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MMX dispara 11% com possível retorno ao Ibovespa e Oi volta a despencar

Após cair 30% na véspera, BR Insurance recua mais 4% nesta sessão após resultado ruim; Cielo sobe em primeira sessão após bonificação

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(Divulgação MMX)

SÃO PAULO - Em dia de realização na Bolsa, chamou a atenção do mercado o movimento das ações causado pela divulgação da primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, que colocou a MMX Mineração (MMXM3) de volta no índice e ajudou a disparar as ações da companhia. Enquanto isso, no benchmark chamou novamente atenção as ações da Oi (OIBR4), que lideraram a ponta negativa.

As ações preferenciais da companhia telefônica caíram 7,69%, cotadas a R$ 2,88, enquanto os papéis ordinários, que não são negociados no Ibovespa, recuaram 6,19%, a R$ 3,03. Os papéis refletiram a notícia de que o Bradesco e Itaú Unibanco estão considerando se retirar da oferta de ações de R$ 6 bilhões da Oi via emissão de ações, afirmaram duas fontes com conhecimento direto do assunto à Reuters nesta terça-feira.

As fontes não deram mais detalhes sobre por que os bancos estariam reavaliando sua participação na operação. Itaú e Bradesco, bem como outros 12 bancos, assinaram uma carta compromisso para garantia firme à subscrição de ações da companhia de telecomunicações.

MMX dispara 11%
Fora do índice as ações da MMX Mineração subiram 10,94%, a R$ 2,84 - após atingirem alta de 14,84% na máxima do dia, a R$ 2,94 -, seguindo a divulgação da primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa, que confirmou a volta da mineradora do Grupo EBX - conforme era esperado por bancos de investimentos. Com os papéis da MMX voltando ao índice, os fundos que têm como objetivo acompanhar o Ibovespa terão que encarteirar papéis da companhia para continuar acompanhando o benchmark, gerando uma pressão compradora sobre os papéis.

No sentido contrário, a prévia divulgada pela BM&FBovespa mostrou que Prumo Logística - antiga LLX (LLXL3, R$ 1,02, +2,00%) e Dasa (DASA3, R$ 15,02, -0,86%) devem deixar a carteira teórica. As ações das duas empresas registraram desempenhos diferentes com a notícia. Vale destacar, porém, que a Bolsa ainda divulgará mais duas prévias antes da carteira definitiva, que entrará em vigor a partir de maio e perdurará até o final de agosto.

BR Insurance segue em queda
As ações da BR Insurance (BRIN3) seguiram o movimento negativo nesta sessão após a divulgação de resultado na véspera. Os papéis caíram 4,03% hoje, a R$ 10,95, depois de terem registrado desvalorização de 30,21% na véspera. A empresa mostrou queda de 58,5% no lucro líquido do quarto trimestre de 2013, somando R$ 13,9 milhões.

Com a forte queda das ações, a quantia que a empresa anunciou em pagamentos de dividendos por ação cresceu bruscamente na véspera. Do lucro acumulado de 2013 (R$ 104 milhões), a empresa disse que distribuirá R$ 98 milhões. Considerando o movimento de ontem, isso representa um "dividend yield" (dividendo pago por ação/ cotação da ação) de 3,81%. Se levasse em conta o fechamento da última sexta-feira, seria de 2,66%. Ou seja, a queda das ações fez o dividend yield disparar em 43,3%

China pesa e siderúrgicas caem
Entre as maiores perdas do dia, chamaram atenção ainda os papéis da Gerdau (GGBR4, R$ 14,09, -2,96%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 17,10, -1,78%) e Usiminas (USIM5, R$ 9,94, -2,83%). O desempenho ocorre após a divulgação de duas pesquisas PMI (Purchasing Managers Index) na China - uma oficial e outra feita por instituições privadas.

O índice oficial avançou para 50,3 em março ante 50,2 em fevereiro, mas alguns economistas disseram que mesmo isso sugere fraqueza, já que a atividade normalmente acelera após o feriado de Ano Novo Lunar em fevereiro. Já o PMI do Markit/HSBC, que foca mais no setor privado, caiu para a mínima em oito meses, de 48,0 em março - lembrando que o indicador marca contração abaixo de 50 e crescimento acima do limiar.

Outros destaques:

Braskem
Os papéis da Braskem (BRKM5) ficaram entre as maiores quedas do Ibovespa, com recuo de 2,81%, a R$ 17,29. A companhia informou na véspera que fechou acordo com a polonesa Synthos, uma das maiores fabricantes europeias de borracha sintética ESBR e poliestireno expandido (EPS). O acordo prevê fornecimento da matéria-prima butadieno, avaliado em cerca de US$ 1,5 bilhão. O insumo da Braskem deve abastecer uma fábrica de borracha sintética que a Synthos planeja erguer no Polo Petroquímico de Triunfo (RS).

Arezzo
As ações da Arezzo (ARZZ3), que chegaram a avançar 5,64%, encerraram o dia estáveis a R$ 27,50, depois de anunciar programa de recompra de ações. A empresa vai recomprar 4.231.560 ações ordinárias, representando 10% do total de ações da companhia em circulação no mercado. O programa terá prazo de até 365 dias contados e será encerrado em 31 de março de 2015. 

Hering e Natura
Na ponta negativa do Ibovespa, destaque para as ações do setor de varejo. A Hering (HGTX3) ficou com a segunda maior perda da sessão com queda de 5,04%, a R$ 26,00, enquanto a Natura (NATU3) recuou 3,41%, cotada a R$ 36,82. Ambas as companhias operam próximas de suas mínimas do dia: a Hering chegou a subir 1,35%, e atingiu mínima de 5,22%, enquanto a Natura registrou perda máxima de 3,49%.

Cielo
As ações da Cielo (CIEL3) avançaram, no primeiro pregão pós-bonificação. Os papéis registraram ganhos de 0,68%, a R$ 36,40. Na última segunda-feira, os acionistas da Cielo aprovaram em assembleia o aumento do capital social da empresa via emissão de 786,1 mil novas ações, que serão entregues aos acionistas por meio de bonificação. O capital passou dos atuais R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões. Segundo ata da assembleia, a bonificação será na razão de 1 para 1, ou seja, para cada ação que o acionista tiver, ele receberá uma nova CIEL3.

Linx
As ações da Linx (LINX3) subiram 4,69%, a R$ 46,70, em um dia de forte volume de negócios. Os papéis movimentaram R$ 25,56 milhões, quase 4 vezes mais que os R$ 7,09 milhões de média. Na véspera, um relatório do HSBC elevou recomendação para a as ações da companhia.

 

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