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Ibovespa perde força com Petrobras e OGX na ponta negativa

País oriental deve anunciar um novo presidente do banco central com postura mais agressiva; mídia italiana sinaliza derrota de Berlusconi

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SÃO PAULO - Depois do pregão de sexta-feira (22) interromper uma sequência de sete pregões no campo negativo, o Ibovespa parecia que continuaria o movimento de alta nos primeiros minutos desta segunda-feira, quando chegou a subir mais de 0,50%.

No entanto, o índice perde força e, com Petrobras (PETR3, PETR4) e OGX Petróleo (OGXP3) entre as maiores quedas do índice, oscila próximo da estabilidade. Segundo cotação por volta das 10h35 (horário de Brasília), o Ibovespa mostra leve queda de 0,07%.

Depois do pregão de sexta-feira a OGX Petróleo anunciou que "mantém permanente contato com vários investidores sobre diferentes oportunidades de negócios", apesar de no momento não ter nenhum negócio fechado. Nos últimos dias surgiu rumores de que Eike Batista estaria negociando a venda de uma parte da companhia à Petronas, estatal da Malásia.

As principais baixas do Ibovespa ficam por conta das ações da OGX Petróleo (OGXP3, R$ 3,51, -2,23%), Gol (GOLL4, R$ 12,65, -1,56%), Ambev (AMBV4, R$ 89,27, -1,51%), Petrobras (PETR4, R$ 16,90, -1,46%) e BRF (BRFS3, R$ 43,03, -1,33%).

O índice brasileiro destoa do mercado internacional, onde o foco do dia está no Japão e na Itália. A mídia japonesa diz que Haruhiko Kuroda, presidente do Banco de Desenvolvimento Asiático e com uma postura mais agressiva, deverá assumir o banco central do país. Já na Itália os jornais colocam Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático, de centro-esquerda, como o principal favorito a primeiro-ministro. Com isso, o temor de um retorno de Silvio Berlusconi começa a se dissipar.

O índice FTSE MIB, da Itália, salta 2,11%. O DAX, da Alemanha, dispara 2,32% e o CAC 40, da França, sobe 1,80%.

 

Ainda na agenda local, o Relatório Focus mostrou uma leve melhora nas projeções econômicas. A estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 5,70% neste ano para 5,69%, enquanto a do PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 3,08% para 3,10%.

Para o restante do dia, no entanto, não há indicadores de grande relevância para o mercado, tanto no âmbito interno quanto no externo. Contudo, novidades sobre a eleição italiana devem ser anunciadas ainda durante o pregão, o que pode movimentar o mercado.

 

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