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Ibovespa sobe 1,7% com arrancada da OGX e dados dos EUA

Mundo "X" lidera ganhos com disparada de 24% da OGX; Entre os indicadores, taxa de desemprego nos EUA recua para menor nível desde dezembro

ações - mesa - bolsa de valores - Bovespa - cotações
(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - O Ibovespa segue o otimismo visto nos dois últimos pregões e abre em alta nesta sexta-feira (6). Com o noticiário corporativo agitado para as empresas do Grupo EBX, queda na taxa de desemprego nos EUA e inflação dentro do esperado no Brasil, o benchmark da bolsa brasileira, que chegou a atingir alta de 3,36% (54.112 pontos) na máxima do dia, subia 1,74% às 11h42 (horário de Brasília), a 53.264 pontos.

Em meio ao dia já positivo, a OGX Petróleo (OGXP3) sobe 24,39%, cotada a R$ 0,51, após o anúncio de que a companhia exerceu a 'put' de US$ 1 bilhão concedida por Eike Batista, com preço de exercício de R$ 6,30. Na máxima do dia, os papéis subiram 48,78%, R$ 0,61. As outras empresas do grupo EBX sustentam a ponta positiva do índice, com LLX Logística (LLXL3, R$ 1,69, +1,81%) e MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,64, +2,33%).

Compõem as maiores altas do índice ainda as ações da Gol (GOLL4), Rossi (RSID3), Eletropaulo (ELPL4) e Gafisa (GFSA3), que registram valorizações de 4,13%, 2,74%, 2,03% e 1,94%, respectivamente, sendo cotadas a R$ 9,84, R$ 3,00, R$ 8,54 e R$ 3,16. 

Emprego nos EUA e inflação no Brasil
Entre as referências econômicas, nos EUA, apesar da criação de novos postos de trabalho menor do que a esperada em agosto, com adição de 169 mil novos postos - analistas acreditavam em mais 177 mil empregos -, a taxa de desemprego caiu para 7,3% no mês, menor nível desde dezembro de 2008.

Os dados do mercado de trabalho norte-americano têm ganhado cada vez mais atenção, uma vez que são um dos balizadores das decisões do Federal Reserve sobre a possibilidade de começar a retirar o Quantitative Easing 3 - programa bilionário de estímulo monetário, que envolve a compra de até US$ 85 bilhões em títulos pelo governo. Em discurso nesta manhã, Charles Evans, presidente do Fed de Chicago e um dos membros votantes, disse esperar que a redução termine em meados de 2014 e vê uma elevação da taxa de juros apenas em 2015. Mais tarde, a presidente do Fed do Kansas, Esther George, discursará.

Por aqui, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo) registrou alta de 0,24%, quase em linha com as estimativas de analistas, de 0,25%. Nos últimos 12 meses, a inflação brasileira acumula alta de 6,09%, abaixo do teto da meta do governo para este ano - a meta é de 4,5%, sendo tolerável dois pontos percentuais de diferença para baixo ou para cima. 

G20 e indicadores
Já na Europa, a reunião do G20 traz certo alívio aos mercados, com as nações divididas entre apoiar ou não os EUA em uma ação militar na Síria, após o governo norte-americano acusar o presidente sírio, Bashar al-Assad, de usar armas químicas contra rebeldes em Damasco, causando a morte de centenas de pessoas. Os EUA buscam apoio para a ação, com o presidente Barack Obama inclusive pedindo autorização no Senado norte-americano para ordenar um ataque que seria limitado e não incluiria invasão por terra. Rússia, China e Reino Unido posicionaram-se contra a ação, enquanto a França apoia os EUA.

Ainda no Velho Continente, a retração no PIB (Produto Interno Bruto) da Grécia vista no segundo trimestre foi de 3,8%, ante contração de 4,6% vista em dados preliminares. Também como referência positiva aparece o setor financeiro alemão, com a agência de classificação de risco Moody's alterando sua visão sobre o setor de negativa para estável, após 5 anos de projeção negativa.

Por outro lado, a produção industrial alemã caiu 1,7% em julho, ante expectativa de recuo de 0,3%. Na Grã Bretanha o mesmo indicador mostrou estabilidade após subir 1,3% em junho, ao passo que analistas aguardavam aumento de 0,2% em julho.

Shanghai em alta
Já na Ásia, o índice Shanghai fechou em seu maior patamar em 11 semanas, com alta de 0,83% a 2.139 pontos, com esperanças sobre uma reforma financeira no país. Os demais índices asiáticos seguiram o tom, fechando em alta, com exceção do benchmark japonês, que retraiu 1,45% nesta sessão com o fortalecimento do iene perante o dólar levando o índice acionário para baixo dos 14.000 pontos.

 

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