ 511 milhões, representando um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido totalizou R$ 60,7 milhões, aumento de 74,9% na comparação com 2013. 

Segundo o Bradesco BBI, os dados confirmam menor volume de vendas de açúcar com forte margem Ebitda ajustado resultado e receitas de cogeração e maiores preços do etanol. 

Gol
Já a Gol (GOLL4) divulga amanhã seu resultado do segundo trimestre, após o fechamento do mercado. O Santander espera um bom conjunto de resultados, uma vez que a Copa não foi tão negativa quanto se esperavam em termos de redução da demanda de negócios em relação ao aumento da demanda de turistas. Da mesma forma, o BB espera por dados operacionais que reforcem sua perspectiva de que o resultado do segundo trimeste seja bastante positivo, sob o aspecto de receita.  

(Com Reuters)

 

Contato