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TEMPO REAL: Profarma sobe 25% "sem explicação"; Ambev cai 5% com taxação; resultado derruba Vale

Anhanguera, Totvs e Santos Brasil também reagem na Bovespa aos números apresentados no 1º trimestre

Ambev - Brahma - cervejas
(Divulgação/Ambev)

15h04: Profarma
Fora do Ibovespa, as ações da Profarma (PFRM3) disparam 27,65%, a R$ 18,05. Analistas não souberam justificar o movimento da companhia nesta sessão, enquanto o RI da empresa afirmou que não divulgou nenhum comunicado ou fato relevante e também não explicou a forte alta.

As ações da companhia vêm de fortes quedas desde que ela divulgou seu resultado de 2013, no dia 28 de março. A companhia revertou o lucro de 2012 para um prejuízo de R$ 4,6 milhões. Na época, os papéis da companhia eram cotados a R$ 18,93, e desde então a queda chegou a 25,30% até o último pregão, quando as ações fecharam a R$ 14,14.

13h45: Gol sobe 15% em 5 dias
A Gol (GOLL4) caminha para sua quarta alta em 5 pregões, com ganhos que chegam a 15% no período. Apenas nesta sessão, a companhia vê suas ações subirem 2,37%, cotadas a R$ 14,23. Desde a última semana, os papéis da empresa têm registrado fortes ganhos com notícias positivas de demanda de vôos domésticos no Brasil, que impulsionaram os resultados operacionais da companhia no 1º trimestre.

Apesar da alta e das notícias, a companhia anunciou na noite de segunda-feira uma perda financeira de R$ 75,9 milhões por conta dos problemas enfrentados na Venezuela. Segundo comunicado, a Gol reconhecerá em seus resultados do primeiro trimestre uma despesa financeira R$ 75,9 milhões, devido a mudanças do câmbio na Venezuela. O caixa da companhia aérea mantido naquele país totalizava R$ 350,3 milhões ao final de março, disse a empresa em comunicado, acrescentando que planeja repatriar o saldo remanescente de caixa.

11h34: Ações da Totvs avançam
As ações da Totvs (TOTS3; R$ 6,96; +4,55%) registram forte alta após a empresa apresentar bom balanço operacional no primeiro trimestre. No período, a companhia teve um crescimento de 15,4% na receita líquida, que atingiu R$ 431,9 milhões, em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido somou R$ 61,6 milhões, alta de 18,7% na mesma base comparativa.

"A Totvs registrou mais um trimestre com resultados consistentes e em crescimento", elogia a Planner em relatório. Os analistas da corretora seguem com recomendação de compra para os papéis da empresa, projetando um preço-alvo de R$ 47,00 - patamar 33% superior ao fechamento de ontem.

11h14: Santos Brasil cai após resultado   
As units da Santos Brasil (STBP11; R$ 17,56; -1,61%) registram queda neste pregão após a empresa divulgar o resultado do primeiro trimestre do ano, período no qual ela reportou uma diminuição de 20,7% na receita líquida em relação aos três primeiros de 2013, atingindo R$ 280,1 milhões. Já o Ebitda caiu 42,1%, para R$ 90,2 milhões, enquanto a expectativa dos analistas era de algo em torno de R$ 104 milhões.

"O cenário difícil que a empresa enfrenta continua", diz a equipe de análise da XP, que atribui como um dos agravantes do resultado o desempenho ruim do Tecon Santos, principal ativo da empresa, que está sofrendo forte concorrência com os novos terminais privados em Santos, gerando queda brusca nos volumes e preços praticados pela empresa. "A tendência é que esse cenário se prolongue e que a empresa tenha que se contentar com o novo patamar de competição e resultados daqui para frente", finaliza a corretora.

10h59: Anhanguera sobe após prévia operacional
As ações da Anhanguera (AEDU3; R$ 13,35; +3,01%) tem alta neste pregão após a empresa divulgar a prévia operacional do primeiro trimestre de 2014. Nos três primeiros meses do ano, a empresa apresentou um lucro líquido de R$ 99,4 milhões, valor 18% maior do que o mesmo período no ano anterior. Além disso, a empresa teve um aumento de 20,3% no Ebitda, que atingiu R$ 152,3 milhões neste trimestre.

10h41: Renner dispara após resultado
As ações da Lojas Renner (LREN3; R$ 66,54, +3,24%) sobem após a empresa ver seu lucro líquido passar de R$ 21,6 milhões um ano antes para R$ 50,9 milhões, uma alta de 135,6%, o que segundo a companhia foi favorecido pelas melhores margens apresentadas, não obstante as maiores despesas com depreciações no período.

Enquanto isso, a receita líquida das vendas de mercadorias registrou avanço de 12,1%, passando de R$ 726,7 milhões no primeiro trimestre de 2013, para os atuais R$ 814,5 milhões. Já o crescimento de vendas de mesmas lojas (estabelecimentos abertos há mais de 12 meses) saltou de 5,4% para 9,4%. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 50,1%, para R$ 135 milhões.

10h23: Governo derruba Ambev
As ações da Ambev (ABEV3; R$ 16,33; -4,84%) caem forte após o governo do Brasil anunciar que irá aumentar novamente a tributação da cerveja e refrigerante no País. Este é o segundo aumento na carga tributária do setor de bebidas frias em menos de um mês e deve impactar em 1,3% o preço final dos produtos. 

Na mínima do dia, os papéis ABEV3 chegaram a valer R$ 16,22, indicando queda de 5,54%. Nos últimos 6 pregões, as ações da empresa acumulam queda de quase 9%.

10h13: Vale afunda pares na Bolsa
As ações da Vale (VALE3, R$ 29,05, -2,45%; VALE5; R$ 25,90; 3,11%) aparecem entre as maiores quedas do Ibovespa nos minutos iniciais desta quarta-feira, após o balanço trimestral da empresa mostrar lucro líquido de R$ 5,91 bilhões no primeiro trimestre de 2014, queda de 4,7% frente ao mesmo período de 2013. A estimativa de mercado compilada pela agência Bloomberg era de um lucro líquido ajustado de R$ 6,23 bilhões no período. 

"A Vale apresentou números aparentemente bem ruins e aquém do esperado que devem fazer o papel pesar hoje", disse a equipe de análise da XP Investimentos em relatório. Vale destacar também o movimento negativo da Bradespar (BRAP4, R$ 19,33, -1,98%), holding que detém forte participação no capital da Vale, e também da CSN (CSNA3, R$ 8,66, -1,48%), que possui forte participação no mercado de minério.

 

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