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Ibovespa registra queda, seguindo EUA e repercutindo Focus

Índice segue movimento de cautela, acompanhando índice futuro dos EUA e repercutindo projeções de elevação da Selic e menor PIB e IPCA do Focus

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SÃO PAULO - Acompanhando a tendência dos índices futuros norte-americanos e repercutindo os indicadores nacionais, o Ibovespa inicia esta segunda-feira (10) em queda. Às 10h26 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registrava perdas de 0,47%, a 47.895 pontos.  

Em destaque, está o relatório Focus, que revisou diversas expectativas para a economia brasileira. Já a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014 diminuiu levemente para 1,90%, ante 1,91% da semana anterior enquanto para 2015, a expectativa foi mantida para 2,20%. 

Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014, os economistas diminuíram a expectativa para 2014, para 5,89% ante 6,00%, enquanto para o próximo ano a projeção continuou para 5,70%. As estimativas também foram elevadas para a taxa básica de juros, a Selic, que foi elevada de 11% para 11,25% para o final de 2014 e de 11,88% para 12% para 2015. 

Contribuem ainda para o dia de cautela do mercado os dados divulgados pelo HSBC sobre a produção dos emergentes, que cresceu em janeiro  no ritmo mais lento em quatro meses, pressionada pela fraqueza do setor de serviços nos países do Brics. Pesquisas Índice de Gerentes de Compras Composto (PMI, na sigla em inglês) do HSBC para indústria e serviços de mercados emergentes apontaram queda pelo segundo mês seguido, para uma leitura de 51,4 em janeiro. Ela permaneceu abaixo da média de 2013 de 51,7 e bem abaixo dos 64,1 registrados em janeiro passado.

O mercado ainda segue na expectativa pelo primeiro depoimento de Janet Yellen como presidente do Fed (Federal Reserve) no Congresso, que ocorrerá na próxima terça-feira e que dará sinais para os próximos passos de política monetária nos Estados Unidos. 

No noticiário corporativo, destaque para a temporada de resultados. A fabricante de cigarros Souza Cruz (CRUZ3) registrou lucro líquido de R$ 1,69 bilhão em 2013, alta de 3,2% em relação aos 12 meses anteriores. A receita líquida subiu 2,5% de janeiro a dezembro, para R$ 6,29 bilhões. O volume de cigarros vendidos no mercado brasileiro correspondeu a 107 bilhões de unidades no ano passado, queda de 9,8% ante 2012. O principal motivo da queda, segundo a empresa, foi o aumento de 18% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), aplicado a partir de janeiro do ano passado. As ações da companhia registram perdas de 1,06%, a R$ 20,57. 

O dia é de poucas oscilações para o índice, com a TIM Participações (TIMP3) registrando as maiores perdas, com queda de 1,98%, a R$ 12,85; rumores apontam que a Telecom Italia venderá a companhia, mas há informações desencontradas como se daria o processo. O último rumor de mercado apontou para uma possível fusão entre a TIM e a GVT.

A Sabesp (SBSP3, R$ 21,83, -1,62%) também registra uma das maiores perdas do índice, em meio ao cenário de possível racionamento de água com a queda do nível dos reservatórios. Por meio de nota, a companhia informou que não deverá fazer alterações na operação do sistema Cantareira, em razão da queda do nível dos reservatórios abaixo dos 20%. No último domingo, a empresa comunicou que o índice de água do sistema chegou a 19,8%. De acordo com a companhia de saneamento básico, as precipitações estão abaixo da média de dezembro, quando foram registrados 62 milímetros de chuva. A média histórica é de 226 milímetros.

Europa e Ásia
Na China, destaque para o benchmark, Xangai Composto, que fechou o primeiro pregão da semana com valorização de 2,03% e registrou o maior patamar em um mês. Além disso, a decisão do Banco Central da China de reduzir os subsídios para veículos elétricos para conter a emissão de gases, fez com as montadoras liderassem os ganhos dos mercados no país. 

Já o índice Nikkei, do Japão, terminou o dia com alta de 1,77% a 14.718,34 pontos. Dados econômicos do país mostraram que a economia registrou um déficit em conta corrente recorde em dezembro.

Na Europa, o dia é de alta, com os dados econômicos da produção industrial da França, Itália e Grécia prometem agitar o mercado nesta segunda feira. Chama a atenção ainda os dados de confiança da zona do euro, que melhorou inesperadamente em fevereiro, atingindo o nível mais alto desde abril de 2011, uma vez que investidores tornaram-se mais otimistas sobre as condições no bloco, que está gradualmente se recuperando da recessão.

O grupo de pesquisa Sentix informou que seu índice que acompanha o sentimento na zona do euro subiu para 13,3 em fevereiro ante 11,9 em janeiro. Isso superou a expectativa em pesquisa da Reuters de queda para 10,7.

 

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