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Ibovespa segue em alta com dados dos EUA; Petrobras e elétricas são destaques

Indicadores norte-americanos animam mercado, em um dia de noticiário bastante movimentado para elétricas, com destaque para altos e baixos da Copel; ações da Petrobras sobem mais de 1% e sustentam os ganhos do índice

SÃO PAULO - Após abrir praticamente estável, o Ibovespa ganha forças ainda na primeira hora da sessão desta terça-feira (24), revertendo o movimento de baixa de ontem, quando caiu 0,78%, em um dia em que as operações em bolsa fecharam mais cedo devido ao jogo Brasil e Camarões pela Copa do Mundo. Às 10h36 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 0,77%, a 54.670 pontos, com o mercado de olho nos EUA e repercutindo o noticiário corporativo movimentado para as elétricas, além de repercutir a alta das ações da Petrobras.

Nos EUA, o índice de preços Case-Shiller registrou alta de 10,8% no acumulado de doze meses, ante expectativa do mercado de 12%. Já os dados de vendas de novas casas animaram, para 504 mil em maio, ante expectativa de 425 mil; enquanto isso, a confiança do consumidor aumentou para 85,2 em junho, também acima do esperado pelo mercado e leva Wall Street a registrar uma sessão positiva. 

Em uma sessão sem muitas variações de queda para as ações que compõem o índice, as elétricas registram uma sessão de forte alta, logo após a diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovar um reajuste médio de 35,05% a ser aplicado a partir desta terça nas tarifas da distribuidora paranaense Copel (CPLE6).  Com isso, os papéis das elétricas seguem no radar: os papéis da Eletropaulo (ELPL4, R$ 10,76, +2,67%) sobem, também na expectativa pelo reajuste, Cemig (CMIG4) e Eletrobras (ELET3) também têm alta. Porém, após ser um dos destaques de alta no início da sessão, a própria Copel não acompanha este movimento e cai mais de 1%. Isso porque o governador do Paraná, Beto Richa, afirmou em seu perfil no Twitter que pedirá a suspensão do reajuste. 

Já as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) ganham forças e sobem mais de 1%, após duas sessões de queda logo depois a divulgação da última pesquisa eleitoral Ibope, que revelou uma estabilidade nas intenções de voto para a presidente Dilma Rousseff.

No noticiário, a estatal vem sendo com reclamações de atrasos a fornecedores. Além das empresas terceirizadas em diferentes frentes de obras, fornecedores da área naval reclamam, internamente, de atrasos e dificuldades na relação com a estatal. Segundo a Reuters, a situação se prolonga há dois anos, quando a estatal viu a sua curva de produção se estagnar em função de paradas nas plataformas e embarcações para manutenção. Cabe lembrar que a diretora geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Magda Chambriard, será ouvida amanhã na CPI da Petrobras no Senado. 

Enquanto isso, as ações de bancos registram leves quedas, com destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,15,-0,51%), enquanto as ações da Vale (VALE3;VALE5) - após a alta da véspera animada com os dados animadores da indústria chinesa -, registram leve queda. As siderúrgicas, por sua vez, seguem com ganhos, com destaque para a CSN (CSNA3, R$ 9,73, +2,21%).


As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 AEDU3 ANHANGUERA ON 17,65 +3,22
 ELPL4 ELETROPAULO PN N2 10,78 +2,86
 RSID3 ROSSI RESID ON 1,67 +2,45
 TIMP3 TIM PART S/A ON 13,13 +2,42
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 15,45 +2,25



As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 CPLE6 COPEL PNB 32,35 -1,61
 BRAP4 BRADESPAR PN 20,05 -0,55
 MMXM3 MMX MINER ON 2,46 -0,40
 VALE5 VALE PNA 26,08 -0,34
 VALE3 VALE ON 29,06 -0,17


Europa e Ásia

Vale ressaltar que as bolsas asiáticas encerraram a sessão em alta, após dados divulgados ficarem acima das estimativas do mercados. Porém, as tensões no Iraque e Ucrânia continuaram no radar dos investidores. Já na Europa, os índices iniciam o dia alternando entre ganhos e perdas reagindo a fracos dados na Alemanha.

Além do indicador que mede o número de casas vendidas nos EUA, dados da indústria da China e EUA vieram acima das expectativas e deram um maior alívio aos investidores sobre as perspectivas de crescimento destes países, deixando-os otimistas. Na véspera, foi revelado que o PMI (Índice de Gerente de Compras) norte-americano atingiu seu maior patamar em 4 anos, atingindo 57,5. 

Já na Europa, a pesquisa Ifo de clima de negócios mostrou uma queda para 110,4 pontos, ante 111,2 no mês anterior. Além disso, investidores seguem cautelosos após o PMI do Markit para a zona do euro mostrar uma desaceleração para 52,8 em junho, ante 53,5 em maio.

 

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