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2 empresas divulgam resultados; Vale, ALL, BRF e Oi estão no radar desta 6ª

Dasa aprova mudanças em edital para a OPA, enquanto a BRF aprova abertura de subsidiária na Áustria

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(Agência Vale)

SÃO PAULO - A sexta-feira (7) inicia com duas empresas divulgando seus resultados trimestrais. Ainda na noite da véspera, a BrasilAgro (AGRO3) apresentou seus números referentes a safra do segundo trimestre de 2014 reportando um prejuízo líquido de R$ 1,38 milhão, ante um lucro líquido de R$ 16,45 milhões um ano antes. Já a receita da companhia ficou em R$ 3,12 milhões, queda de 97,1% em relação ao segundo trimestre de 2013, quando o resultado foi de R$ 108,24 milhões.

A empresa destaca que no período ela concluiu a aquisição de 50% da Cresca, uma sociedade proprietária de terras rurais localizadas no Paraguai. "A aquisição foi estratégica para a companhia que adicionou 141 mil hectares ao seu portfólio, melhorando a diversificação entre seus ativos", afirmou a BrasilAgro em comunicado.

Durante a madrugada foi a vez da Coelce (COCE5) divulgar seu balanço de 2013. Com queda de 95,7%, o lucro líquido da companhia passou de R$ 138 milhões para R$ 6 milhões no último trimestre, enquanto no acumulado anual o recuo do lucro foi de 62,7%, passando de R$ 420 milhões em 2012 para R$ 156,5 milhões no ano passado.

Enquanto isso, a receita líquida da empresa ficou em R$ 784,11 milhões no quarto trimestre, o que representa uma leve alta de 2,3% em relação ao mesmo período de 2012. No ano, porém, a Coelce viu sua receita cair 1,5%, ficando em R$ 2,85 bilhões em 2013, ante resultado de R$ 2,89 bilhões um ano antes.

Cade aprova compra de fatia da Vale na Norte Energia pela Cemig GT
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem restrições, a compra pela Cemig Geração e Transmissão de fatia da mineradora Vale (VALE3; VALE5) no capital da Norte Energia, empresa responsável pela construção, operação e exploração da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Na operação, a Vale venderá à Cemig GT 49% da Vale Geração Norte, que é dona de uma participação de 9% na Norte Energia. Com essa compra, a Cemig GT irá adquirir, por via indireta, fatia de 4,41% na empresa. Como a Cemig GT já detinha, também indiretamente, uma participação correspondente a 7,28% da Norte Energia através da Amazônia Energia, a companhia somará fatia de 11,69% na companhia.

A transação, avaliada em cerca de 206 milhões de reais, havia sido anunciada em meados de dezembro, como parte da reestruturação dos investimentos da Vale em geração de energia para dar foco às atividades em minério de ferro. Com a venda, a Vale deixará de prestar parte das garantias associadas à estrutura de financiamento do projeto Belo Monte.

ALL enfrenta mais uma ação judicial
A situção da ALL (ALLL3) segue complicada. Dessa vez a companhia terá que enfrentar uma ação judicial movida pela Agrovia - empresa voltada à movimentação de açúcar. Segundo informações do Valor Econômico, a cliente da ALL e de outras concessionárias reivindica indenização e multas por não atendimento de contrato. Os valores podem atingir R$ 580 milhões.

Graças a um acordo firmado entre as duas empresas em 2009, a Agrovia já adiantou à ALL entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões, envolvendo vagões e reforma de trilhos no trecho ferroviário da ALL entre Araraquara e Barretos, em São Paulo. Segundo a publicação, a ALL não investiu nada do valor recebido e a concessionária não tem atendido os volumes demandados pela Agrovia, conforme acertado no contrato de transporte do interior de São Paulo ao porto de Santos.

Mais tarde, em comunicado ao mercado, a ALL prestou esclarecimentos sobre a matéria do Valor. De acordo com a companhia, os valores atribuídos às multas e citados pela reportagem são descabidos e não possuem racional econômico sustentável, sendo inclusive desproporcionais em relação a própria Agrovia, cuja receita líquida e lucro bruto, em 2012, foram de R$ 68 milhões e R$ 7 milhões, respectivamente. A companhia ainda destacou que o contrato entre o Grupo ALL e a Agrovia é um contrato de transporte usual entre concessionárias de ferrovia e seus clientes, que em nada se assemelha à complexa relação jurídica existente entre o Grupo ALL e a Rumo Logística.

"O cerne da discussão entre o Grupo ALL e a Agrovia é a performance de volume de uma parte à outra. A Agrovia questiona a falta de performance do Grupo ALL para os volumes no Estado de São Paulo, ignorando suas próprias restrições de descarga ferroviária nos terminais de açúcar no Porto de Santos. O Grupo ALL, por sua vez, pleiteia o pagamento de multas decorrentes da não disponibilização, pela Agrovia, dos volumes contratados no Estado do Paraná, e entende que os pleitos da Agrovia carecem de qualquer fundamento legal", ressaltou a empresa de logística.

BRF aprova abertura de subsidiária na Áustria
O conselho de administração da BRF (BRFS3) aprovou na véspera a abertura de uma nova empresa na Áustria, subsidiária da BRF Gmbh, que ficará sediada em Viena. Na mesma reunião, o conselho também aprovou a desmobilização de 21 imóveis nos Estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

Segundo a empresa, os imóveis incluem terrenos rurais, terrenos habitacionais, postos de recebimento de grãos, fazendas, entreposto distribuição de ração e a filial comercial com câmara fria em Itajaí, em Santa Catarina.

Bancos podem comprar até 15% da nova Oi
Um grupo formado por 12 bancos, nacionais e estrangeiros, comprometeu-se a captar entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões em ações da companhia formada pela fusão da Oi (OIBR3; OIBR4) e da Portugal Telecom. Segundo a Folha de S. Paulo, essa participação equivale a no mínimo 15% da nova empresa, que terá apenas ações com direito a voto nas Bolsas de São Paulo, Nova York e Lisboa.

Entre os bancos que fazem parte do grupo estão o Credit Suisse, Banco Espírito Santo, Merrill Lynch, Barclays e BTG PActual, se comprometeram a levantar mais recursos, em torno de 12% do total cada um. Enquanto isso, Itaú Unibanco, Citibank, Santander, Votorantim, Banco do Brasil terão participação menor.

Dasa aprova mudanças em edital da OPA
O Conselho de administração da Dasa (DASA3) aprovou na noite de quinta-feira as alterações da oferta pública voluntária de aquisição de controle da empresa pela Cromossomo. O aditamento do edital da OPA foi publicado em 30 de janeiro de 2014 e alterou o leilão do dia 4 para 10 de fevereiro, às 16h.

A partir de agora, a operação visa a totalidade do capital social, já que a ofertante renunciou à condição anteriormente estabelecida no edital de aceitação por acionistas correspondentes a uma quantidade mínima para ser concluída. Até então, a OPA visava aquisição de no mínimo 82.362.124 ações, correspondentes a 26,41% mais 1 ação do capital social da Dasa. O objetivo agora é deter 311.803.015 ações. O Conselho da Dasa afirmou que é de responsabilidade de cada acionista a decisão final acerca da aceitação da OPA.

Telecom Italia adota proteção para possível venda da TIM
O Conselho da Telecom Italia concordou com um procedimento que introduzirá novas proteções aos acionistas caso se decida pela venda da TIM Participações (TIMP3). Em comunicado, a Telecom Italia não publicou todos os detalhes do novo procedimento, que também será aplicado a todos os acordos de mais de 2 bilhões de euros (US$ 2,7 bilhões).

No mês passado, a companhia disse que queria garantir que diretores independentes avaliassem qualquer proposta de venda da TIM Participações, possivelmente complicando um acordo. A operadora brasileira é a principal fonte de crescimento da Telecom Italia, mas se tornou foco de tensões entre acionistas sobre como o grupo italiano deveria reduzir a dívida e financiar os necessários investimentos domésticos.

Conselho da Gafisa quer separar Tenda de Gafisa
O Conselho de Administração da Gafisa (GFSA3) informou nesta manhã que autorizou estudos para potencial separação dos negócios Tenda, voltado à baixa renda, e Gafisa, que atua na média-alta renda, dentro de um plano para reforçar a geração de valor para a incorporadora.

Em fato relevante, a companhia informou que o Conselho aprovou a divisão das estruturas administrativas da companhia como primeiro passo para facilitar o processo de separação. Esta fase deverá durar 90 dias, após os quais o atual presidente-executivo da Gafisa, Duilio Calciolari, deixará o cargo.

Ecorodovias informa tráfego de janeiro de 2014
A Ecorodovias (ECOR3) comunicou os números prévios consolidados da evolução no tráfego no mês de janeiro, que registrou crescimento de 9,2%em número de veículos equivalentes pagantes, quando comparado com o mesmo período de 2013. Para veículos comerciais, o crescimento foi de 11,2% e, para veículos de passeio, de 7,8%.


 

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