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BB Seguridade lucra 50% a mais no 4° tri; OGX, TIM e mais 8 empresas estão no radar

Ainda entre os destaques, OGX anuncia a produção de 351 mil barris de petróleo em Tubarão Martelo; OSX confirma negociação sobre plataforma OSX-3

BB Seguridade
(Divulgação)

SÃO PAULO - A terça-feira inicia (11) agitada em meio a uma série de notícias corporativas, com destaque para a continuidade da temporada de resultados do quarto trimestre. Entre a noite da véspera e esta manhã, duas empresas reportaram seus números. 

Além disso, ganha destaque o resultado da produção da Óleo e Gás Participações (OGXP3), antiga OGX. A petroleira anunciou a produção de 351.853 barris de petróleo em janeiro. Com isso, a empresa alcançou uma média de 11.350 barris por dia.

Mais forte no início de janeiro, a produção caiu levemente no final do mês, batendo 11.032 barris no dia 31, contra 12.389 barris no primeiro dia - o que é natural para um campo que ainda está passando por alguns testes. 

A companhia tem dois poços conectados: TBMT 8HP e OGX 44 HP. Em dezembro - primeiro mês da operação em Tubarão Martelo - o primeiro produziu por 26 dias e o segundo por 23, sendo que o segundo foi mais produtivo que o primeiro: chegou a produzir 10.243 barris no dia 16, quando a produção total foi de 17.522 barris. Terminou o mês tendo produzido 195.436 barris. 

Incertezas sobre futuro da TIM
Segundo notícia de um jornal italiano, o destino da TIM Brasil (TIMP3), lucrativa unidade brasileira da Telecom Italia, é incerto. O jornal Il Sole 24 Ore publicou que o BTG Pactual, o banco brasileiro que assessora a TIM, não recebeu ofertas maiores que € 6 bilhões (ou US$ 8,2 bilhões) pela unidade. O investidor Marco Fossati tem pressionado por uma fusão entre TIM e a GVT, unidade brasileira da francesa Vivendi, e havia expectativa de que a TIM atrairia maiores ofertas. Diante das incertezas, as ações da Telecom Italia caem 2,06% nesta manhã na bolsa italiana, o que deixa uma expectativa de que os papéis da subsidiária brasileira devam acompanhar o movimento. 

BB Seguridade tem lucro ajustado de R$ 707 mi no 4° tri
Dando continuidade à temporada de balanços corporativos, a empresa de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil (BBAS3), BB Seguridade (BBSE3), reportou seus números nesta manhã. A companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 707,4 milhões no quarto trimestre de 2013, aumento de 49,8% em 12 meses. O resultado dos últimos três meses do ano passado foi impulsionado, segundo a empresa, pelo crescimento de 80,1% do resultado do segmento de vida, habitacional e rural (BB Mapfre SH1) e ainda pelo avanço de 39,9% da receita de comissões, em função da expansão do volume de negócio.

O lucro líquido da companhia ficou em R$ 903,611 milhões no último trimestre, avanço de 180,9% ante um ano. A diferença entre este resultado e o ajustado inclui receita de investimentos em participações societárias, impostos, entre outros. 

Lucro da Santos Brasil recua 8,7% no 4o tri, a R$78,8 mi
Por sua vez, a
 Santos Brasil (STBP11) viu seu lucro líquido cair 8,7% no quarto trimestre, em bases anuais, sob o impacto de aumento de custos no período. Entre outubro e dezembro, o lucro foi de R$ 78,8 milhões, ante R$ 86,3 milhões um ano antes, informou a companhia nesta segunda-feira. Os custos com serviços prestados subiram 14% na mesma base de comparação e chegaram a R$ 213,5 milhões de reais no quarto trimestre do ano passado. No acumulado de 2013, o lucro caiu 5,6%, para R$ 255 milhões.

OSX confirma negociação sobre plataforma OSX-3
A OSX Brasil (OSXB3), empresa de estaleiros do empresário Eike Batista, confirmou ontem que mantém negociações com detentores dos títulos da dívida emitidos no exterior pela subsidiária OSX 3 Leasing, referentes aos contratos de afretamento da plataforma OSX-3, em operação no campo de Tubarão Martelo desde dezembro. A plataforma está no cerne de uma disputa entre credores da OSX e da petroleira OGX (OGXP3), agora Óleo e Gás Participações. O problema é que se a OSX não mantiver os contratos firmados com a OGX para aluguel da plataforma, o andamento da recuperação judicial da petroleira pode se complicar. 

Sabesp: pressão por racionamento de água permanece
Ontem, a Sabesp (SBSP3) comunicou que a campanha de redução no consumo de água em São Paulo gerou uma economia de água do Sistema Cantareira de 500 litros/segundo entre os dias 2 e 9 de fevereiro. 
De acordo com a empresa, os 500 litros por segundo significam uma economia de 302 MM de litros de água em uma semana. "É o suficiente para encher 120 piscinas olímpicas", informou. Em relatório, a equipe de análise da XP Investimentos ressaltou que prefere não ter qualquer exposição ao setor, pois ainda acreditamos que a situação não se resolverá no curto prazo. As ações da companhia acumulam em 2014 queda de 16,14%. 

Além disso, pode sair hoje a divulgação, pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo), do reajuste para as tarifas de água e esgoto da empresa. Iniciado em 2012, o processo de revisão tarifária passou por sucessivos adiamentos e a possibilidade de uma nova revisão no cronograma não é descartada, o que tem preocupado investidores e pressionado as ações da empresa, comentou a XP.

Bancos devem analisar potenciais compradores da Abril Educação
Saiu na coluna da Sonia Racy a nota de que o Itaú BBA e BTG estariam com mandato para analisar potenciais compradores da Abril Educação (ABRE11). Vale lembrar que esses rumores já vem acontecendo há algum tempo, e se falava na Laureate como potencial comprador, acrescentou a XP.

Edson Bueno leva controle da Dasa
O empresário Edson Bueno, ex-dono da Amil, conseguiu assumir o controle do laboratório Dasa (DASA3). No leilão de compra de ações, realizado na tarde da última segunda-feira (10), Bueno adquiriu 119,539 milhões de ações ordinárias da Dasa, ao preço de R$ 15 por papel. Com isso, o valor da operação alcançou R$ 1,793 bilhão. Bueno já possuía juntamente com sua ex-mulher Dulce Pugliese, através da empresa de investimentos Cromossomo Participações, participação de 23,5% na Dasa. A fatia comprada na véspera representa 38,33% dos 311,803 milhões de papéis emitidos pela empresa. Com isso, a participação de Bueno e Dulce alcança 61,83% - assegurando o controle do laboratório. Segundo a XP, nos próximos dias pode haver mais vendas no papel, dado que fundos relevantes como Tarpon e Petros discordam da postura de Edson Bueno e informaram antes da OPA que caso ele obtivesse o controle, eles poderiam sair do papel. 

Helbor anuncia plano de recompra de ações
A Helbor (HBOR3) anunciou na noite da véspera que seu conselho de administração aprovou a aplicação de lucros e/ou reservas disponíveis para execução de plano de recompra de ações ordinárias. Segundo a empresa, as operações de compra serão realizadas a preço de mercado, cabendo à diretoria decidir o melhor momento e a quantidade de ações a serem adquiridas. O plano prevê a aquisição de até 11.025.415 ações, correspondentes a 4,295% do total de ações de emissão da empresa. O prazo máximo é de 365 dias a contar da data de ontem. 

BB: Tupy segue bom ritmo de atividade
Por fim, analistas do BB Investimentos estiveram reunidos com a alta administração da Tupy (TUPY3) na última semana. Após o evento, eles ressaltaram otimismo com a empresa, que segue com bom ritmo de atividade. Os analistas esperam que o resultado do quarto trimestre, com data prevista de divulgação no próximo dia 25, mostre bons números da empresa, sendo puxados pela produção brasileira e o mercado de picapes nos Estados Unidos. 

BHG assina memorando de entendimento de novo hotel em Niterói
A BHG (BHGR3) assinou na véspera memorando de entendimento para administração de um hotel, projeto que será desenvolvido na cidade de Niterói (RJ) e levará o nome de Soft Inn Niterói Business. Com a entrada deste empreendimento no portfólio, a BHG aumentará sua presença no Estado do Rio Janeiro, atingindo 13 hotéis e 3.010 quartos, sendo 6 hotéis já em operação e mais 7 em desenvolvimento. 

 

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