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Ibovespa vira para queda com possível operação militar na Síria

Queda de siderúrgicas e blue-chips derrubam índice; índices dos EUA diminuem ganhos

Financeiro Bovespa
(Agência Brasil)

SÃO PAULO - Após iniciar no positivo, estendendo os fortes ganhos vistos na véspera, o Ibovespa opera em queda, com siderúrgicas e blue-chips operando no vermelho. Apesar de dados animadores vindos dos EUA e da Europa, o benchmark da bolsa brasileira espelha-se nas indicações negativas e descola do movimento altista norte-americano. Às 13h10 (horário de Brasília), o principal índice acionário da Bovespa recuava 0,19%, a 51.736 pontos.

Após registrar alta impulsionadas por dados positivos na China, as ações das siderúrgicas CSN (CSNA3, R$ 8,85, -0,23%) e Usiminas (USIM3, R$ 10,29, -1,44%; USIM5, R$ 10,44, -1,04%) pesam sobre o índice. Ainda na ponta negativa, destaque para Anhanguera (AEDU3, R$ 13,83, -3,42%), Gol (GOLL4, R$ 8,68, -2,36%), Ambev (AMBV4, R$ 81,70, -3,02%), Souza Cruz (CRUZ3, R$ 25,20,-2,33%) e MRV (MRVE3, R$ 8,53, -2,63%)

As empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, apresentam caminhos opostos: enquanto a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,42, +5,00%) figura entre as maiores altas, no terreno positivo por toda a sessão, a MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,22, -1,77%) e a LLX Logística (LLXL3, R$ 1,62, 0,00%) arrefecem os ganhos vistos mais cedo.

Síria pesa nos EUA
Nos EUA, os principais índices acionários operavam em forte alta, com dados do setor industrial e de gastos com construção acima do esperado, mas arrefecem após declarações de John Boehner, que disse apoiar um ataque bélico dos EUA na Síria. Às 15h30, os secretários de estado e de defesa norte-americanos, John Kerry e Chuck Hagel discursarão no Congresso, enquanto o presidente Barack Obama espera o apoio dos parlamentares para realizar a operação na Síria, após acusações de que um ataque mortal feito com armas químicas contra rebeldes em Damasco foi comandado pelo governo de Bashar al-Assad.

Por lá, o PMI industrial do país ficou em 53,1 em agosto - apesar de abaixo das prévias, o valor mantém o clima otimista no setor, mostrando crescimento. Já o ISM Index subiu para 55,7 em agosto, seu maior nível em 26 meses, ante projeções de 53,6. Os gastos com construção nos EUA também subiram em julho, com alta de 0,6%, ante previsão de 0,5% de alta após estabilidade no mês anterior.

Indicadores mistos na Europa
Na Europa, indicadores mistos dão o tom de incerteza e volatilidade nesta sessão, alternando entre leves altas e quedas nos principais índices acionários. Por lá, o número de desempregados na Espanha não mostrou alteração em agosto, totalizando 4,7 milhões, enquanto esperava-se queda de pelo menos 5 mil no número de pessoas desocupadas. Na Itália, as tensões políticas influenciaram negativamente na tomada de medidas sobre o déficit público do país, que atingiu € 9,2 bilhões de euros.

Por outro lado, os preços ao produtor na zona do euro em julho subiram 0,3%, melhor do que o esperado, de 0,2%. Com os indicadores mistos, os índices acionários operam entre perdas e leves ganhos, após forte rali visto na véspera. Ainda entre as notícias positivas, a Microsoft confirmou que pagará € 5,44 bilhões pelo negócio de celulares da Nokia, o que impulsiona as ações da última companhia para uma alta de mais de 40%. O acordo deve ser fechado no início de 2014 e deve ser benéfico para ambas companhias, apontam analistas ouvidos pelo portal CNBC.

Já na Ásia, os PMIs (Purchase Managers Index) vistos nesta semana na China estimularam os investidores. Na China, após o índice industrial oficial do país atingir seu maior nível em seis meses, o PMI do setor de serviços chinês ficou levemente abaixo do que o registrado no mês anterior, com 53,9, ante julho, mas ainda permanece acima da marca de 50, que separa contração de crescimento econômico.

 

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