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Fim do repique? 9 ações ignoraram a queda da Bovespa nesta 5ª; Vale é uma delas

Liderando os ganhos do Ibovespa, a Gol viu seus papéis subirem 6%, enquanto fora do índice, destaque para a MMX, que já atinge alta de quase 20% em 4 dias

Vale - mineração
(Agência Vale)

SÃO PAULO - Após forte alta da véspera, a sessão desta quinta-feira (3) foi de correção na Bolsa. Porém, nem todo mundo teve do que reclamar: foram 17 ações das 72 do Ibovespa fechando em alta, sendo 8 papéis com valorização de mais de 1%. Sem uma alta tão forte, destaque para a Vale (VALE3; VALE5), que conseguiu ficar entre as ações que conseguiram se "salvar" do dia negativo.

Os papéis ordinários da mineradora fecharam o dia com alta de 1,17%, a R$ 32,91, enquanto os preferenciais avançaram 0,65%, cotados a R$ 29,55. Com as valorizações de hoje, as ações da companhia agora acumulam ganhos de 6,13% e 6,26%, respectivamente, nesta semana, mas ainda têm queda de 7,84% e 9,72% no ano.

Outro destaque, liderando os ganhos no benchmark ficaram as ações da Gol (GOLL4), que subiram 5,98%, cotadas a R$ 12,40. Essa é a terceira alta seguida dos papéis, que já acumulam ganhos de 8,4% no período. Desde o fechamento do dia 14 de março, os papeis da empresa já subiram 22,5%.

Na semana passada, a empresa divulgou seu resultado do quarto trimestre, que, embora tenha registrado seu oitavo trimestre de prejuízo líquido, conseguiu reduzir as perdas em 95,7%, indo de R$ 447,1 milhões para R$ 19,3 milhões. Para a equipe de análise da Ativa Corretora, o balanço confirmou a capacidade da empresa em cumprir seu guidance, mostrando destreza de management em entregar melhores resultados operacionais em meio a um cenário econômico adverso.

Oi
As ações da Oi (OIBR4) tiveram um dia volátil no Ibovespa. Após chegarem a recuar 3,57% e a subir 1,30%, os papéis da companhia fecharam com valorização de 0,32%, a R$ 3,09. A empresa iniciou hoje oferta primária de ações, na qual oferecerá R$ 5,75 bilhões de ações em lote inicial, numa operação que consiste em parte importante do acordo de fusão com a Portugal Telecom. 

O período de reserva da oferta será em 10 de abril, com encerramento no dia 24 do mesmo mês. No documento, a Oi informou que o preço por ação preferencial será fixado em 28 de abril, com a negociação dos papéis em bolsa marcada para 30 de abril.

Durante a manhã, a Oi também informou que decidiu, em conjunto com o sindicato de bancos, por alterar o acordo que existia entre as instituições e modificar a estrutura de garantia da oferta de ações, que será realizada apenas sob o regime de garantia firme de liquidação e sem garantia firme de colocação. Com isso, os bancos não irão mais assumir o compromisso firme para a subscrição de ações, cujos principais termos e condições constavam da minuta do prospecto preliminar apresentado para a CVM.

Eletrobras
Se destoando do resto do setor elétrico, os papéis da Eletrobras (ELET3, R$ 7,32, +3,83%; ELET6, R$ 11,75, +2,09%) ficaram novamente entre as maiores altas do índice. Apenas as ações ordinárias da companhia já acumulam ganhos de mais de 42% desde o dia 17 de março, quando teve início o rali. Na véspera, o Ministério de Minas e Energia divulgou na tarde de ontem, uma nota com as avaliações do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) destacando que os valores de chuva registrados em março superaram os acumulados em janeiro e fevereiro.

De acordo com o documento, as chuvas do mês passado ficaram mais próximas dos valores normais para o período, comparadas ao desempenho do primeiro bimestre de 2014. Apesar do ministério tentar afastar o risco, a XP Investimentos ainda trabalha com o cenário de racionamento e disse que as condições hidrológicas seguem adversas. Sendo assim, a despeito do recente rali no setor, os analistas da corretora indicam que os investidores busquem proteção ou que reduzam exposição no setor, dados os receios ainda latentes quanto ao futuro próximo do setor.

Sabesp
Atingindo sua 6ª alta consecutiva, as ações da Sabesp (SBSP3) fecharam o dia com alta de 1,34%, a R$ 21,97, acumulando ganhos de 12% no período. Apesar das recentes valorizações, a companhia segue pressionada pelo cenário de falta de chuvas em São Paulo, que estão levando o Sistema Cantareira para seus piores índices históricos. Na véspera o GTAC (Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão) divulgou um estudo indicando que o Sistema deve entrar em "colapso" - não ter mais reservas - no final do mês de julho, logo após o final da Copa do Mundo.

Paranapanema
Fora do Ibovespa, chamaram atenção as ações da Paranapanema (PMAM3), que subiram 8,86%, a R$ 3,93, com um forte volume. Os papéis movimentaram R$ 1,314 milhão, ante média dos últimos 21 pregões de R$ 607 mil. Com o desempenho de hoje, os ativos da companhia já atingem um rali de três semanas, com ganhos de aproximadamente 40%.

Vanguarda Agro
Em seu quinto dia seguido de alta, as ações da Vanguarda Agro (VAGR3) tiveram alta de 2,91%, atingindo os R$ 3,18, acumulando ganhos de 8,5% neste período. Assim como tem ocorrido nos últimos dias, importante destacar o forte volume movimentado no pregão, que ficou quatro vezes maior que o normal e atingiu R$ 12,30 milhões.

MMX
As ações da MMX Mineração (MMXM3) chegaram ao seu quarto pregão seguido de ganhos, acumulando no período valorização de 19,07%. Somente nesta sessão, os papéis registraram ganhos de 2,39%, cotados a R$ 3,00. O movimento positivo reflete a primeira prévia do Ibovespa, que assim como já era esperado pelo mercado, mostrou a volta das ações da MMX ao índice. Com isso, fundos atrelados ao Ibovespa, que têm como objetivo acompanhar o índice, terão que encarteirar os papéis da companhia para continuar acompanhando o benchmark, gerando uma pressão compradora sobre os papéis.

Le Lis Blanc
Com alta de 2,22%, a R$ 6,44, as ações da Le Lis Blanc (LLIS3) chegaram ao seu quarto pregão consecutivo de valorização e atingiram nesta sessão seu maior patamar desde 31 de outubro do ano passo.

 

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