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Resultados fazem Usiminas disparar e Embraer despencar; OGX chama atenção

Siderúrgica mineira teve ganhos após resultados acima do esperado, enquanto Embraer caiu após prejuízo

Embraer 09 - Avião
(Divulgação Embraer)

SÃO PAULO - Em mais uma sessão positiva, o Ibovespa fechou o pregão com alta de 0,72%, terminando a sexta-feira (26) aos 49.422 pontos. Os resultados voltaram a ditar o rumo do índice, em reflexo a disparada dos papéis da Usiminas (USIM3USIM5) e a forte queda dos papéis da Embraer (EMBR3). 

As ações ordinárias da Usiminas dispararam 13,30%, a R$ 9,03, enquanto as preferenciais avançaram 15,24%, a R$ 9,00. A siderúrgica registrou um prejuízo líquido de R$ 22 milhões, menor que o resultado negativo de R$ 87 milhões do mesmo período do ano passado, em meio aos ganhos de eficiência e custos controlados apesar do impacto da valorização do dólar contra o real. 

Do mesmo setor, os papéis da CSN (CSNA3+8,59%, R$ 6,95) sobem puxados pelo otimismo com o balanço da Usiminas. A empresa também reflete rumores de que a compra da CSA pela companhia está cada vez mais longe. Já a exceção no setor fica com as ações da Gerdau (GGBR4), que caíram 1,49%, R$ 14,62 - mas atuam em um segmento siderúrgico diferente.

Embraer cai mais de 5,86% com resultados
Outra gigante da bolsa também divulgou seu resultado, entretanto, não tiveram uma boa repercussão no mercado. Com isso, as ações da Embraer despencaram 5,71%, a R$ 19,80. A fabricante de aeronaves reportou prejuízo inesperado de R$ 9,9 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 124 milhões no mesmo período de 2012.

Segundo a companhia, o resultado foi impactado pela valorização do dólar em relação ao real no período, o que afetou ativos não monetários, como estoques e imobilizados, aumentando os impostos diferidos, mas sem os desembolsos de caixa. Excluindo esse impacto, o lucro ajustado da empresa teria sido de R$ 192 milhões, afirma a companhia. 

OGX segue em forte alta
Também ganha destaque neste pregão as ações da OGX Petróleo (OGXP3), que subiram 7,14% neste pregão, a R$ 0,60, acumulando desde o dia 3 de julho valorização de 50%. Chama atenção o aluguel com as ações da empresa, que mostra queda acentuada neste mês. Na última quinta-feira (25), os aluguéis de OGX totalizaram 382.093.116 papéis  - o menor desde o dia 7 de maio, quando registravam 368.676.688 empréstimos.

O aluguel de ações faz parte de uma operação realizada por investidores que pretendem ficar "vendidos" em um ativo, ou seja, acreditam que o preço do papel vai cair. O investidor aluga determinada ação e, em seguida, vende o mesmo papel. Após um prazo estabelecido, esse investidor - que é chamado de "tomador" do papel alugado - é obrigado a devolvê-lo ao dono, o "doador", e pagar uma remuneração (taxa de aluguel) fixada previamente. 

Santos Brasil também se destaca na sessão
A Santos Brasil (STBP11) registrou lucro líquido de R$ 55,8 milhões no segundo trimestre, queda de 7,3 por cento na comparação anual, informou nesta quinta-feira a companhia de logística e terminais portuários. 

Segundo a empresa, o resultado sofreu o impacto de menores margens registradas nos segmentos operacionais em que atua, bem como da redução de 40,7% do resultado financeiro, que ficou em R$ 11,8 milhões, ante o segundo trimestre de 2012. Em reflexo, as ações da Santos Brasil registram desvalorização de 2,55%, a R$ 26,38.

 

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