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Ibovespa mantém queda da manhã, prejudicado por forte desvalorização da OGX

Benchmark da bolsa brasileira recuou nos dois últimos pregões; Siderúrgicas e mineradoras sobem mais de 1%

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(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - Enquanto o mercado norte-americano virou para alta nesta quinta-feira (26), o Ibovespa permanece no campo negativo, intensificando a tendência vista nas últimas duas sessões. Às 13h20 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,85%, a 53.802 pontos, somando perdas de 0,57% neste semana.

Na ponta negativa do índice, a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,30, -18,92%) apresenta a maior queda dentre as 73 ações que fazem parte do Ibovespa, em meio aos rumores de que a empresa poderá dar um calote em seus credores. No terreno positivo, aparece outra empresa do Grupo EBX, de Eike Batista: a MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,69, +1,20%). Na noite anterior, foi anunciado ao mercado que a empresa está em negociação com a Vetria Mineração, da Triunfo (TPIS3) e ALL (ALLL3), para venda de ativos ou direitos minerários do seu projeto em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

Ainda entre as empresas que tentam sustentar o índice, destaque para as siderúrgicas e mineradoras: CSN (CSNA3, R$ 9,69, +2,54%), Usiminas (USIM3, R$ 10,37 +1,77%; USIM5, R$ 10,52, +1,25%), Gerdau (GGBR4, R$ 17,07, +1,61%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 21,38, +1,33%). Juntas, as 4 empresas possuem 6,4% de participação no índice.

Neste momento, as maiores quedas do índice são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 0,31 -16,22 -92,92 89,66M
 CESP6 CESP PNB 23,41 -2,46 +29,10 13,72M
 AEDU3 ANHANGUERA ON 13,26 -2,21 +15,10 13,04M
 KROT3 KROTON ON 31,51 -1,99 +38,27 21,26M
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 12,65 -1,94 -6,33 81,12M

E as maiores altas:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 HGTX3 CIA HERING ON 35,15 +2,93 -14,46 25,31M
 CSNA3 SID NACIONAL ON 9,67 +2,33 -12,38 52,89M
 GOLL4 GOL PN N2 10,58 +2,12 -17,98 6,25M
 GGBR4 GERDAU PN 17,11 +1,85 -3,88 42,23M
 GOAU4 GERDAU MET PN 21,44 +1,61 -5,64 6,99M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Dívida norte-americana em foco
Lá fora, as bolsas passam a mostrar alta depois de uma reação tímida aos indicadores econômicos dos Estados Unidos, refletindo as novidades positivas acerca do impasse do teto da dívida norte-americana. Segundo reportagem da agência de notícias Reuters, o republicano Jeff Sessions afirmou que não haverá nenhum "default" do governo dos EUA. 

Além disso, o presidente da Câmara John Boehner disse que uma proposta republicana está chegando com o intuito de segurar os cortes de gastos do governo e aumentar o limite da dívida do país. Com a notícia, os principais índices acionários norte-americanos - Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq - mostram altas entre 0,5% e 0,8%, enquanto na Europa a maioria das bolsas opera entre leve alta e estabilidade, com exceção apenas para o FTSE MIB de Milão, que segue com queda de quase 1% em meio ao impasse político na Itália.

O impasse sobre o teto da dívida norte-americana continua. O Senado aprovou o orçamento do país para o próximo ano fiscal, que começa em 1º de outubro, incluindo capital para o plano de recuperação da saúde pública de Barack Obama, o que pode impedir a aprovação do orçamento pelos opositores. Os dois lados não indicam que entrarão em acordo em breve, o que pode deixar o governo sem dinheiro em meados de outubro, segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Jack Lew.

PIB dos EUA cresce 2,5%
A terceira e última prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano do 2º trimestre ficou conforme o registrado na segunda prévia, com avanço de 2,5%. As expectativas do mercado giravam entre 2,6% e 2,7%.

Já o Initial Claims, indicador que mensura a quantidade de pedidos de auxílio-desemprego semanalmente, veio melhor que o esperado ao mostrar 305 mil solicitações na semana finda em 21 de setembro, ante expectativa de 325 mil, após atingir 310 mil pedidos no período anterior. Já o Pending Home Sales, que mensura as vendas pendentes de moradias, recuou 1,6%, para 107,7 em agosto. A expectativa era de queda de 1,0%.

Desemprego cai no Brasil
Por aqui, a taxa de desemprego caiu para 5,3% em agosto, mostrando seu melhor resultado desde dezembro, com alta no rendimento da população após cinco meses de queda, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Por outro lado, a confiança da indústria recuou 1%, de 99,0 pontos para 98,0 pontos em setembro, aponta a FGV (Fundação Getulio Vargas).

Berlusconi afeta bolsa italiana
Na Europa, Silvio Berlusconi ameaça novamente a política italiana, ao convocar seus aliados a retirarem-se em massa do Parlamento, em protesto contra a possibilidade do ex-premiê ser expulso da política após ser condenado por fraudes fiscais. Berlusconi já havia dito que derrubaria o atual governo italiano caso fosse retirado da política.

Ainda na Itália, as vendas no varejo em julho caíram 0,3%, ante projeções de aumento de 0,3%. No mês anterior, o indicador também recuou. 

Já na França, a confiança do consumidor ficou em linha com a expectativa, mesmo resultado visto no PIB britânico, que apontou crescimento de 0,7% no segundo trimestre, mantendo o mesmo valor apurado nas preliminares do indicador. No entanto, um déficit em conta corrente pior do que o esperado na Grã-Bretanha pesa sobre os mercados, e derruba a cotação da libra esterlina em relação ao dólar.

 

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