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Com Vale e siderúrgicas perdendo forças, Ibovespa oscila entre leves quedas e ganhos

Após abrirem em alta, Vale e siderúrgicas perdem forças e levam índice a operar perto da estabilidade; reformas de capital do gigante asiático estão no radar

SÃO PAULO - Após abrir em leves ganhos, o Ibovespa perdeu forças e opera próximo à estabilidade, em um dia quase sem referências econômicas no mercado internacional. Às 11h34 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registrava alta de 0,11%, a 53.410 pontos, oscilando entre leves perdas e ganhos após a forte queda de 1,15% da véspera.

Vale ressaltar que nos EUA, após duas altas, os principais índices registram perdas em meio ao noticiário corporativo ruim para as varejistas, que apresentam vendas abaixo do esperado. 

A China ganha espaço mais uma vez no noticiário internacional. Após apresentar dados ruins e derrubar as ações da Vale (VALE3;VALE5) na véspera, destaque para a fala do gabinete do governo, aprovou planos detalhados a serem executados em 2014 para avançar com reformas econômicas, ressaltando a determinação de Pequim para fomentar um crescimento mais sustentável.

Pequim permitirá que governos locais dependam mais da venda de títulos municipais para seu financiamento, e vai diminuir gradualmente a dependência deles de veículos de financiamento de governos locais para recursos, segundo um comunicado publicado nesta terça-feira no site do governo. Em meio ao noticiário agitado para o gigante asiático, a sessão é de volatilidade para as ações de mineração e siderurgia: após abrirem em alta, as ações da Vale perderam forças e caem cerca de 0,3%, enquanto os papéis da CSN (CSNA3) caem 1,10% e Usiminas (USIM5) vê suas ações em baixa de 1,52%, o que pressiona o índice. 

Já no noticiário corporativo nacional, o destaque fica mais uma vez para a Petrobras (PETR3;PETR4).  O ex-presidente da companhia Sérgio Gabrielli, e o ex-diretor Internacional da empresa, Nestor Cerveró, devem prestar esta semana depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras no Senado - sendo Gabrielli hoje e Cerveró na quinta-feira. O depoimento da atual presidente da estatal, Maria das Graças Foster, ficou agendado para a semana seguinte, dia 27 de maio. As ações da petrolífera operam próximo à estabilidade. 

Já a BRF (BRFS3), por sua vez, informou na véspera que irá realizar um programa de recompra de ações "ousado" onde ela deve adquirir até 1 milhão de ações de própria emissão - o que corresponde a 0,11% do capital social - em apenas um semana, com o programa tendo início em 20 de maio e terminando em 28 de maio. Vale destacar que o volume que essa recompra pode movimentar equivale a aproximadamente metade do total que os papéis movimentam por dia na Bolsa. As ações da companhia registram leve alta de 0,49%, a R$ 50,90. 

A Sabesp (SBSP3), por sua vez, vê as suas ações em baixa de 0,62%, a R$ 22,62, mas diminuindo as perdas em relação às perdas de 2,46% observadas mais cedo.  A empresa disse na noite de ontem que a agência reguladora Arsesp manteve a suspensão de eficácia de deliberação publicada no fim de março que autorizava a empresa a repassar, na fatura dos serviços, valores referentes a encargos municipais. Em nova deliberação, a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo informou que a medida será tomada "até serem conhecidos os resultados obtidos na revisão do contrato celebrado entre a Prefeitura do Município de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo e a Sabesp".

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 BRPR3 BR PROPERT ON 17,63 +2,74
 ELET3 ELETROBRAS ON 7,28 +1,82
 CCRO3 CCR SA ON 18,10 +1,69
 CMIG4 CEMIG PN 16,30 +1,56
 BBAS3 BRASIL ON ED 24,17 +1,52



As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 MMXM3 MMX MINER ON 2,71 -1,81
 FIBR3 FIBRIA ON 20,63 -1,53
 USIM5 USIMINAS PNA 8,40 -1,52
 ESTC3 ESTACIO PART ON 27,63 -1,14
 CSNA3 SID NACIONAL ON 9,00 -1,10


Europa e Ásia

Os principais índices acionários asiáticos encerraram o pregão desta data em alta, apesar dos acontecimentos na Tailândia. Já na Europa, os índices do continente abriram a sessão em queda, com investidores à espera de um afrouxamento na política monetária da zona do euro pelo BCE (Banco Central Europeu). 

Apesar do dia positivo na Ásia, o mercado segue atento após o exército da Tailândia decretar a lei marcial no país depois de seis meses de protestos contra o governo. A declaração da lei tem como objetivo restaurar a paz e a ordem e não constitui um golpe, disse à Reuters o vice-porta-voz do Exército, coronel Winthai Suvari. 

Investidores asiáticos aguardam também a decisão do Banco Central japonês sobre a política monetária no país. A decisão será anunciada na próxima quarta-feira (20) e analistas estimam que o banco não irá alterá-las. 

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio encerrou o pregão em leve alta de 0,49%, chegando a 14.075 pontos. Já o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, apresentou alta de 0,57% e atingiu 22.835 pontos,  enquanto o índice Shanghai Composite da Bolsa de Xangai registrou leve alta de 0,15%, encerrando a 2.008 pontos.

Na Europa, investidores aguardam que o BCE anuncie uma nova política monetária na zona do euro para combater o risco de deflação no continente. À espera de um posicionamento da instituição, as ações no continente abriram em leve queda nesta terça-feira. Dados econômicos divulgados no Reino Unido, mostraram que os preços ao consumidor subiram 1,8% em abril, em relação ao mesmo período do ano passado, e ficou acima das expectativas.

 

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