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Usiminas sobe 3,8% após resultados; mais 9 ações foram destaques nesta 4ª

Petrobras chega a cair mais de 3%, mas vira e fecha com alta de 1,3%; após resultado e em meio a discussões sobre futuro da empresa, TIM fecha em queda nesta quarta-feira

operário - siderúrgica - Usiminas - Gerdau
(Getty Images)

SÃO PAULO - Assim como na véspera, pesou no Ibovespa nesta quarta-feira (30) as ações da OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,17, -26,09%), que despencaram na bolsa enquanto a companhia entrou com o pedido de recuperação judicial, levando o índice a cair 0,67%, aos 54.172 pontos. Enquanto isso, na ponta positiva, o destaque ficou para a Usiminas (USIM3; USIM5), que reflete os seus resultados do terceiro trimestre.

O balanço da siderúrgica foi bastante elogiado pelos analistas, o que levou as ações a liderarem os ganhos do Ibovespa. Os papéis ordinários subiram 2,91%, cotados a R$ 11,33, enquanto os preferenciais avançaram 3,27%, a R$ 11,68. O desempenho puxou outras empresas do setor de siderurgia: Metalúrgica Gerdau (GOAU4), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4), que subiram 1,73%, 1,10% e 1,50%, respectivamente, a R$ 21,77, R$ 11,95 e R$ 16,88.

A maior produtora de aços planos do Brasil conseguiu reverter prejuízo em lucro líquido no terceiro trimestre de R$ 115 milhões - o primeiro resultado positivo em sete trimestres. Para a equipe da XP Investimentos, o resultado vai surtir efeitos positivos nos papéis, enquanto as medidas de aumento de produtividade, ganhos de eficiência vem surtindo efeitos.

Já o Credit Suisse destacou robusto resultado operacional - acima do consenso das projeções do mercado -, retomando uma performance melhor do que o esperado, com margens saudáveis de 13% no período, contra 10% no segundo trimestre.

Petrobras fecha em alta após chegar a cair 3%
Já as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) viraram das perdas registradas mais cedo, quando os papéis ordinários registraram desvalorização de 3,23%, a R$ 18,26, enquanto os preferenciais recuaram 2,74%, a R$ 19,16.

A queda veio diante do desconforto cada vez mais evidente da equipe econômica do governo com a proposta de nova metodologia de reajustes de combustíveis e com os investidores aproveitando para realizar lucros. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a definição de uma fórmula de reajuste da gasolina e do diesel para reforçar o caixa da Petrobras causou desconforto entre a companhia e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do conselho de administração.

A Petrobras, na avaliação de assessores presidenciais, teria pressionado publicamente o governo para aprovar a proposta de reajuste o quanto antes, quando ainda não havia autorização final para o modelo sugerido pela diretoria da empresa.

Durante a tarde, a Reuters afirmou que o Ministério da Minas e Energia encaminhou ao Palácio do Planalto uma proposta para o Brasil elevar o percentual de mistura de biodiesel no diesel. A medida, segundo representantes do setor de biodiesel, pode reduzir importações do combustível fóssil e trazer algum alívio à Petrobras. Com isso, os ativos da petrolífera ganharam força no fim do pregão, com os papéis PETR3 encerrando com alta de 0,48%, a R$ 18,96, enquanto os preferenciais subiram 1,27%, para R$ 19,95.

TIM recua após resultados
Outra companhia que apresentou seu resultado foi a TIM (TIMP3). Os números não parecem ter animado os investidores, e as ações da companhia recuaram 0,44%, cotadas a R$ 11,43. A empresa viu seu lucro cair 15,6% no período de julho a setembro na comparação anual sob o impacto dos resultados financeiros, em um momento em que o mercado trabalha com a possibilidade de venda da operadora.

A operadora afirmou que apesar de dificuldades com o ambiente macroeconômico desfavorável no período, seus resultados continuaram "mostrando resiliência", à medida em que estratégias praticadas há alguns trimestres estão apresentando resultados positivos, tanto operacionais quanto financeiros.

Mais que os resultados financeiros, os investidores estão atentos para sinais de consolidação no setor de telecomunicações internacional e a possibilidade de venda da TIM. No mês passado, a espanhola Telefónica fechou acordo para ampliar gradualmente o controle na Telecom Italia. No país, a Telefónica é dona da Telefônica Brasil, da qual a Vivo faz parte. A Telecom Italia, por sua vez, controla a TIM Participações. Autoridades brasileiras têm manifestado oposição a um eventual arranjo em que Telefónica e TIM se unam no país.

BRF entre as maiores altas após encontro
Por sua vez, as ações da BRF (BRFS3) figuraram entre as maiores altas do Ibovespa. Os papéis das empresas registraram ganhos de 2,20%, cotados a R$ 52,40. Na véspera, a BRF realizou o "investidor day" com investidores e analistas sobre o balanço do terceiro trimestre.

A empresa sinalizou que o melhor ainda está por vir, a partir de 2014, e que o quarto trimestre deve apresentar resultados em linha, sem grandes novidades, apontou a Planner Corretora, em relatório. 

Ação do BicBanco atinge alta de 5%
Fora do Ibovespa, rumores de que o segundo maior banco asiático vai comprar o BicBanco (BICB4) levaram suas ações a registrarem valorização de 4,96%, a R$ 7,40 - após chegar a avançar 7,09% na máxima do dia. 

Segundo uma fonte próxima ao assunto disse à Reuters, o China Construction Bank está em negociações avançadas para comprar o Banco Industrial e Comercial. Na terça-feira, o banco informou em comunicado ao mercado que seus "acionistas controladores estão sempre abertos a oportunidades de negócios e, neste sentido, tem havido prosseguimento em negociações para alienação do controle acionário da companhia". O banco não divulgou na ocasião com quem os controladores estão negociando.

Santos Brasil cai 20% em 2 dias após resultado
Já as ações da Santos Brasil (STBP11) vão para seu segundo dia seguido de fortes quedas, pressionadas pela divulgação do resultado do terceiro trimestre. Somente neste pregão, os papéis da empresa registraram queda de 7,42%, a R$ 20,70, acumulando queda acima de 20% em dois dias.

O resultado da empresa, divulgado na véspera, não foi bem-recebido pelo mercado. Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, o balanço veio abaixo das expectativas, com a movimentação de contêineres com um crescimento de apenas 3,1% denota que a companhia ainda não foi capaz de alavancar as operações do Tecon Imbituba e Vila do Conde, mantendo a contração da movimentação no Tecon Santos. Apesar da frustração do mercado, a Standard & Poor's elevou o rating da empresa para "brAAA", com perspectiva estável.

Arezzo cai com resultado abaixo do esperado
Já as ações da Arezzo (ARZZ3), recuaram 0,57%, para R$ 33,33, após a companhia reportar um lucro líquido de R$ 29,387 milhões no terceiro trimestre de 2013, uma alta de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O Ebitda registrou alta de de 9,6% na comparação anual, para R$ 46,756 milhões. A margem Ebitda ficou em 17,5%, subindo 0,2 ponto percentual.

Já a receita líquida da companhia somou R$ 266,671 milhões, com alta de 8,1% frente a igual período de 2012. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a receita é de R$ 705,349 milhões. Para a equipe da Ativa Corretora, o resultado foi marginalmente negativo, com destaque para a performance operacional fraca, mas já esperada, o que levou o lucro líquido a ficar abaixo das estimativas, principalmente devido a despesas não caixa.

 

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