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O rali não para: Ibovespa sobe 2% com Petro, mundo X e imobiliárias em alta

Estatal sobe mais de 2% após balanço, enquanto PDG, Rossi, OGX e LLX sobem mais de 4%; apenas uma das 71 ações do índice operam em queda neste momento

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - O Ibovespa estende os ganhos das últimas sessões e já opera com alta de 2% na manhã desta segunda-feira (12) - às 10h40 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira avançava 2,00% a 50.870 pontos. Dessa forma, o índice já acumula ganhos de 12% desde o começo de julho e segue nos seus maiores patamares dos últimos 2 meses.

A Petrobras (PETR3, PETR4) contribui para o movimento positivo do Ibovespa, com as ações ordinárias e preferenciais subindo 2,92% e 2,69%, respectivamente, a R$ 16,55 e R$ 17,54 - juntas, elas respondem por cerca de 10% do índice. A petrolífera agita o noticiário desta manhã, com acusações de propina, descoberta de óleo, contratos bilionários e a renúncia ao direito de preferência para os debêntures da Sete Brasil. Além disso, a companhia divulgou seu resultado trimestral na noite de sexta-feira, reportando lucro líquido de R$ 5,68 bilhões, acima da expectativa do mercado - reflexo de uma nova contabilidade para amenizar os efeitos da variação cambial no balanço. 

A OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,61, +3,39%)  também figura entre as maiores altas, assim como outra empresa do Grupo EBX - a LLX Logística (LLXL3, R$ 1,09, +6,86%). A petrolífera de Eike Batista comunicou nesta manhã que obteve licença ambiental para produção e escoamento do petróleo dos campos de Tubarão Martelo e Rêmora.

O setor imobiliário também figura entre as maiores altas. A Gafisa (GFSA3) divulgou seu balanço antes do pregão, com prejuízo de R$ 14,144 milhões, com cancelamento de contratos e queda anual nas vendas, o que eliminou o lucro visto no mesmo período do ano passado. As ações da companhia sobem 4,12%, a R$ 3,03 neste momento e impulsionam outras companhias do setor, como PDG (PDGR3, R$ 1,90, +5,56%), Rossi (RSID3, R$ 2,99, +4,18%) e MRV (MRVE3, R$ 7,76, +2,78%). Juntas, as 4 ações respondem por 6% da composição do índice.

A Gol (GOLL4, R$ 7,82, +4,97%) também opera entre as maiores altas do Ibovespa, acumulando ganhos de 13% nos últimos três pregões. A companhia aérea divulga seu resultado trimestral nesta noite.

Vale mencionar que, neste momento, apenas uma das 71 ações do índice operam no vermelho: a Embraer (EMBR3, R$19,07, -0,10%).

Noticiário econômico
Entre as referências econômicas brasileiras, o relatório Focus do Banco Central mostrou menor projeção para o PIB (Produto Interno Bruto), com 2,21% ao final do ano. O relatório apontou ainda estabilidade na projeção para a Selic, que segundo o compilado, deve atingir 9,25% neste ano e aumentou sua expectativa para a taxa de câmbio, a R$ 2,23 em 2013.

Nesta semana, diversos países da zona do euro divulgarão as prévias de crescimento do segundo trimestre, a começar pela Grécia, que registrou contração de 4,6% na economia durante o período, ante expectativa de recuo de 5% - o país enfrenta seu sexto ano de recessão, acumulando recuo de 20% na economia desde 2008. Além disso, uma revista alemã disse no domingo (11) que o Bundesbank acredita que a Grécia deve precisar de mais empréstimos até o início de 2014, o que pode reacender na Alemanha o debate sobre a chanceler Angela Merkel, que para alguns, estaria projetando para baixo a necessidade de empréstimos antes das eleições de setembro.

Japão e China
Na Ásia, referências chinesas animaram os mercados. Por lá, o indicador M2, que mensura a quantia monetária em circulação e depositada em bancos, subiu para 14,5%, ante expectativa de 13,9% em julho. Já um indicador de crédito registrou 700 bilhões de yuanes, ante expectativa de 635 bilhões.

Os dados chineses ofuscaram indicadores não muito otimistas no Japão, com a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre registrando crescimento de 0,6%, ante expectativa de 0,9%, após registrar 1,0%. Já os preços dos produtos caíram 0,3%, ante projeções de queda de 0,7% e a revisão da produção industrial de junho mostrou recuo de 3,1%, em linha com as estimativas, após registrar queda de 3,3%. O índice Nikkei caiu 0,71%, ante alta de 2,13% no Hang Seng e 2,38% no Shanghai, que registrou sua máxima desde meados de junho.

 

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