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Ibovespa sobe 1% com dados positivos da China e disparada da OGX

Petrolífera volta a liderar ganhos após confirmar conversas com a Vinci; MRV é destaque de alta do setor depois de divulgar prévia operacional

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - O Ibovespa abre em alta nesta sexta-feira (18), tentando recuperar parte das perdas registradas na véspera, quando recuou 1,10%. Apesar da baixa na última sessão, vale ressaltar que o benchmark acumula 4,46% de valorização nesta semana. O movimento desta sessão responde aos dados chineses divulgados hoje e também ao noticiário corporativo local. Com o cenário positivo, às 10h23 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira avançava 1,22%, a 56.035 pontos.

No setor imobiliário, a MRV (MRVE3, R$ 10,23, +2,51%) lidera os ganhos, após divulgar uma prévia operacional positiva, mostrando recorde de vendas no terceiro trimestre, com aumento de 35% nas vendas contratadas. O resultado traz alívio ao setor, visto que Gafisa e Cyrela divulgaram dados operacionais decepcionantes ao longo desta semana.

Já a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,43, +7,50%) avança após a companhia confirmar que está em negociações com a Vinci Partners e outros investidores, embora ressalta não há nada concluído. O comunicado veio em resposta à notícia antecipada pelo InfoMoney de que a petrolífera estava negociando uma injeção de capital com a gestora Vinci.

Ainda entre as maiores altas, aparecem MMX Mineração (MMXM3, R$1,09, +1,87%) e LLX Logística (LLXL3, R$ 1,35, +2,27%), após prestarem esclarecimentos sobre as negociações do controle das duas empresas. Já as mineradoras CSN (CSNA3, R$ 11,81, +2,07%) e Vale (VALE3, R$ 35,28, +1,04%; VALE5, R$ 32,13, +0,89%) respondem positivamente aos dados econômicos da China - principal consumidora de minério do mundo - e ajudam na alta do Ibovespa, tendo em vista a forte participação delas no índice.

PIB chinês
Na China, o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre apresentou alta de 7,8%, em linha com o esperado porém acima do registrado no período anterior, de 7,5%. Ainda por lá, a produção industrial aumentou 10,2% em setembro, ante projeção de 10,1%. 

Por outro lado, as vendas no varejo no mesmo período avançaram menos do que o esperado, com alta de 13,3%.

Prévia da inflação e IGP-M
Por aqui, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15) registrou alta de 0,48% em outubro, acima do registrado em setembro, de 0,27%. Por outro lado, o índice de preços ficou abaixo do visto no mesmo mês do ano anterior, quando subiu 0,65%. Com o resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses aponta alta de 5,75% e aumento de 4,46% neste ano, segundo divulgação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Já o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) desacelerou alta para 0,91% na segunda prévia de outubro. No mesmo período de setembro, o índice havia avançado 1,36%, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas).

EUA: volta dos indicadores
Nos EUA, após a solução temporária para o impasse fiscal que ameaçava deixar o país em default técnico, a paralisação do governo chega ao fim e dados que deixaram de ser publicados na agenda econômica devido à paralisação começam a ser agendados. Um dos mais importantes termômetros para a economia norte-americana, o relatório de emprego, terá seu resultado de setembro apresentado na próxima terça-feira (22). Já em 30 de outubro serão divulgados os preços ao consumidor.

Ainda por lá, os investidores analisarão os discursos de membros do Federal Reserve. Jeffrey Lacker, presidente do Fed de Richmond, disse nesta sexta-feira que há mais trabalho a ser feito para restaurar a confiança dos investidores e dos reguladores sobre os grandes bancos norte-americanos. Ainda falarão hoje o chefe do Fed de Chicago, Charles Evans, e o de Nova York, William Dudley, assim como os membros Daniel Tarullo e Jeremy Stein.

Os discursos de autoridades monetárias dos EUA têm sido acompanhados de perto pelo mercado, que busca indícios sobre quando o Fed deverá começar a retirada do QE3 (Quantitative Easing 3), programa de compras mensais de até US$ 85 bilhões em títulos públicos promovido pelo banco central dos EUA para prover liquidez à economia do país.

 

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