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Ibovespa sobe com Vale e imobiliárias e busca quebrar sequência de 4 quedas

Mercado brasileiro se descola das bolsas internacionais, que mostram fracas oscilações após Banco Mundial cortar projeções do PIB; OGX cai para R$ 1,00

Bovespa - mesa - corretores - mercado financeiro
(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - Ignorando o corte de projeções para economia global anunciado pelo Banco Mundial, o Ibovespa opera em alta nesta quinta-feira (13), em um movimento de repique após cair pelos últimos quatro pregões, atingindo seu menor patamar de fechamento desde 8 de agosto de 2011 na última sessão (49.180 pontos). Segundo cotação das 12h02 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira avançava 0,56%, a 49.458 pontos, após ter chegado a subir 1,18% na sua máxima do intraday.

A alta de hoje vai contra o movimento das bolsas internacionais, que mostram fracas oscilações devido às referências mistas do dia - contrabalanceando o corte do PIB global, indicadores da economia dos EUA vieram melhores do que o esperado. No entanto, o Ibovespa ainda amarga perdas de quase 19% no acumulado do ano, bem diferente dos principais índices de ações de Wall Street, que acumulam ganhos de dois dígitos em 2013.

Imobiliárias e Vale em alta; OGX vai para R$ 1,00
Colabora para esse movimento de repique a forte alta das ações do setor imobiliário, como MRV (MRVE3, R$ 6,75, +6,97%), Gafisa (GFSA3, R$ 3,52, +5,39%) e Rossi Residencial (RSID3, R$ 3,28, +3,47%). A companhia elétrica Copel (CPLE6, R$ 33,57, +4,29%) e a siderúrgica CSN (CSNA3, R$ 6,07, +3,41%) também ajudam neste rali.

Vale mencionar também o bom desempenho da Vale (VALE3, VALE5), que possui uma das maiores participações individuais na composição do Ibovespa. Os papéis da mineradora apresentam alta de mais de 2% nesta quinta, mostrando uma correção após as recentes quedas, que levaram seus ativos aos menores patamares da Bovespa desde 2009. No acumulado em 2013, a companhia já perdeu quase um terço de valor de mercado.

Por outro lado, as ações da Grupo EBX, de Eike Batista, figuram na ponta negativa do Ibovespa, com LLX Logística (LLXL3, R$ 1,20, -4,00%), MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,40, -4,76%) e a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 1,03, -0,96%), chegando a valer menos de R$ 1,00 no intraday desta sessão.

Além das empresas de Eike, quem também opera no vermelho hoje são as varejistas, que respondem negativamente aos dados de vendas no varejo brasileiro de abril. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as vendas subiram 0,5% no mês, ante expectativa de alta de 1,4%. Com isso, as ações da Hering (HGTX3, R$ 34,46,-2,85%) aparecem entre as maiores perdas do índice. Mais a frente, aparece a Lojas Renner (LREN3, R$ 68,38, -1,54%).

Banco Mundial corta PIB
Por outro lado, pesa sobre alguns índices acionários europeus o
corte de projeção para o crescimento global feito pelo Banco Mundial que diminuiu sua expectativa de 2,4% para 2,2% neste ano.

Em seu relatório semestral, o banco alertou que as grandes economias em desenvolvimento, que têm impulsionado o crescimento global nos últimos anos, não vão experimentar o mesmo crescimento como fizeram antes da crise financeira mundial e terão de se concentrar em reformas estruturais para manter a expansão.

Nos EUA, três indicadores agitam a pauta econômica. O Initial Claims, indicador que mensura o número de pedidos de auxílio-desemprego, caiu mais do que o esperado, chegando a 334 mil, ante expectativa de 345 mil solicitações. O Retail Sales, indicador de vendas no varejo, também surpreendeu positivamente, crescendo no ritmo mais rápido em três meses, com alta de 0,6% em maio, ante projeções de 0,3%.

Já o Business Inventories apontou alta de 0,3% nos estoques empresariais em abril, ante expectativa de alta de 0,2%.

 

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