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Ibovespa reduz alta, com Eletrobras, Vale e OGX perdendo forças

Vale, MMX e Usiminas reduzem ganhos mas continuam em alta; indicadores norte-americanos melhores do que o esperado alavancam índices dos EUA

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(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - O Ibovespa segue em alta, mas perde força com empresas de grande participação no índice diminuindo ganhos nesta sexta-feira (17). O benchmark brasileiro sobe 0,64%, a 55.121 pontos na cotação das 13h13 (horário de Brasília), após chegar a subir 1,31% no início da sessão. Contribuindo para o otimismo, estão os dados melhores do que o esperado nos EUA e possível criação de estímulos na China movimentam o noticiário mundial.

As maiores altas do índice são de mineradoras e siderúrgicas, impulsionadas pela notícia de que o presidente chinês, Xi Jinping, pode elaborar planos de estímulo para alavancar a economia local. A China é a maior importadora de minério de ferro do mundo e mudanças em seu quadro econômico afetam mineradoras mundiais. Com isso, as ações da Usiminas (USIM3, R$ 8,69, +5,21%; USIM5, R$ 8,51, +3,78%) apresentam as maiores altas do índice, que também repercurte alta na MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,03, +3,05%) e na Vale (VALE3, R$ 31,73, +1,21%; VALE5, R$ 30,04 +1,14%), que possui mais de 10% de participação no Ibovespa. Apesar de continuarem em alta, as mineradoras perdem força no decorrer do pregão, sendo que a Vale chegou a apresentar alta de mais de 2% em sua ação ordinária mais cedo.

Confira: Vale e siderúrgicas encontram "alívio" na China e ações voltam a subir

Outra importante empresa do índice que perde força é a OGX Petróleo (OGXP3), que corresponde a 5% do índice e zera ganhos após subir mais de 3% no intraday. A Eletrobras (ELET3, R$ 5,26, +1,54%; ELET6, R$ 9,46, +0,75%) continua em alta após as ações preferenciais subirem quase 14% no pregão anterior, repercurtindo a divulgação de seu resultado trimestral na noite da última quarta-feira (15), com prejuízo menor do o esperado pelo mercado.

Sentimento e compilado de indicadores movimentam EUA
Nos EUA, os indicadores divulgados nesta manhã apresentaram valores melhores do que a expectativa de analistas. O Michigan Sentiment mostrou 83,7 pontos, mostrando que a confiança do consumidor norte-americano subiu mais do que o esperado, de 77,5 pontos e atinge máxima em seis anos. O Leading Indicators, que compila diversos índices divulgados previamente, subiu 0,6%, ante expectativa de aumento de 0,3%.

Os índices acionários norte-americanos sobem cerca de 0,5%, após caírem xx% no pregão anterior com o discurso de membros do Fed alertar para uma possível interrupção do programa de compra de títulos norte-americano já no verão do hemisfério norte, diminuindo os estímulos monetários criados para alavancar a economia local. O presidente do Fed de Filadélfia e de Minneapolis foram os primeiros a trazer essa sinalização.

IPC-Fipe recua em maio
No Brasil, a safra de resultados do 1º trimestre chegou ao fim e, com isso, a agenda local fica mais escassa. Destaque apenas para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que desacelerou alta para 0,21% na segunda quadrissemana de maio, após avançar 0,31% no período imediatamente anterior.

 

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