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Ibovespa opera perto da estabilidade no aguardo dos EUA; LLX dispara

Após forte alta na véspera, mercados ficam em "stand by" aguardando possível acordo entre Barack Obama e John Boehner ainda hoje

painel com cotações
(Divulgação)

SÃO PAULO - O Ibovespa inicia o pregão desta sexta-feira (11) próximo da estabilidade, após subir quase 1% na véspera. O movimento tímido acompanha a cautela vista nos mercados mundiais, que aguardam novidades sobre a discussão sobre o teto da dívida dos EUA - vale lembrar que as bolsas de Europa e EUA subiram mais de 2% na véspera. Com os mercados em "stand by" aguardando o desenrolar das discussões entre Barack Obama e John Boehner sobre um aumento temporário no teto da dívida dos EUA, o benchmark da bolsa brasileira marcava leve alta de 0,14%, a 53.071 pontos, segundo cotação das 10h32 (horário de Brasília).

Entre as maiores altas do Ibovespa, destaque para a LLX Logística (LLXL3, R$ 1,51, +10,39%) na ponta positiva, seguida por Oi (OIBR3, R$ 4,25, +0,95%OIBR4, R$ 4,03, +0,75%) e Marfrig (MRFG3, R$ 5,36, +0,75%). O frigorífico avança após marcar seu menor patamar histórico na véspera e ainda acumula baixa de mais de 11,0% neste mês. 

Na ponta negativa, ALL (ALLL3, R$ 8,41, -3,56%) estende as perdas do índice com o imbróglio com a Cosan (CSAN3, R$ 43,54, +0,02%). Apesar da questão, a sucroalcooleira não opera em queda, diferente da véspera, quando as duas ações figuraram entre as mairoes quedas do índice.

Obama e Boehner discutem teto da dívida
As discussões sobre o aumento no teto da dívida norte-americana ganham forças com Barack Obama e John Boehner discutindo a questão. A possibilidade de algum decisão ser tomada durante o final de semana contribuiu para o movimento morno nas bolsas mundiais, com investidores temerosos em manter suas posições sem saber o que pode ocorrer nestes 2 dias.

Em entrevista à Reuters, o deputado Pete Sessions disse que um acordo pode ser feito ainda nesta sexta-feira. Durante a noite, Obama e Boehner prosseguiram com a reunião para tentar chegar a um acordo sobre o aumento temporário no teto da dívida, que colocaria fim à paralisação do governo que já entra no seu 11º dia, e havia sido rejeitada pelo presidente mais cedo.

Para os mercados, mesmo sem um acordo, o fato de os dois lados do governo norte-americano estarem conversando e mostrando progressos sobre o assunto já é animador, uma vez que o prazo para elevar o teto da dívida antes que o país enfrente um default se aproxima - o secretário do Tesouro, Jack Lew, diz que o aumento tem que ser feito até 17 de outubro.

Ainda por lá, a agenda econômica mostra uma série de indicadores. O departamento de agricultura apresenta a estimativa de oferta e demanda agrícola mundial, enquanto a universidade de Michigan apresenta a preliminar dos dados da confiança do consumidor em outubro. Fechando a agenda do dia, saem os números das vendas do varejo em setembro e os estoques empresariais em agosto.

China deve crescer mais de 7,5% em 2013
O vice-presidente do Banco Central chinês disse que a economia do país deve avançar mais de 7,5% neste ano. Yi Gang comentou ainda que o governo tem sob controle o sistema bancário e os problemas de dívida. O PIB (Produto Interno Bruto) do país no terceiro trimestre será divulgado na próxima sexta-feira (18) e analistas esperam avanço de 7,8% em relação ao ano anterior.

Também ajudaram a impulsiona o índice chinês Shanghai as ações de empresas ligadas à zona franca inaugurada recentemente em Xangai e as fabricantes de automóveis, uma vez que um indicador mostrou aumento de 19,7% nas vendas de automóveis na China em setembro.

Alemanha e bancos dos EUA
Na Europa, a agenda econômica fraca apresentou os preços ao consumidor alemão em setembro, que mantiveram-se estáveis na comparação mensal, mas subiram 1,4% e relação ao mesmo mês do ano anterior.

Já nos EUA, o JPMorgan registrou prejuízo de US$ 380 milhões no terceiro trimestre, com maiores gastos com despesas legais. Já o Wells Fargo apresentou aumento em seu lucro trimestral, que atingiu US$ 5,32 bilhões.

 

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