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TEMPO REAL: Oi e Vale caem mais de 3%; Gol sobe e atinge máxima em mais de 1 ano

Fora do Ibovespa, aparecem em destaque HRT, Santos Brasil e Cremer; resultados trimestrais de Tractebel e Hypermarcas no radar

14h15: JSL
As ações da JSL (JSLG3; R$ 11,99; -2,55%) voltam a cair na bolsa após os papéis da empresa ficarem "ex-dividendos". Além disso, o resultado abaixo do esperado divulgado na última sexta-feira (25) também volta a fazer pressão nas ações da empresa. Na data da divulgação os papéis da empresa fecharam o pregão com queda de 6,8%. Se fechar mais um dia com perdas, será o terceiro fechamento negativo nos últimos quatro.

O lucro líquido foi de R$ 11,8 milhões ante R$ 29,1 milhões entre janeiro e março do ano passado. "Com a implantação de novas operações, muitas vezes há custos pré-operacionais antes de vir receita, como treinamento para capacitação de pessoas, isso contamina o resultado", disse o presidente-executivo Fernando Simões, citando como exemplo a abertura de três novas concessionárias no primeiro trimestre.

11h32: resultado da Tractebel
As ações da Tractebel (TBLE3, 31,85, -0,09%) operam próximas da estabilidade mesmo com o resultado ruim apresentado no primeiro trimestre de 2014. É válido mencionar que nos últimos três pregões os papéis da empresa já tinham apresentado queda de 6,18%, o que pode sinalizar uma antecipação dos investidores ao balanço que sairia nesta sessão.

A empresa de energia apresentou um lucro líquido de R$ 289,2 milhões no período, número 31,9% menor em relação aos três primeiros meses do ano passado. O Ebitda caiu 20,3% no mesmo período, para R$ 694,1 milhões. Segundo a equipe de análise da XP, o resultado da Tractebel foi ruim e novamente impactado pelos efeitos do atual cenário do setor elétrico. "O cenário hidrológico desfavorável afeta capacidade da empresa em gerar a energia necessária para seus contratos e expõe a companhia a liquidar as diferenças de energia resultantes ao PLD (preço da liquidação das diferenças)", completa o relatório de análise.

11h25: resultado da Hypermarcas
As ações da Hypermarcas (HYPE3, R$ 15,97, -0,19%) operam entre estabilidade e leve queda, após a divulgação do resultado do 1º trimestre mostrar números dentro do esperado. Embora a receita líquida e o Ebitda tenham tido crescimento de dois dígitos na comparação com o 1º quarto de 2013 - a receita cresceu 10,5%, para R$ 1,059 bilhão, enquanto o Ebitda subiu 14,0%, para R$ 259 milhões -, o lucro líquido da empresa recuou 11,8% no mesmo período, para R$ 90 milhões.

A reação neutra do mercado pode ser explicada pelo fato dos números terem vindo em linha com as estimativas, conforme aponta a equipe de análise da XP Investimentos. Os analistas destacam, no entanto, o avanço na margem Ebitda da companhia, assim como a redução nas despesas com vendas. O principal destaque operacional no balanço da empresa foi a divisão Farma, que apresentou incremento de 12,5% nas receitas, enquanto a divisão Consumo cresceu 7,8%.

11h14: HRT cai 19% em 3 dias
As ações da HRT (HRTP3, R$ 0,72, -2,70%) voltam a cair na Bolsa e agravam ainda mais as perdas acumuladas nos últimos dias, somando desvalorização de 19,2% de quinta pra cá. Nesse período, repercute negativamente a notícia de que a empresa ficou sem acordo para comprar 30% do campo de Polvo, na Bacia de Campos (RJ). A parceria era tida como natural para a empresa, já que a BW Offshore é dona da plataforma de petróleo que atualmente opera a área. 

ATUALIZADO - 11h06: Santos Brasil vira para queda
As units do Santos Brasil (STBP11, R$ 18,39, -1,02%) passaram a marcar queda após subirem 5% nos minutos iniciais do pregão, mesmo após a companhia divulgar fato relevante no último domingo trazendo uma "solução" encontrada entre dois importantes acionistas do grupo para encerrar os litígios entre eles. Os acionistas da empresa incluem os Grupos Opportunity e Dório, que em fevereiro do ano passado pediram procedimento arbitral contra o Grupo Multi STS, também acionista da empresa, pedindo a nulidade de exercício de direito de compra e venda das ações da companhia. 

A solução, segundo o comunicado, seria a migração da empresa para o Novo Mercado, com a conversão das ações preferenciais em ordinárias, na proporção de uma ação ordinária para cada ação preferencial. A mudança no nível de governança corporativa, por sua vez, está condicionada à prorrogação, pelo poder concedente, do arrendamento do Tecon Santos pela empresa por mais 25 anos.

GOLL4

11h00: Gol decola na Bolsa
As ações da Gol (GOLL4, R$ 13,18, +2,33%) são destaque de alta no Ibovespa nesta segunda-feira, atingindo seu maior patamar na Bolsa desde abril do ano passado, após dados operacionais mostrarem um forte crescimento na demanda da companhia aérea no 1º trimestre. Vale lembrar que semana passada os papéis GOLL4 já haviam subido forte diante da expectativa destes números.

Segundo comunicado, a Gol teve crescimento de 1,6% no rimeiro trimestre deste ano sobre igual período de 2013, enquanto a demanda disparou 15%. A receita por passageiro (Prask) teve avanço de 18% na mesma base de comparação, informa a companhia.

10h43: Cremer em alta
As ações da Cremer (CREM3, R$ 16,55, +2,99%) sobem mais de 2% com novas notícias sobre a OPA (Oferta Pública de Aquisição) feita pela Arapaima Participações. O leilão será realizado na Bovespa no dia 28 de maio às 16h, segundo edital sobre a oferta divulgado nesta segunda-feira, e serão oferecidos R$ 17,00 por cada ação da companhia.

A proposta foi feita através da Arapaima Participações, cujas ações são inteiramente detidas por fundos de investimentos sob gestão discricionária da Tarpon (TRPN3). Esses fundos são titulares de cerca de 71,98% do capital social da Cremer.

10h33: Oi despenca com oferta de ações
As ações da Oi (OIBR4, R$ 2,35, -6,37%) lideram com folga as perdas do Ibovespa nesta segunda-feira, dia que será divulgada precificação do aumento de capital da companhia - processo que faz parte do acordo para unir a empresa brasileira com a Portugal Telecom.

O forte volume que a empresa pretende vender ao mercado colabora para a queda - a oferta pode chegar a até 5,75 bilhões de ações, mais de três vezes o total de papéis que ela atualmente possui no mercado (1,797 bilhão). Com a queda de hoje, os ativos OIBR4 somam perdas de 24,3% no mês e de 34,3% em 2014.

10h15: Vale em queda
As ações da Vale (VALE3, R$ 29,76, -1,85%; VALE5, R$ 26,99, -1,85%) caem mais de 1% nesta abertura de semana, repercutindo em meio à repercussão do governo da Guiné de revogar os direitos minerários detidos por uma sociedade na qual a Vale detém 51%. Contudo, segundo a Vale, o "Comitê Técnico não identificou qualquer envolvimento da Vale na prática fraudulenta relacionada à aquisição dos direitos minerários, que ocorreu mais de um ano antes da Vale ter realizado qualquer investimento na VBG, e recomendou que o governo da Guiné adotasse medidas para excluir VBG e BSGR, assim como afiliadas da BSGR, de qualquer processo de realocação dos direitos minerários, porém não sugeriu nenhuma proibição da Vale participar desses processos".

A República da Guiné revogou os direitos minerários para as áreas de concessão Simandou e Zogota, detidas indiretamente pela VBG-Vale BSGR (Guinea) Limited ("VBG"), uma joint venture na qual a Vale adquiriu uma participação de 51% em abril de 2010 por um valor de US$ 2,5 bilhões, que não foram totalmente pagos. No final de março, a Vale já havia admitido problemas nas operações e a possibilidade de perder os investimentos feitos da ordem de US$ 500 milhões.

De acordo com a mineradora, a decisão do governo de Guiné baseia-se na conduta fraudulenta relacionada à aquisição dos direitos minerários e faz referência a um relatório da Comissão Técnica para a Revisão de Títulos e Acordos Minerários, concluindo que as concessões minerárias foram contaminadas por atos de corrupção por parte da BSGR.

 

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