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Empresas "X" e imobiliárias disparam; 14 empresas sobem após balanço

Entre os "pesos-pesados" da bolsa, Vale sobe mesmo após resultado "tímido" e Eletropaulo ganha força após lucro saltar mais de quatro vezes

OGX Petróleo
(RI OGX)

SÃO PAULO - Após abrir esta quinta-feira (8) estável, o Ibovespa ganha forças nesta tarde, destoando dos índices acionários norte-americanos. Às 13h05 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira avançava 2,0%, a 48.396 pontos. Por aqui, além de dados chineses positivos, que animaram os mercados pela manhã, repercute também a temporada de resultados, com a divulgação dos balanços de 17 empresas desde o encerramento do último pregão.

As ações do Grupo EBX voltam a chamar atenção nesta sessão. Após cair forte na véspera em meio à publicação do Financial Times de que o império de Eike estaria "implodindo", os papéis lideram os ganhos do Ibovespa neste pregão. 

As ações da MMX Mineração (MMXM3) sobem 6,79%, a R$ 1,73, seguidas pelos papéis da OGX Petróleo (OGXP3) e LLX Logística, que avançavam 3,70% e 3,41%, respectivamente, a R$ 0,56 e R$ 0,91. Vale mencionar que há dois dias os papéis registraram fortes ganhos em meio a rumores sobre a venda do porto Sudeste, da MMX. 

Fora do Ibovespa, os papéis da OSX Brasil (OSBX3) e CCX Carvão (CCXC3) registram altas de 3,85% e 1,22%, nesta ordem, sendo cotados a R$ 1,08 e R$ 0,83. 

Também operam em fortes ganhos são os papéis das imobiliárias. A PDG Realty (PDGR3), que registra valorização de 7,23%, seguida pela MRV Engenharia (MRVE3, +6,80%, R$ 7,22) e Brookfield (BISA3, +5,88%, R$ 1,62).

Apesar de resultado "tímido", ações da Vale sobem
Além disso, a temporada de balanços ganha destaque neste pregão. Entre os "pesos-pesados" da bolsa, a Vale (VALE3; VALE5) ganhou o holofote do mercado após mostrar um lucro líquido de R$ 832 milhões, uma queda de 84% frente ao mesmo período do ano passado. 

Dez casas análise avaliaram os números da mineradora, além das projeções para os próximos períodos. Mesmo com os dados parecendo negativos num primeiro momento e impactados pelo efeito cambial, os analistas do Banco Espírito Santo, Morgan Stanley, Votorantim, BB Investimentos, Brasil Plural, Credit Suisse, Bank of America Merrill Lynch e Bradesco BBI veem como positivos os números apresentados pela empresa e avaliam que a companhia pode reportar resultados mais positivos nos próximos períodos. Já a Planner e a XP Investimentos viram mais pontos negativos no balanço, mas também apontaram dias melhores para a companhia, enquanto a ação permanece bastante descontada na bolsa. 

Com isso, os papéis ordinários registram valorização de 1,88%, a R$ 32,60 enquanto os preferenciais avançam 1,41%, a R$ 29,47. Na máxima do dia, atingiram ganhos de 2,34% e 2,24%, respectivamente, a R$ 32,75 e R$ 29,71.

Veja mais: Seguindo passos da Petrobras, Vale avalia utilizar contabilizacao de hedge

Lucro da Eletropaulo "renasce" e ações disparam
No mesmo sentido, as ações da Eletropaulo (ELPL4) sobem forte nesta sessão, após divulgar seus números trimestrais. A empresa, que passava por sua maior crise da história, viu seu lucro "renascer" no período. Diante disso, as ações registram valorização de 5,55%, sendo cotadas a R$ 6,28, após atingir ganho máximo no dia de 7,56%, a R$ 6,40.

O lucro líquido da empresa subiu de R$ 43,4 milhões no segundo trimestre de 2012 para R$ 245 milhões em igual período do ano anterior, crescimento de 465%. O número ficou acima da estimativa do Bank of America Merrill Lynch, de R$ 98 milhões, mas abaixo do esperado pela média  da projeção da Bloomberg, de R$ 381 milhões. 

Apesar do resultado melhor do que o esperado, o BofA manteve recomendação underperform (desempenho abaixo da média) para as ações da empresa, enquanto a Planner também avaliou o balanço como positivo, mas disse que mantém, dentro do grupo AES, preferência pela AES Tietê (GETI4).

Braskem revela prejuízo de R$ 128 mi e ações sobem
Também opera em alta as ações da Braskem (BRKM5), com valorização de 2,83%, a R$ 17,15. A empresa revelou um prejuízo líquido de R$ 128 milhões no segundo trimestre, reflexo principalmente do impacto negativo de R$ 666 milhões do resultado financeiro da companhia. A companhia passou a adotar desde 1° de maio a contabilidade de hedge de exportação. Caso o "hedge accounting" não tivesse sido adotado, esse impacto no resultado financeiro teria sido negativo em R$ 1,5 bilhão. No segundo trimestre de 2012, a Braskem havia tido prejuízo de R$ 1,033 bilhão. 

Ações da Marfrig passam para positivo nesta tarde 
Após figurar durante toda a manhã no negativo, as ações da Marfrig (MRFG3) registram alta de 1,33%, a R$ 6,84. A empresa reverteu um lucro de R$ 15,4 milhões no segundo trimestre de 2012 para um prejuízo de R$ 419,9 milhões em igual período deste ano. 

Em coletiva realizada com a imprensa, o futuro CEO da empresa, Sergio Rial, destacou uma desalavancagem de R$ 1 bilhão no período. Segundo ele, essa redução deve-se ao montante de R$ 1 bilhão em dívidas já transferido ao JBS (JBSS3) como um sinal para aquisição da Seara Brasil. Essa é a primeira transferência, uma vez que a JBS concordou em assumir R$ 5,8 bilhões em dívidas da Marfrig. A concretização, entretanto, ainda espera o aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que deve sair em setembro. 

Cosan sobe mesmo após ter prejuízo acima do esperado
Com desempenho mais ameno, aparecem os papéis da Cosan (CSAN3), que sobem 0,24%, a a R$ 41,72. A empresa teve um prejuízo líquido muito superior as estimativas dos analistas, de R$ 198 milhões, entre os meses de abril e junho, principalmente por causa da valorização do dólar frente ao real no período.  Relatórios de analistas, obtidos pela Reuters, previam, em média, lucro de R$ 71 milhões, contra prejuízo de R$ 17 milhões entre abril e junho de 2012.

Segundo Credit Suisse, o resultado foi ligeiramente negativo, principalmente por conta do desempenho abaixo do esperado na operação de distribuição de combustível. Os analistas destacaram, no entanto, que as outras unidades de negócios performaram bem, não havendo razão para revisar as projeções para baixo ainda.

AES Tietê vê lucro crescer 4,8%
Por sua vez, as ações da AES Tietê (GETI4), geradora de energia do grupo AES Brasil, operam em leve queda de 0,23%, a R$ 21,62. A empresa teve um lucro líquido de R$ 240,5 milhões no segundo trimestre de 2013, 4,8% superior ao registrado no mesmo período de 2012, informou em seu demonstrativo de resultados nesta quarta-feira.

O lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (Ebitda, na sigla em inglês) subiu para R$ 420,8 milhões no período, ante R$ 404,2 milhões no segundo trimestre de 2012. A empresa ainda anunciou mais cedo que seu conselho de administração aprovou o pagamento de 258,2 milhões de reais em dividendos aos acionistas. O pagamento será realizado em 25 de setembro de 2013.

9 empresas fora do Ibovespa sobem após balanço
Já fora do Ibovespa, a nove empresas operam no positivo após a divulgação do resultado, com destaque principalmente para forte valorização da Kroton (KROT3, +3,53%, R$ 31,41), Eucatex (EUCA4, +6,38%, R$ 5,50), Linx (LINX3, +3,13%, R$ 39,19), Daycoval (DAYC4, +2,02%, R$ 8,09) e Fras-Le (FRAS4, +2,13%, R$ 4,80). Para conferir como foram os resultados do 2° trimestre dessas empresas, clique aqui

Mais ameno, aparecem as ações da SLC Agrícola (SLCE3, +1,01%, R$ 19,09), Queiroz Galvão (QGEP3, +0,17%, R$ 11,52), SonaeSierra (SSBR3, +0,09%, R$ 23,42) e Eternit (ETER3, +0,93%, R$ 9,79)

Por sua vez, apenas duas empresas fora do índice não digerem bem os números trimestrais, sendo elas: Providência (PRVI3, -1,18%, R$ 7,51) e CSU CardSystem (CARD4, -2,13%, R$ 3,21). 

Multiplus e Smiles caem mais de 15% às vésperas do resultado
Ás vésperas da divulgação dos resultados, as ações das duas empresas que administram os programas de fidelidade de companhias aéreas listadas na Bovespa vêm sofrendo nos últimos dias, registrando quedas de mais de 15% desde o final de julho. 

Nos últimos 7 pregões, as ações da Multiplus (MPLU3) - que cuida do programa de fidelidades da Tam - caíram em 6 deles, totalizando queda de quase 26%, passando de R$ 31,50 para R$ 23,50 nesta quinta-feira. A companhia divulga o resultado hoje após o fechamento do pregão. Já a Smiles (SMLE3), que administra o programa da Gol (GOLL4), vê seus papéis caminharem para a 5ª queda seguida, acumulando desvalorização de 15,3%, de R$ 28,29 para R$ 24,00. Nesta quinta, os ativos apresentam baixa de 2,16%. 

A última sessão foi particularmente negativa para as duas companhias, desencadeada pela renúncia de Eduardo Gouveia ao cargo de diretor-presidente da Multiplus - os papéis MPLU3 caíram 10,75% no último pregão, repercutindo o comunicado. Gouveia deixou o grupo para assumir a gestão da Alelo, uma empresa do Bradesco e do Banco do Brasil que administra os cartões de benefícios Visa Vale e MoneyCard, explicou ao InfoMoney um conselheiro da empresa.

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