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Ibovespa caminha para terceira queda consecutiva, com pressão da Petrobras

Índice destoa dos mercados internacionais; Moody's rebaixou rating da petroleira na véspera

Bovespa - mesa - corretores - mercado financeiro
(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - O Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira (4), seguindo as perdas de duas sessões negativas. Em dia de agenda econômica vazia após o cancelamento da divulgação do relatório de emprego nos EUA, os investidores voltam as suas atenções ao Quantitative Easing 3 - programa bilionário de compra de títulos -, com os discursos de membros do Federal Reserve. Às 10h21 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,32%, a 52.321 pontos.

A Petrobras (PETR3, R$ 17,08, -0,52%; PETR4, R$ 18,36, -0,97%) recua forte após a agência de classificação de risco Moody's rebaixar o rating da petroleira. A agência citou a elevada alavancagem financeira da empresa e a fraqueza de seu fluxo de caixa nos próximos anos em relatório. A Vale (VALE3, R$ 33,97, -0,21%; VALE5; R$ 31,30, -0,48%) também opera no negativo, e juntas, as companhias pressionam o Ibovespa, uma vez que respondem por mais de 20% de participação na composição do índice.

Já na ponta positiva, a Oi (OIBR3, R$ 4,18, +2,45%; OIBR4, R$ 3,95, +2,60%) mostram a maior alta, impulsionada pela notícia de que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) teria decidido participar da capitalização da Oi e assim apoiar a fusão da companhia com a Portugal Telecom, anunciada nesta semana. Ainda sobre o assunto, o Barclays elevou o preço-alvo da companhia em mais de 100%.

Discursos nos EUA
Em discurso, Richard Fisher, presidente do Fed de Dallas, disse que Ben Bernanke tem questionado a eficácia do Quantitative Easing 3 - programa bilionário de compra de títulos para estimular a economia. Fisher é contra o programa de estímulo e disse ainda não estar sozinho em sua posição. Ainda nesta sexta, discursarão Jeffrey Lacker, do Fed de Richmond e apontado como possível vice-presidente do Federal Reserve no próximo ano e William Dudley, do Fed de Nova York.

Ainda sobre discursos e EUA, durante a noite, Christine Lagarde, diretora do FMI (Fundo Monetário Internacional) disse que uma falha no aumento até 17 de outubro pode afetar a economia mundial e fazer a economia dos EUA recuar mais de 2% neste ano.

O presidente norte-americano, Barack Obama, cancelou uma visita que faria à Ásia, para acompanhar o desenrolar dos debates no país

Política italiana e indicadores europeus
Na Itália, o índice italiano FTSE MIB avança mais de 1%, na data em que o Senado votará a expulsão de Silvio Berlusconi da política após o ex-premiê ser condenado por fraude fiscal. A votação ocorrerá após uma semana tumultuada para a política do país, com Berlusconi ameaçando derrubar o governo de Enrico Letta e ministros de seu partido renunciarem. Apesar das ameaças, Berlusconi voltou atrás e Letta ganhou um voto de confiança na última quarta-feira (2).

Já na agenda de indicadores da Europa, destaque para o PPI (Índice de Preços ao Produtor) da zona do euro, que ficou estável em agosto ante julho, mas registrando queda de 0,8% na comparação com o mesmo período de 2012. 

BoJ mantém política monetária
Na Ásia, o índice japonês Nikkei encerrou o pregão em seu menor patamar desde 9 de setembro, com queda de 0,94%, a 14.024 pontos, após chegar a ficar abaixo dos 14.000 pontos durante a sessão. Por lá, o Bank of Japan encerrou sua reunião de dois dias, mantendo sua política monetária e revisando para cima suas despesas de capital.

O BC disse ainda que a economia do país tem avançado de forma moderada, e que não vê necessidade de medidas adicionais para balancear o aumento no imposto sobre vendas no próximo ano.

 

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