Em mercados / acoes-e-indices

Juntas, 23 empresas de energia perdem R$ 7,15 bilhões de valor em 1 dia

Estatal mineira liderou as perdas, perdendo R$ 2,618 bilhões de valor de mercado, após suas ações preferenciais fecharem com queda de 13,95%, aos R$ 22,20, enquanto as ordinárias tiveram recuo de 9,68%, aos R$ 22,29

barragem em Itumbiara (MG)
(Ueslei Marcelino/Reuters)

SÃO PAULO - Juntas, as 23 empresas de energia elétrica listadas na BM&FBovespa perderam R$ 7,15 bilhões de valor de mercado nesta quarta-feira (20), mostram cálculos da consultoria Economatica, após a revisão anunciada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na base de remuneração líquida da Cemig (CMIG4). Com a queda desta sessão, as empresas de energia elétrica voltam a apresentar perdas no ano, acumulando queda de R$ 5,678 bilhões em valor de mercado - valendo, juntas, R$ 145,97 bilhões. 

A estatal mineira liderou as perdas, perdendo R$ 2,618 bilhões de valor de mercado, após suas ações preferenciais fecharem com queda de 13,95%, aos R$ 22,20, enquanto as ordinárias tiveram recuo de 9,68%, aos R$ 22,29. Essa é a primeira vez que as ações ordinárias fecham com um valor de face superior ao das ações preferenciais desde janeiro, quando isso ocorreu por uma única sessão. Trata-se de um evento extremamente raro que só havia acontecido em 2007 e 2003 antes disso. 

Outra que sofreu bastante foi a Transmissão Paulista (TRPL4), perdendo R$ 1,129 bilhão de valor de mercado, ao passo que a CPFL Energia (CPFE3) teve perdas de R$ 413,7 milhões e reassume o posto de segunda empresa de energia elétrica mais valiosa, que pertencia a Cemig. A empresa com maior patrimônio, a Eletrobras (ELET3; ELET6) perdeu R$ 412, milhões e só vale R$ 10,13 bilhões. 

A mais valiosa das empresas agora é a Tractebel (TBLE3), que tem valor de mercado de R$ 22,32 bilhões, depois da queda de R$ 319,8 milhões neste pregão. A Light (LIGT3), subsidiária da Cemig, viu sua mostrar forte recuperação na sessão e cair apenas 6,20%, terminando com uma perda de valor de mercado de R$ 256,9 milhões. 

As únicas empresas do setor a mostrarem ganho de valor de mercado nesta sessão foram a Renova (RNEW11) e a MPX Energia (MPXE3), cujos papéis subiram 0,25% e 2,23%, aos R$ 32,68 e R$ 10,55 - valorização em R$ 6,1 milhões e R$ 132,9 milhões, respectivamente. É válido lembrar que essas são empresas sem mercado cativo e não sujeitas à revisão tarifária por parte da Aneel - principal evento a assustar os investidores neste pregão. 

Empresa Valor de mercado 19/13* Valor de mercado 20/13* Variação*
Cemig 21.580 18.962 -2.618
Transmissão Paulista 6.161 5.031 -1.129
CPFL Energia 20.207 19.793 -413
Eletrobras 10.549 10.136 -412
Eletropaulo 2.113 1.773 -339
Tractebel 22.643 22.323 -319
Copel 7.328 7.030 -298
Light 4.141 3.884 -256
Rede Energia 1.176 929 -246
Coelba 7.171 6.962 -207
Taesa 7.589 7.392 -196
AES Tietê 7.146 6.954 -191
Energias do Brasil 6.111 5.939 -171
Equatorial 4.048 3.889 -158
Cesp 6.209 6.146 -63
Coelce 3.574 3.512 -62
Energisa 2.873 2.814 -58
AES Elpa 1.006 961 -45
Celesc 906 867 -38
Cemar 1.806 1.781 -24
Emae 277 277 0
Renova 2.498 2.504 6
MPX Energia 5.967 6.100 132
Total 153.087 145.972 -7.115
* em R$ milhões

 

Contato