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Ibovespa consolida perdas após subir mais de 1% no início do pregão

Vencimento de opções sobre o índice traz forte volatilidade ao mercado nesta sessão

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - O Ibovespa segue em movimento de volatilidade nesta sessão, com início em alta, chegando a subir 1,23%, a 50.380 pontos na máxima do dia e depois passando a registrar leve baixa de 0,14%, a 49.701 pontos na mínima intradiária. Às 13h01 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa recuava 0,60%, a 49.452 pontos, acompanhando os principais índices acionários norte-americanos e europeus.

O movimento dá sequência a queda vista na sessão anterior, quando o índice fechou o pregão com recuo de 3,01%, fechando abaixo dos 50.000 pontos pela primeira vez desde novembro de 2011. 

A alta volatilidade deve-se principalmente ao vencimento de opções sobre Ibovespa e contratos de Índice Futuro. Segundo Luis Gustavo Pereira, analista da Futura Investimentos, o vencimento costuma trazer volatilidade aos mercados. "O vencimento de opções é o momento para o investidor fazer reajustes em suas posições, e a volatilidade aumenta com as operações", explica.

Destaques de ações
Na ponta negativa do índice, destaque para Klabin (KLBN4, R$ 11,32, -9,0%), que despenca após a notícia de que ela pretende fazer uma oferta bilionária de units, e OGX Petróleo (OGXP3, R$ 1,09, -6,84%), que caiu 9,30% chegando a R$ 1,17 na véspera. A petrolífera de Eike Batista já acumula perdas de 74,66% neste ano.

As duas empresas com maior participação individual no índice também pesam na ponta negativa. Petrobras (PETR3, R$ 16,92, -1,69%; PETR4, R$ 18,39, -0,76%) e Vale (VALE3, R$ 29,37, -1,14%; VALE5, R$ 27,36, -1,51%), que respondem por mais de 21% da carteira teórica do índice, caem após inciarem o pregão em alta.

Dentre as maiores altas do dia, destaque para o setor imobiliário com PDG Realty (PDGR3, R$ 2,23, +7,73%) e Gol (GOLL4, R$ 8,29, +5,34%), que estende os ganhos vistos na véspera.

Referências internacionais
As referências econômicas do dia também entram na pauta, com os estoques de petróleo dos EUA sugerindo uma queda no consumo, com alta de 2,253 milhões após cair 6,267 milhões na semana anterior. Na Europa, destaque para o aumento inesperado da produção industrial da zona do euro, que subiu 0,4% mas não conseguiu sustentar o ânimo dos investidores.

Outros indicadores também foram divulgados no Velho Continente, como a taxa de desemprego da Grã-Bretanha, que ficou inalterada em 7,8% em abril e a inflação de maio na Alemanha e França, que registraram altas de 0,4% e 0,1%, respectivamente. Os preços no mercado alemão ficaram em linha com o esperado, enquanto os franceses subiram menos do que a expectativa de 0,3%. Repercute também no continente o rebaixamento da Grécia para país emergente pelo MSCI, que justifica a mudança com base no fracasso do país em critérios para acessibilidade ao mercado. 

Na Ásia, a sessão foi negativa, com o índice japonês Nikkei caindo pela quinta 5º vez nos últimos 6 pregões, distanciando-se cada vez mais dos 15.000 pontos atingidos no final de maio - sua máxima em cinco anos e meio. O Nikkei fechou com queda de 0,21%, a 13.289 pontos, após chegar a operar abaixo dos 13.000 pontos durante o intraday. Os demais índices asiáticos também caíram, registrando mínimas de 2013 no dia. Na China, os mercados estão fechados devido ao feriado de Dragon Boat Festival.

 

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