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Ibovespa opera em alta após melhor pregão desde julho de 2012

Na véspera, forte apetite por risco levou índice a fechar com alta de 3,65%; OGX permanece como maior alta do índice

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - Após registrar seu melhor fechamento desde julho de 2012, com alta de 3,65% a 51.835 pontos na véspera, o Ibovespa mantém o otimismo nesta terça-feira (3), repercutindo diversos indicadores mundiais. Às 10h24 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 0,53%, a 52.108 pontos.

Já nos EUA, após o feriado do dia do trabalho, que esticou o final de semana dos americanos e manteve Wall Street fechada no primeiro dia útil de setembro, os investidores retomam o apetite por risco, com os contratos futuros dos EUA apresentando alta, após a divulgação do PMI industrial do país em agosto, com 53,1, que apesar de abaixo das prévias, mantém o clima otimista no setor. Às 11h, serão divulgados o índice industrial ISM e os gastos com construção.

Após disparar mais de 30% na véspera, a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,41, +2,50%) apresenta a maior alta do Ibovespa novamente, acompanhada no terreno positivo pelas outras empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, que pertencem ao Ibovespa: LLX Logística (LLXL3, R$ 1,64, +1,23%) e MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,28, +0,88%).

Também operam na ponta positiva Oi (OIBR3, R$ 4,21, +1,69%OIBR4, R$ 3,82, +2,14%), Rossi (RSID3, R$ 2,90, +1,75%), e Eletrobras (ELET3, R$ 5,28, +1,54%; ELET6, R$ 9,45, +1,07%).

Por outro lado, as ações da Anhanguera (AEDU3, R$ 14,15, -1,19%) e da Kroton (KROT3, R$ 32,55, -0,91%) são as maiores quedas no índice, após estrearem na véspera no Ibovespa com alta de 3,39% e 2,66%, respectivamente.

Dia também positivo na Ásia, com os PMIs (Purchase Managers Index) vistos nesta semana na China estimulando os investidores. Na China, após o índice industrial oficial do país atingir seu maior nível em seis meses, o PMI do setor de serviços chinês ficou levemente abaixo do que o registrado no mês anterior, com 53,9, ante julho, mas ainda permanece acima da marca de 50, que separa contração de crescimento econômico.

Os dados melhores do que o esperado na China e EUA "mascaram" a queda na produção industrial brasileira, que recuou 2% em julho - analistas esperavam queda de 1,3% -, devolvendo os ganhos vistos em junho.

Indicadores mistos na Europa
Na Europa, indicadores mistos dão o tom de incerteza e volatilidade nesta sessão, alternando entre leves altas e quedas nos principais índices acionários. Por lá, o número de desempregados na Espanha não mostrou alteração em agosto, totalizando 4,7 milhões, enquanto esperava-se queda de pelo menos 5 mil no número de pessoas desocupadas. Na Itália, as tensões políticas influenciaram negativamente na tomada de medidas sobre o déficit público do país, que atingiu € 9,2 bilhões de euros.

Por outro lado, os preços ao produtor na zona do euro em julho subiram 0,3%, melhor do que o esperado, de 0,2%. Com os indicadores mistos, os índices acionários operam entre perdas e leves ganhos, após forte rali visto na véspera. Ainda entre as notícias positivas, a Microsoft confirmou que pagará € 5,44 bilhões pelo negócio de celulares da Nokia, o que impulsiona as ações da última companhia para uma alta de mais de 40%. O acordo deve ser fechado no início de 2014 e deve ser benéfico para ambas companhias, apontam analistas ouvidos pelo portal CNBC.

 

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