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Ibovespa consolida queda e cai mais de 1%, puxado por com OGX e imobiliárias

Apesar dos bons indicadores divulgados nos EUA e da alta da Petrobras, índice sofre com a queda de mais de 3% de OGX e de mais de 7% das imobiliárias

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - A volta do feriado mostra bastante volatiidade no mercado brasileiro. O Ibovespa chegou a subir até 0,3% nos minutos iniciais e manteve-se estável por boa parte da manhã. Contudo, após a abertura das bolsas dos EUA (às 10h30), o movimento de queda se consolidou, apesar da alta das ações da Petrobras e dos indicadores positivos da eocnomia norte-americana.

Às 12h02 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 1,45%, a 53.844 pontos - na mínima do dia, ele chegou a 53.739 pontos, indicando queda de 1,64%. Puxam a forte queda do índice as ações OGX Petróleo (OGXP3, R$ 1,43, -4,67%), que possui a 3ª maior participação na composição do Ibovespa, bem como os papéis do setor imobiliário, com todas as 6 ações de construtoras caindo mais de 3,5%, com destaque para MRV (MRVE3) e Rossi (RSID3), cujas quedas já superaram a faixa dos 7% neste pregão.

A desvalorização das empresas do setor surge após o Copom (Comitê de Política Monetária) elevar em 0,5 ponto percentual a Selic na última quarta-feira (29). Segundo Luis Gustavo Pereira, analista da Futura Investimentos, o mercado em geral acreditava no aumento da taxa de juros, mas de forma mais amena, com acréscimo de 0,25 p.p., e como o setor imobiliário é um dos mais sensíveis à variação de juros, acabam sendo os mais penalizados pelos investidores.

Na contramão da queda do Ibovespa, aparecem as ações da Petrobras (PETR3, R$ 19,14, +2,19%; PETR4, R$ 20,23, +1,91%), que possuem a maior participação na composição do índice. Os papéis da petrolífera seguem a valorização vista nos ADRs (American Depositary Receipts) na última quinta-feira, quando a BM&FBovespa estava fechada com o feriado de Corpus Christi.

Agenda dos EUA
O indicador de atividade industrial de Chicago registrou 58,7 pontos em maio, superando as expectativas de 49,3 pontos esperada pelo mercado. Na esteira de valores maiores do que o esperado, o Michigan Sentiment registrou 84,5 pontos em maio, superando as previsões de 83,7 pontos na confiança do consumidor norte-americano.

Mais cedo, os dados sobre o consumo nos EUA ficaram abaixo do esperado. O Personal Income, que mensura a renda individual do cidadão, registrou estabilidade, enquanto o mercado aguardava alta de 0,1% em abril. O Personal Spending retraiu 0,2% no período, ante expectativa de alta de 0,1% no indicador que mensura os gastos dos consumidores.

Já o Núcleo do PCE, um dos indicadores de inflação mais usados como base para o Federal Reserve, apresentou estabilidade em abril, ante projeções de alta de 0,1% no período.

 

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