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Sem novidades nos EUA, Ibovespa passa a mostrar queda, puxada por blue chips

Das 10 ações com maior participação no índice, apenas 1 delas opera no positivo; destaque para as quedas de OGX e Banco do Brasil

painel com cotações
(Divulgação)

SÃO PAULO - A ausência de novidades sobre a situação da dívida dos EUA e a queda recente do mercado acionário colaborou para que o Ibovespa começasse o dia bem bem próximo da estabilidade. No entanto, a partir das 10h30 (horário de Brasília), horário em que a bolsa norte-americana começa suas negociações, o principal índice de ações da BM&FBovespa passou a operar no campo negativo - embora com oscilações modestas se comparada com a queda de 0,82% do último pregão. Segundo cotação das 10h44, o benchmark da nossa bolsa recuava 0,23%, a 52.295 pontos.

O desempenho negativo das principais ações do Ibovespa ajudam a manter o índice no vermelho. Neste momento, os 10 papéis com maior participação no benchmark registram queda, com exceção apenas para a ação PN do Bradesco (BBDC4, R$ 30,79, +0,13%). Dentre as perdedoras, destaque para o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 26,01, -1,18%), que recua mais de 1% após o Citi rebaixar a recomendação deles para neutra, e também para a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,19, -5,00%), que por conta do baixo de valor de face da ação registra nesta sessão oscilações de 5% para cada centavo que ela subir ou cair.

No lado positivo, destaque para a Oi (OIBR3, R$ 3,85, +3,22%; OIBR4, R$ 3,62, +1,69%), que lidera os ganhos do índice, mas apesar da alta neste momento, acumula perdas de mais de 16% somente neste mês.

Impasse continua nos EUA
Nos EUA, o impasse sobre o aumento no teto da dívida do país colabora com a cautela, com os rendimentos dos títulos públicos subindo, enquanto o mercado não espera uma solução ainda nesta semana - o Congresso tem até o dia 17 de outubro para resolver a questão, ou o país correrá sério risco de enfrentar um default nas contas públicas.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) disse, em seu relatório sobre panorama econômico global, que um calote dos EUA deve afetar a economia mundial e pediu para o Congresso do país entrar em um acordo para aumentar o teto da dívida. O relatório apontou ainda que o FMI espera que o Federal Reserve seja claro e cuidadoso ao iniciar a retirada do Quantitative Easing 3 - programa bilionário de compra de títulos pelo governo dos EUA.

Agenda econômica
Nesta sessão, destaque para o começo da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na qual economistas esperam que o Banco Central aumente novamente a taxa Selic, dessa vez em 0,5 ponto percentual. 

Ainda por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), que subiu 1,36% em setembro, ante alta de 0,46% no mês anterior, e o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal), que subiu 0,08 ponto percentual a mais do que na divulgação anterior, com 0,38% em 7 de outubro.

Na Europa, a agenda de indicadores apresentou os pedidos à indústria alemã, que recuaram 0,3% em agosto, ante expectativa de expansão de 1,2%, além da balança comercial, que ficou positiva na Alemanha e negativa na França. Já na Inglaterra, as vendas no varejo recuaram pelo segundo mês consecutivo.

Já na China, o PMI de serviços recuou para 52,4 em setembro, indicando menor recuperação do setor, que ainda está no campo do crescimento - valores acima de 50 indicam expansão no setor e abaixo, contração. No Japão, o sentimento dos economistas subiu de 51,2 em agosto para 52,8 em setembro, superando as expectativas de 52,2. Já o superávit em conta corrente japonês ficou em 161,5 bilhões de ienes em agosto, abaixo das projeções do mercado.

Nos Estados Unidos, destaque para o discurso de Charles Plosser, presidente do Federal Reserve em Filadélfia, que falará sobre a conjuntura econômica do país.

 

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