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Pesquisa eleitoral faz Ibovespa se descolar do exterior e subir mais de 1%

Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado mostrou queda das intenções de voto em Dilma e impulsiona estatais; Focus segue no radar

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SÃO PAULO - O Ibovespa registra fortes ganhos na sessão desta segunda-feira (7), com alta de 1,11%, a 51.650 pontos, às 10h17 (horário de Brasília). Em destaque, mais uma vez, estão as estatais, com a Petrobras (PETR3;PETR4) registrando ganhos de 2,85%, a R$ 15,88 para os papéis PN, na esteira da pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (5), que registrou queda na intenção de votos de Dilma em 6 pontos percentuais, de 44% para 38%. As ações da Eletrobras (ELET3, R$ 7,42, +3,34%; ELET6, R$ 12,09, +2,46%) também têm ganhos. Praticamente nenhuma ação registra baixa, em um dia que promete ser majoritariamente negativo para as bolsas mundiais, com o índice futuro dos EUA mostrando queda. 

A Pesquisa Datafolha mostrou que a intenção de voto na presidente Dilma Rousseff recuou seis pontos desde o último levantamento, em fevereiro. Ela tem hoje 38% das intenções, ante 44% registrados na pesquisa anterior. Aécio Neves, do PSDB, aparece com 16% e Eduardo Campos (PSB), com 10%. Com isso, ela seria reeleita ainda no primeiro turno em um cenário com os dois adversários mais prováveis à corrida presidencial. O Datafolha mostra que apenas Marina Silva, com 27% das intenções de voto, levaria a eleição para o segundo turno, com um crescimento de 4 pontos percentuais frente o último levantamento, enquanto Aécio e Campos mantiveram a mesma intenção de voto. 

No noticiário nacional, também chama a atenção o Focus, que revisou a estimativa de expansão do PIB de 1,69% para 1,63% para 2014, enquanto para 2015 a expectativa foi mantida em 2,0%. Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014, os economistas aumentaram a expectativa para 6,35%, assim como para o próximo ano, que foi para 5,84%, ante 5,80%.  

A Petrobras também segue com um noticiário movimentado no campo corporativo. A petrolífera informou neste domingo (6), que atingiu em março um novo recorde mensal de processamento de petróleo em suas refinarias. A carga média processada foi de 2.151 mil barris de petróleo por dia, representando um volume de 12 mil barris, superior ao recorde mensal anterior de 2.139 mil barris em julho de 2013.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano
 PETR3 PETROBRAS ON EJ 15,32 +2,82 -0,77
 PETR4 PETROBRAS PN EJ 15,85 +2,66 -1,24
 PRML3 PRUMO ON 1,17 +2,63 +8,33
 ELET3 ELETROBRAS ON 7,35 +2,37 +25,21
 RSID3 ROSSI RESID ON 1,80 +2,27 -11,76

Europa e Ásia em queda
Já os principais mercados mundiais iniciam a semana em queda, seguindo o fechamento de Nasdaq, no qual atingiu seu segundo pior patamar no ano, na última sexta-feira (4). O setor de tecnologia foi o mais penalizado na bolsa norte-americana encerrando a última sexta com perdas de 2,6%.

A forte queda no setor também puxou para baixo as ações na Ásia e Europa nesta data. Além disso, investidores reagiram ao relatório de emprego nos EUA, que ficou abaixo do esperado, criando 192 mil novos postos de trabalho em março. A expectativa do mercado era a criação de 200 mil novos trabalhos. 

Estendendo as perdas das bolsas norte-americanas e também com o setor de tecnologia em queda, o benchmark japonês, Nikkei, encerrou o primeiro pregão da semana com perdas de 1,7%, menor patamar em 1 semana. O iene mais alto, pressionando as exportadoras, também levaram o Nikkei a registrar baixa. O índice Hang Seng também fechou em patamar negativo, com queda de 0,59%.

O benchmark da China, o índice Shangai Composto, permaneceu fechado nesta segunda-feira com o feriado no país.

Na Europa, mesmo com dados acima do esperado na Alemanha, as ações no continente seguem em queda, influenciados também por fortes perdas no setor de tecnologia. O índice que mede a produção industrial alemã subiu 0,4% no mês anterior, superando as estimativas de 0,3% de analistas. 

 

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