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Petro busca acerto com chinesa; OSX planeja demissões e indica mais 2 conselheiros

Governo federal analisa consórcio com Sinpec para primeiro leilão de petróleo do pré-sal; Gol afirma que vai recorrer da decisão do TRT sobre demissões

OSX
(Wikipédia)

SÃO PAULO - Após uma semana bastante positiva para o Ibovespa, o noticiário corporativo segue agitado para grandes companhias. Em destaque, está mais uma vez a Petrobras (PETR3;PETR4). Além de ser um alvo de espionagem pela agência de inteligência norte-americana NSA, ganhou destaque a notícia publicada no último domingo pelo jornal Folha de S. Paulo, de que o governo federal analisa formar um consórcio com a chinesa Sinopec para o primeiro leilão de petróleo do pré-sal pelo regime de partilha. 

A entrada da Sinopec no consórcio pode envolver ainda um acordo para o financiamento do pagamento da parcela de bônus devido pela petrolífera brasileira, o que diminuiria as pressões sobre o caixa da estatal. O valor total do bônus a ser pago pelo consórcio que vencer é de R$ 15 bilhões; considerando os 30% de pagamento previstos em lei, o pagamento seria de R$ 4,5 bilhões ao Tesouro Nacional. As negociações com os chineses garantiriam fornecimento de óleo à China, sendo o principal motivo para o país participar do leilão.

OSX planeja demitir 40% dos funcionários
De acordo com a mesma publicação, a OSX Brasil (OSXB3) estaria dando um início a um programa de corte de pessoal que levará a demissão de 40% dos funcionários, com o objetivo de economizar até R$ 10 milhões por mês.

Segundo a mesma publicação, espera-se o desligamento de quase 300 pessoas, de um total de 700 funcionários. A situação da companhia é bastante complicada, desde que a OGX Petróleo (OGXP3) deixou de fazer investimentos adicionais em quatro campos de petróleo em julho; a OSX teve cinco encomendas canceladas e ficou com duas plataformas ociosas. 

Procurada pela Folha, a OSX afirmou que entrou em agosto em fase de "extrema disciplina financeira" e que diversas ações estão sendo analisadas. 

Além dos planos de demissão, a companhia ganha destaque por ter indicado para deliberação na assembleia desta próxima quarta-feira (11), a eleição de novos membros do conselho de administração da companhia, de modo a ocupar os cargos deixados vagos em razão das renúncias de Rodolpho Tourinho Neto, Samir Zraick, Luiz do Amaral de França Pereira, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro e Aziz Ben Ammar.

Julio Alfredo Klein Junior, Fabio de Oliveira Moser e Euchério Lerner Rodrigues foram os indicados para conselheiros independentes; o nome de Klein Junior já constava como uma das indicações. Vale lembrar que, em meados de julho, a BM&FBovespa notificou a OSX de que ela tinha dois meses para se adequar às regras do Novo Mercado que prevê que as companhias tenham pelo menos cinco integrantes em seu conselho de administração, sendo pelo menos dois conselheiros independentes. 

Presidente da Telebras acumulará cargo de diretor de RI
A Telebras (TELB3;TELB4) anunciou que o presidente da empresa, Caio Cezar Rodrigues, acumulará interinamente a função de diretor de relações com investidores da companhia. Isso ocorre após a saída do então diretor de RI, Bolívar Tarragó Moura Neto.

GOL afirma que vai recorrer da decisão do TRT do Rio
A Gol (GOLL4) prestou esclarecimentos ao mercado sobre notícia veiculada no jornal O Estado de S. Paulo. Na notícia, constava que a  8ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região do Rio de Janeira manteve decisão do juízo de primeiro grau que determinou a reintegração de 850 empregados da Webjet desligados pela Gol. 

Além disso, a decisão também manteve a condenação por danos morais coletivos fixados em R$ R$ 1 milhão, e elevou de R$ 100 para R$ 1.000 a multa diária por trabalhador não reintegrado. Adicionalmente, a decisão do TRT/RJ autorizou a execução provisória da multa.

A companhia informou que pretende recorrer da decisão do TRT/RJ, com base na sua incompatibilidade com a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), e que pretende continuar a se defender na ação civil pública. A Gol afirmou ainda que realizou negociações com os funcionários desligados da Webjet, tendo oferecido um conjunto de termos financeiros, antes do desligamento definitivo, mas não logrou um acordo com os funcionários. Por esta razão, a Companhia julga que os desligamentos observaram as regras aplicáveis.

Cade aprova aquisição da Previlab pela Dasa
A Dasa (DASA3) informou que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a aquisição da Previlab Análises Clínicas pela companhia. A autarquia determinou apenas a limitação na abrangência geográfica da cláusula de não-concorrência pactuada com os vendedores.

 

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