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Ibovespa opera em alta e tenta quebrar sequência de quedas

Índice caiu nos últimos 4 pregões; temporada de resultados ganha fôlego em seu penúltimo dia, enquanto referências de China e Europa repercutem

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(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - O Ibovespa avança 0,34%, a 54.632 pontos na cotação das 10h22 (horário de Brasília) desta terça-feira (14). O índice brasileiro opera descolado das bolsas internacionais, que mostram uma tendência indefinida nesta manhã, com os investidores avaliando os dados divergentes da Europa e os receios de que a China não anuncie novas medidas de estímulos à economia do país.

Além dos dados vindos do exterior, a temporada de resultados ganha força em seu penúltimo dia, com resultados de grandes empresas. Entre as quatro maiores altas do índice, apenas a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 1,74, 4,19%) não divulgou seu balanço nesta semana. Destaque para Marfrig (MRFG3, R$ 6,98, +5,76%), Dasa (DASA3, R$ 11,81, +3,05%) e Gol (GOLL4, R$ 12,22, +3,04%) - para conferir mais resultados, clique aqui.

Por outro lado, o resultado da MRV Engenharia (MRVE3) não agradou os investidores, e as ações da companhia caem 2,12%, a R$ 7,84.

Ainda nesta terça-feira, serão divulgados 20 balanços após o pregão, com destaque para HRT Participações (HRTP3) e JBS (JBSS3). Você pode conferir outras datas de resultados na Agenda InfoMoney, clicando aqui.

Europa: indicadores e reunião de ministros
Na Alemanha, o indicador ZEW de confiança econômica registrou 36,4 pontos em maio, valor abaixo dos 39,5 esperados pelo mercado, ante 36,3 pontos registrados no mês anterior. A falta de confiança na economia alemã sugere que a crise na zona do euro pode estar atingindo com mais força a maior economia do bloco.

Ainda na Europa, dados da produção industrial da zona do euro mostram aumento de 1%, valor maior do que as expectativas de aumento de 0,6% no indicador. Por lá, o indicador ZEW registrou 27,6 pontos em maio, ante expectativa de 27,3 pontos e 24,9 pontos obtidos em abril.

Também nesta sessão, os ministros de finanças dos 27 países que formam o bloco econômico reúnem-se para discutir como evitar sonegação fiscal e a possível saída do Reino Unido na União Europeia.

China não deve injetar novos estímulos
As ações asiáticas registraram sinais mistos nesta sessão. O índice chinês Shanghai apontou queda de 1,11%, a 2,217 pontos, após um relatório do JPMorgan Chase diminuir as projeções do banco para o crescimento da economia local. Os analistas do banco esperam que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresça 7,6% em 2013 - a projeção anterior apontava crescimento de 7,8%.

A possibilidade do BC chinês não prover estímulos monetários para alavancar a economia local também gera cautela nos investidores, apesar de indicadores chineses terem mostrado dados piores do que o esperado na última segunda-feira (13). Segundo informações da imprensa chinesa, a meta oficial de crescimento do país no ano pode ser reduzida de 7,5% para 7%, em uma sinalização clara de que um arrefecimento na atividade local não traz tanta preocupação aos governantes do país.

 

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