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Bancos e petrolíferas derrubam Ibovespa, que cai forte pela 2ª vez seguida

Agenda econômica fraca desanima investidores após semana agitada com olhos nos EUA

Financeiro Bovespa
(Agência Brasil)

SÃO PAULO - Após uma semana agitada, com a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) levando os principais índices acionários mundiais à um rali de alta, os mercados arrefecem o apetite por risco nesta sexta-feira (20), em boa parte realizando os ganhos acumulados nas últimas sessões. Por aqui, por volta das 13h35 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 1,25%, a 54.406 pontos.

O índice é pressionado por ações com forte participação em sua composição, como Petrobras (PETR3, R$ 17,52, -2,40%, PETR4, R$ 18,85, -1,62%), OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,39, -2,50%), Vale (VALE3, R$ 35,69, -1,90%; VALE5, R$ 32,46, -0,43,%) e BM&FBovespa (BVMF3, R$ 12,71, -2,16%).

Juntas, as 4 empresas possuem 29% de participação no índice. Além delas, os bancos Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 31,66, -1,98%), Bradesco (BBDC3, R$ 35,32, -1,53%; BBDC4, R$ 30,77, -1,91%), Santander (SANB11, R$ 14,35, -2,18%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 25,24, -1,41%) também pesam, com 13% de participação.

Neste momento, apenas 4 ações do Ibovespa registram alta maior que 1%, com destaque para Oi (OIBR3, R$ 5,23, +1,55%; OIBR4, R$ 4,87, +1,67%), que entrou para o índice de sustentabilidade.

Indicadores e discursos
Por aqui, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) acelerou para 0,27% em setembro, ante alta de 0,16% em agosto. Com isso, o índice de preços acumula alta de 5,93% nos últimos doze meses e de 3,97% neste ano, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Já no exterior, com a fraca agenda econômica, um dos focos do mercado é a eleição geral que será realizada domingo (22), na Alemanha. Nesta manhã, em entrevista à Bloomberg, James Bullard, já sinalizou que uma pequena redução do Quantitative Easing III é possível e que não faltou muito para que o BC reduzisse na reunião encerrada na última terça-feira (18). Ainda segundo Bullard, dados econômicos podem levar o Federal Reserve a recuar na compra de títulos em outubro.

Política na Europa
Na Europa, a confiança do consumidor na zona do euro melhorou para -14,9 pontos em setembro, seu maior patamar em dois anos. Na Alemanha, uma pesquisa sobre a intenção de voto para as eleições de domingo aponta que a coalizão de centro-direita da atual chanceler, Angela Merkel, tem leve vantagem sobre os adversários.

Já na Itália, o polêmico ex-premiê Silvio Berlusconi disse que manterá o apoio à coalizão que governa o país, com Enrico Letta como primeiro-ministro. Em meio à uma condenação por fraude fiscal, Berlusconi corre o risco de ser expulso da política e vinha ameaçando derrubar o governo de Letta caso fosse retirado da política. No entanto, o ex-premiê disse a jornalistas na última quinta-feira (19) que derrubar o governo desestabilizaria ainda mais o país e que manterá seu apoio, por enquanto.

 

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