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Gol sobe 5% após dados do 2º tri e Lupatech volta a cair; veja mais 10 destaques

Empresa aérea divulgou dados operacionais do 2º trimestre nesta segunda-feira; JBS também puxa Ibovespa

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SÃO PAULO - Em meio à temporada de resultados, o Ibovespa opera com leve queda neste pregão, com destaque para Gol (GOLL4, R$ 14,89, +5,38%) e JBS (JBSS3, R$ 8,71, +2,35) puxando o lado de cima do índice com fortes altas. Nesta segunda-feira, a empresa aérea divulgou dados operacionais e animou  os investidores, enquanto as ações da JBS reagem ao anúncio de que a Tyson Foods vendeu seus negócios de aves no Brasil e México para a companhia em conjunto com a Pilgrim's Pride.

Do lado de baixo do Ibovespa, as ações da Marfrig (MRFG3, R$ 6,32, -4,10%) e da Cosan (CSAN3, R$ 37,05, -3,04%) operam entre as maiores perdas do índice. Além delas, as ações da Tractebel (TBLE3, R$ 34,99, -1,58%) também aparecem do lado negativo, após a empresa divulgar o resultado operacional do segundo trimestre. Fora do índice, os papéis da Lupatech (LUPA3, R$ 0,37, -15,91%) voltam a cair nesta sessão, depois de fechar o último pregão com perdas de 22%.

Veja os principais destaque desta segunda-feira (28)

Gol (GOLL4, R$ 14,89, +5,38%)
A companhia aérea Gol informou que a receita por passageiro no segundo trimestre subiu 27% na comparação anual, ajudada por expansão de 15% no yield, indicador que mede o preço de passagens. O resultado foi obtido com uma combinação já conhecida de redução de oferta e alta na demanda. 

Segundo a companhia, a demanda por voos do grupo cresceu 5,9% no segundo trimestre sobre o mesmo período do ano passado, enquanto a oferta caiu 4,6% na mesma base de comparação.

Vale (VALE3, R$ 32,68, +0,93%; VALE5, R$ 29,15, +0,69%)
Dados mostraram um salto robusto nos lucros registrados por empresas industriais na segunda maior economia do mundo. Os lucros contabilizados por companhias industriais chinesas subiram 17,9% em junho, para 588,08 bilhões de iuanes (US$ 94,98 bilhões) ante o ano anterior, subindo com força ante um crescimento de 8,9% em maio, segundo a Agência Nacional de Estatísticas.   

JBS (JBSS3, R$ 8,79, +3,29%)
A JBS reage positivamente na Bolsa nesta manhã depois do anúncio de que a Tyson Foods vendeu seus negócios de aves no Brasil e México para a companhia em conjunto com a Pilgrim's Pride por US$ 575 milhões. Ainda hoje, o Goldman Sachs elevou a recomendação dos papéis da companhia de neutra para compra.

CSU (CARD3, R$ 2,93, +6,93%)
A CSU informou na quarta-feira (23) que fechou contratos com empresas de vários segmentos nos últimos meses, promovendo o incremento no faturamento em R$ 60 milhões anuais para a empresa. Em comunicado, a CSU disse que na unidade CSU ITS, voltada à terceirização de tecnologia com hospedagem de softwares e hardwares e terceirização de data center, foram assinados contratos com Porto Seguro e Europ Assistance.

Lupatech (LUPA3, R$ 0,37, -15,91%)
Na última terça-feira, o conselho de administração aprovou um aumento de capital que pode chegar a R$ 1,32 bilhão, o que provocou uma disparada de 100% nas no pregão de quarta-feira (23). Contudo, muita gente no mercado não só tem questionado a sustentabilidade dessa alta como ainda argumenta que a trajetória da ação deveria ser exatamente a oposta.

É o caso de Diego Arruda e Antonio Bueno, sócios e gestores da Ujay Capital – asset que possui pouco mais de R$ 80 milhões em ativos sob gestão. Em entrevista ao InfoMoney, os dois investidores consideram o aumento de capital como uma mera equalização da dívida, e não como a “solução mágica” dos problemas da Lupatech, que encontra-se em recuperação extrajudicial. Com isso, eles aumentaram consideravelmente a posição “short” (ou “vendida”, quando você lucra com a queda da ação) no papel, cravando um objetivo de R$ 0,02 para a ação.

Tractebel (TBLE3, R$ 34,99, -1,58%)
A companhia sofreu com os efeitos negativos das transações no mercado de curto prazo. No período, o lucro líquido da companhia somou R$ 73,7 milhões, queda de 77,2% ante os R$ 324 milhões de um ano antes, informou a companhia.

Segundo o Santander, o resultado foi negativo, impactado por alocação mais fraca que o antecipado e déficit hidro já esperado. 

Hypermarcas (HYPE3, R$ 19,58, +3,32%
As ações da Hypermarcas lideram ganhos do Ibovespa nesta manhã em meio aos dados do segundo trimestre. A empresa teve lucro líquido de R$ 122,2 milhões no segundo trimestre, após resultado positivo um ano antes de R$ 19,3 milhões, quando foi afetada por despesas financeiras ligadas à sua exposição cambial. A média das estimativas de analistas consultados pela Reuters apontava para lucro líquido de R$ 111,6 milhões. 

Já a receita líquida subiu 6% ano a ano e encerrou julho em R$ 1,13 bilhão, com base na expansão de 7,4% da divisão farma e 4,1% na de consumo. Segundo o BTG Pactual, o conjunto do resultado foi sólido. O banco permanece com visão positiva sobre a ação.

Souza Cruz (CRUZ3, R$ 23,24 +0,09%)
A Souza Cruz deve seguir a notícia de redução da demanda global e o aumento da concorrência. Os embarques caíram 35% em valor, para US$ 852,7 milhões, e 35,6% em volume, para 170 mil toneladas, no acumulado de janeiro a junho em comparação com o mesmo período de 2013, segundo o Sindicato Interestadual da Indústria de Tabaco (Sinditabaco).

Sinalização de redução da demanda global no consumo de cigarros pode afetar o resultado de exportação da companhia, a qual representa 19% das exportações, comentou a XP Investimentos. Segundo a corretora, a notícia confirma a tendência de redução global de consumo derivados do tabaco, podendo afetar novos contratos que a companhia poderá vir a fazer. No entanto, a geração de valor da companhia depende da comercialização de cigarros no mercado interno.

Localiza (RENT3, R$ 37,33, -0,32%)
A Localiza aprovou no final da semana passada seu sexto programa de recompra de ações, que prevê a aquisição de até 10 milhões de ações. O prazo máximo para a realização da operação é de 365 dias, de 25 de julho de 2014 até 24 de julho de 2015, inclusive. As instituições financeiras que atuarão como intermediárias serão Brasil Plural CCTVM e Credit Suisse CTVM.  

Oi (OIBR4, R$ 1,46, -2,01%)
Fora da temporada de balanços, os sócios brasileiros da Oi estão reunindo informações e preparando um documento para se resguardarem, no caso de a Portugal Telecom (PT) falhar no cumprimento do acordo assinado na última semana, com revisão dos termos da fusão entre as companhias, de acordo com fonte ouvida pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

O memorando de entendimento, que ainda precisa ser formalizado para entrar em vigor, foi firmado depois que veio à tona uma aplicação de risco feita pela tele portuguesa na Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo, que, por sua vez, tem 10,05% da PT. O principal ponto acertado foi a redução da participação da PT de 37,3% para 25,6% na CorpCo, empresa que surgirá da união. A fatia poderá ser retomada pela tele portuguesa em até seis anos.

 

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