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Após OPA, o que será do restante das ações da Dasa na Bolsa?

Para analistas do Deutsche Bank, ações da Dasa deixou de ser um case de investimento; após OPA, papéis tendem a perder liquidez na Bovespa

Dasa Diagnóstico das Américas 02 - Laboratório
(Divulgação Dasa)

SÃO PAULO - Com a conclusão da oferta pública de ações, o empresário Edson Godoy Bueno e sua ex-mulher Dulce Pugliese, atuais controladores da Dasa (DASA3), totalizaram 71,94% de participação na empresaNa véspera, eles concluíram a aquisição do restante das ações que faltavam, ou 28,410 milhões de ações remanescentes da oferta, totalizando em 150,8 milhões de papéis da empresa. A dúvida que fica agora é o que acontecerá com o restante das ações da companhia na Bolsa. 

Em relatório, o Deutsche Bank apontou que há a possibilidade dos atuais controladores da Dasa serem obrigados a realizarem uma segunda oferta de ações, com base na nova avaliação da empresa. A decisão seria tomada em câmara de arbitragem da BM&FBovespa. Entretanto, os analistas do banco continuam a acreditar que é altamente improvável que o preço fique acima de R$ 15 por ação - valor pago na primeira oferta.

Em 20 de fevereiro, a Cromossomo, empresa de Bueno e Dulce, disse que poderia realizar uma nova OPA da companhia para retirá-la do Novo Mercado, caso não precisasse recompor o percentual mínimo de ações exigido para listagem no segmento. Mas, para os analistas, não seria necessário a Cromossomo fazer uma nova oferta de ações para retirar a Dasa do Novo Mercado, com ainda 26% das ações da empresa em circulação no mercado. 

Pelo regulamento da BM&FBovespa, a empresa deve ter, no mínimo, 25% do total do capital social da companhia livres para negociação - isto é, em circulação no mercado. Atualmente, a Bueno e Dulce detêm 71,94% das ações da empresa e o presidente do conselho de administração da Dasa, Romeu Domingues, com outros 2%. 

Entre uma nova oferta ou não, os analistas não deixam dúvida que o futuro das ações que ainda estão em circulação na Bolsa não deve ser muito animador. Para eles, a expectativa é que os papéis da Dasa tenham uma liquidez muito limitada. A visão é que as ações não se tornem mais um case de investimento. "Embora a possibilidade de uma nova oferta suporte as ações nos próximos dias, algum enfraquecimento no preço é altamente factível (embora em volume baixo)", disseram. Desde que a OPA foi anunciada, em 23 de dezembro, as ações da Dasa registraram valorização de 13%, enquanto o Ibovespa caiu 11%

 

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