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Ibovespa inicia 2º semestre com "pé direito" em meio aos dados industriais da China

PMI industrial do gigante asiático atingiu máxima em seis meses e impulsiona ações de Vale e siderúrgicas; dados dos EUA também são acompanhados com atenção pelos mercados

SÃO PAULO - O Ibovespa inicia o segundo semestre de 2014 com o "pé direito", após ter subido 3,22% na primeira metade do ano. Em destaque, estão os dados de indústria da China, que registram máximas em seis meses, impulsionando a alta de Vale e siderúrgicas, estas últimas subindo mais de 1%. Às 10h30 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 0,42%, a 53.390 pontos. 

A atividade industrial da China atingiu máximas em vários meses em junho, de acordo com o PMI (Índice de Gerentes de Compras) tanto oficial quanto do HSBC/Markit, reforçando sinais de que a segunda maior economia do mundo está se estabilizando conforme o governo amplia o suporte.

O PMI oficial, publicado pela Agência Nacional de Estatísticas, atingiu máxima de seis meses de 51 em junho, em linha com as expectativas do mercado e ante 50,8 em maio. O PMI final do HSBC Markit para junho subiu a 50,7 contra 49,4 em maio, indo além da marca de 50 que separa crescimento de contração pela primeira vez desde dezembro.

"A economia virou, mas levará tempo para que a recuperação se torne mais generalizada. O investimento em infraestrutura precisa acelerar com mais força nos próximos meses para impulsionar a demanda", disse a economista do HSBC Julia R Wang.

O mercado acompanha ainda os indicadores nos EUA, com a divulgação do ISM Index de junho e os dados de gastos com construção referentes a maio. Nesta semana, serão divulgados ainda os dados de emprego.

Oi registra queda
As ações da Oi (OIBR4) registram queda de 4,10% nesta sessão, seguindo a derrocada dos papéis da Portugal Telecom. Nesta terça-feira, as ações da operadora portuguesa caíram 10% para a mínima de 17 anos e meio, continuando a ser pressionadas pelos potenciais efeitos nocivos do seu investimento na dívida do Grupo Espírito Santo, segundo operadores.

A Portugal Telecom, que tem como maior acionista o Banco Espírito Santo (BES), confirmou na semana passada que investiu em notas promissórias da Rioforte, do Grupo Espírito Santo, antes da fusão da operadora portuguesa com a brasileira Oi, o que foi visto como um foco potencial de riscos reputacionais. Na segunda-feira, a Portugal Telecom esclareceu que tem uma exposição total ao Grupo Espírito Santo de 897 milhões de euros em notas promissórias da Rioforte.

Enquanto isso, as ações da Qualicorp (QUAL3) seguem como a segunda maior queda da sessão, após o Bank of America Merrill Lych reduzir a recomendação dos papéis de compra para neutra. 

Já a Petrobras (PETR3PETR4) informou que deu início ao teste de longa duração na área conhecida como Iara, no bloco BM-S-11 no último dia 21 de junho. Segundo a estatal, o teste está sendo realizado no poço 3-BRSA-1132-RJS (RJS-706) e sua produção inicial é de 29 mil barris de óleo por dia. As ações registram leve alta nesta sessão, de cerca de 0,40%.


As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 MMXM3 MMX MINER ON 2,07 +1,97
 USIM5 USIMINAS PNA 7,72 +1,85
 NATU3 NATURA ON 37,82 +1,53
 VALE3 VALE ON 29,65 +1,40
 SBSP3 SABESP ON 23,88 +1,40



As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 OIBR4 OI PN 1,88 -3,59
 QUAL3 QUALICORP ON 25,77 -1,26
 UGPA3 ULTRAPAR ON 52,14 -0,87
 FIBR3 FIBRIA ON 21,25 -0,84
 CPFE3 CPFL ENERGIA ON 20,18 -0,74

Ucrânia também segue no radar
No cenário internacional, apesar dos dados positivos na China, investidores seguem atentos aos desdobramentos dos conflitos na Ucrânia. Na última segunda-feira, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, terminou o cessar-fogo com os rebeldes pró-Rússia. Segundo o presidente do país, os rebeldes violaram o acordo por diversas vezes. 

Já a taxa de desemprego na zona do euro permaneceu em 11,6% pelo segundo mês seguido em maio, de acordo com dados oficiais nesta terça-feira, destacando que a recuperação no bloco está longe de se mostrar forte o suficiente para provocar uma sólida criação de empregos em todos os países.

Cerca de 18,5 milhões de pessoas estavam sem emprego em maio nos 18 países que compartilham o euro, embora isso represente 28 mil menos do que em abril, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

(Com Reuters)

 

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