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CCX, Lupatech e Profarma disparam mais de 9%; aumento de fatia no Votorantim abala BB

Ainda entre os destaques, ANP exige que Petrobras aumente investimento em mais de R$ 1 bi; prévias pressionam Helbor e MRV; governo vai cobrar R$ 4 bi por royalties da Vale

Banco do Brasil - loja-conceito de Brasília
(Divulgação)

SÃO PAULO - Influenciado pela abertura negativa das bolsas norte-americanas, o Ibovespa inverteu para o negativo e cai 0,21% às 13h09 (horário de Brasília), aos 62.060 pontos.

Nem mesmo a melhora na economia chinesa ajudou a sustentar os ganhos vistos durante esta manhã. A China anunciou crescimento de 7,8% do PIB (Produto Interno Bruto), frente a alta de 7,9% no último trimestre, na comparação anual. O desempenho da economia também foi ligeiramente melhor do que os 7,8% esperados e dá continuidade ao ritmo de recuperação durante o ano.

ANP exige que Petrobras aumente investimento em mais de R$ 1 bi
Já entre os destaques corporativas, a Petrobras (PETR3; PETR4) puxa as referências diárias, depois que a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustível) começou a divulgar nesta semana sobre os planos de desenvolvimento dos maiores campos de petróleo da Petrobras e que deve forçar a companhia a elevar a suas metas de produção.

Fontes ligadas à agência disseram ao jornal O Estado de S. Paulo que é possível que a empresa tenha de elevar as projeções já em seu próximo plano de negócios, em meados do ano. A petrolífera terá que investir mais de R$ 1 bilhão após a ANP aprovar com ressalvas o plano de desenvolvimento da companhia para o campo de Roncador e alegar que a estatal não tem produzido tudo que poderia, diz a reportagem.

Possível aumento de participação no Votorantim penaliza BB
Por sua vez, o Banco do Brasil (BBAS3) informou nesta sexta-feira que iniciou estudos para elevar sua participação no Banco Votorantim. O comunicado, contudo, não foi bem recebido pelo mercado e as ações da instituição caem 2,35%, sendo cotadas a R$ 26,18, mas chegaram na mínima do dia a queda de 4,51%, aos R$ 25,60. 

O BB já é sócio do Votorantim desde 2009 e detém uma participação de 50% no capital total da instituição. A "parceria estratégica" foi costurada quando os efeitos da crise global de 2008 complicaram o cenário de liquidez de vários bancos brasileiros de médio porte.

Mas os problemas de inadimplência do banco vêm preocupando o mercado ao longo dos trimestres. Em novembro, o BB divulgou em seu balanço do terceiro trimestre que o Banco Votorantim encerrou o período com prejuízo de R$ 497 milhões, causado principalmente pelo aumento das despesas com provisões para devedores duvidosos, que cresceram 36,3% em 12 meses, para R$ 1,33 bilhão.

A taxa de inadimplência ainda é um dos grandes obstáculos para esse aumento de participação. "O banco mostra um prejuízo acentuado com inadimplência, e caso eleve sua fatia no Votorantim o Banco do Brasil terá que assumir essas perdas por ser o controlador", avalia o analista Eduardo Machado, da Amaril Franklin.

Prévias pressionam MRV...
Também na ponta negativa do Ibovespa aparece a ação da MRV Engenharia (MRVE3). Os papéis da construtora recuam 3,30%, aos R$ 11,12, após a companhia recuar os dados operacionais do quarto trimestre.

A empresa revelou vendas contratadas de R$ 1,2 bilhão de reais no quarto trimestre, um aumento de 19% em relação ao trimestre anterior, mas insuficiente para que a empresa cumprisse a estimativa traçada para 2012.

No ano passado como um todo, a construtora e incorporadora mineira vendeu R$ 4,005 bilhões, queda de 7% ante 2011 e abaixo da projeção anual da companhia, de vender entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.

...Helbor também é afetada por dados fracos
A prévia operacional da Helbor (HBOR3) do quarto trimestre decepcionou os investidores e as ações da empresa amargam perdas nas primeiras horas de negociação na bolsa. Os papéis da companhia recuam 3,95%, sendo cotados a R$ 12,15.

A companhia fechou 2012 com R$ 1,4 bilhão em lançamentos, considerando-se apenas a fatia da companhia nos empreendimentos. O resultado representa queda de 9,9% comparado a um ano antes. As vendas contratadas, por sua vez, recuaram 8,3% para R$ 1,5 bilhão no ano. A fatia Helbor foi de R$ 1,2 bilhão, declínio de 12,9% em relação a 2011. A velocidade de vendas sobre a oferta (VSO), que mede a velocidade de queima de estoques, foi de 51,5%, contra 68,9% em 2011. No trimestre, a VSO foi de 23,2%.

"A prévia da companhia veio abaixo do esperado pelo mercado, mas não podemos considerar que foi ruim", disse o analista da casa de research Empiricus, Rodolfo Amstalden. "Em relação a outras empresas, a Helbor ainda se destaca positivamente, porém os investidores estão comparando Helbor com Helbor e isto que está pressionando as ações", comentou.

Lançamentos da Rodobens crescem 76% em 2012
A Rodobens (RDNI3) encerrou o ano de 2012 com alta de 76% nos lançamentos, no comparativo com o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 833 milhões. A companhia lançou, em 2012, 7.581 unidades habitacionais, contra 5.699 em 2011, representando alta de 33% no período. No quarto trimestre, os lançamentos somaram R$ 294 milhões, aumento de 102% frente ao mesmo período do ano passado.

As vendas contratadas no ano passado somaram R$ 637 milhões, com aumento de 3% em relação a 2011. A empresa vendeu no período, 6.506 unidades, sendo 1.598 unidades comercializadas apenas no quarto trimestre.

Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a empresa mostrou um forte aumento em lançamentos no trimestre, apesar da interrupção de um projeto. No entanto, as vendas contratadas no trimestre sofreram quedas, assim como todas as vendas do projeto descontinuado, que foram eliminados. 

Lupatech dispara quase 15% depois de troca de diretor
Já as ações da Lupatech (LUPA3) chamam atenção ao registrarem valorização de 14,12%, sendo cotadas a R$ 2,02, depois de uma série de mudanças na diretoria da companhia, que envolve inclusive uma nova função para o presidente, Alexandre Monteiro.

Na noite de quinta-feira (17) a empresa anunciou que Ricardo Mollo, diretor de relações com investidores e financeiro, se desligou da companhia por motivos pessoais. O presidente passará a assumir também o cargo de diretor de relações com investidores, "além de dar continuidade à estratégia de recuperação operacional dos negócios da companhia". 

Profarma dispara após compra da CSB Drogarias
Após firmar a compra da totalidade das ações da CSB Drogarias - marcando assim sua entrada no ramo varejista de produtos farmacêuticos -, a Profarma (PFRM3) vê suas ações dispararem 15,74%, cotados a R$ 15,00.

Segundo comunicado divulgado ao mercado, a Profarma firmou a compra da totalidade do capital da Casa Saba Brasil por R$ 87 milhões, após aprovação da operação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Nascida em 2010 da aquisição de duas tradicionais redes de varejo farmacêutico - a Drogasmil e a Farmalife -, a CSB possuía cerca de 85 lojas dessas duas marcas espalhadas pelo Rio de Janeiro. Em 2011, essa empresa teve um faturamento de R$ 332,8 milhões.

Além de marcar a entrada da Profarma no mercado varejista, a aquisição vai em linha com o movimento de consolidação pelo qual passa o setor. Ademais, a companhia afirma em seu comunicado que espera sinergias com a integração das operações de atacado e varejo, especialmente nas áreas de logística e na sede corporativa.

Mais uma empresa de Eike chama atenção: CCX sobe quase 15% em 2 dias
Após uma enxurrada de notícias sobre OGX (OGXP3) e LLX (LLXL3), outra empresa do grupo EBX, comandado por Eike Batista, vem chamando a atenção do mercado nos últimos dias. As ações da CCX Carvão (CCXC3) registram forte valorização de 9,00%, aos R$ 2,18, mas chegaram a máxima do dia a alta de 10%, aos R$ 2,2.

Na véspera, os papéis da companhia também mostraram um desempenho robusto e fecharam em alta de 5,26%, aos R$ 2,00. Os ativos da empresa acumulam nesses dois dias valorização de quase 15%Apesar deste movimento, as ações não mostram um desempenho similar quando analisado desde meados de dezembro, acumulando perdas de mais de 15%.

Governo vai cobrar R$ 4 bi por royalties da Vale
De volta aos pesos pesados do Ibovespa, a Vale (VALE3; VALE5) volta para os destaques corporativos neste pregão. Na noite da véspera, Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, destacou que o governo deve manter a cobrança de R$ 4 bilhões à Vale - referente aos royalties de mineração, noticiou a Bloomberg. Ele acredita que a situação pode ser decidida na justiça. 

Isso deve ocorrer caso fracasse a tentativa de acordo que vem sendo negociado desde o ano passado. A empresa e o governo já concordaram que ao menos R$ 1,4 bilhão deve ser pago - afirma o ministro.

BNDES e CSN vão discutir plano para viabilizar compra da CSA
Na próxima semana será debatida uma proposta que poderá transformar o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em sócio relevante da CSN (CSNA3) nos seus principais negócios, informou o Valor.

Este é um dos desenhos em estudo para viabilizar a aquisição, por parte da CSN, dos ativos da alemã ThyssenKrupp no Brasil e Estados Unidos. Desde o ano passado, estuda-se um modelo que coloque o banco estatal como acionista da operação. 

Rumores apontaram na véspera que a brasileira CSN fez uma oferta de US$ 3,8 bilhões na usina no Alabama e uma participação majoritária na usina brasileira CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico). A Thyssen tem 73% da CSA e o restante, 27%, pertence à Vale, que tem o poder de veto ao novo sócio.

Segundo o presidente-executivo do grupo alemão Thyssen, Heinrich Hiesinger, a venda das usinas do grupo no Brasil e EUA está seguindo o cronograma e deve ser concluída até o final de setembro, como esperado. 

Oi busca fundos para vender Globonet por R$ 1,5 bi
Na linha das vendas de ativos não estratégicos, a Oi (OIBR4) contratou o Goldman Sachs para vender a Globenet, subsidiária que administra um sistema de cabos de fibra óptica entre o Brasil e os EUA e que pode valer até R$ 1,5 bilhão, segundo executivos envolvidos na operação. As informações foram publicadas pela Revista Exame.

A empresa aguarda propostas após procurar diversos fundos de private equity. Pelo modelo proposto, a Oi alugaria o serviço de fibra óptica para o comprador vender serviços para outros clientes, diz a reportagem.

Tim vai compartilhar rede 4G com Oi
Ainda sobre a companhia telefônica, Oi e TIM (TIMP3) decidiram construir uma única rede para explorar o serviço de quarta geração de tefonia móvel (4G) no País. Pela primeira vez no mercado brasileiro, duas operadoras concorrentes se unem para fazer um compartilhamento complexo de infraestrutura. Até agora, só eram compartilhados torres, antenas e sistemas de energia. Com o novo modelo, o País começa a avançar em um processo que já está adiantado na Europa. 

Leilão de rodovias atraem até 12 grupos
O governo espera uma disputa acirrada entre pelo menos seis grupos - CCR (CCRO3), Odebrecht, Invepar, Ecorodovias (ECOR3), Triunfo (TPIS3) e Acciona - na próxima rodada de concessões de estradas. Ao todo, serão transferidos 7,5 mil quilômetros de rodovias federais à iniciativa privada, nos próximos três meses. O primeiro teste ocorrerá no dia 30, quando serão licitados dois lotes: a BR-116 (Minas Gerais) e a BR-040 (Brasília-Juiz de Fora).

Os leilões, contudo, chamam a atenção de um punhado de outras empresas, que demonstraram interesse por essas duas concessões nas audiências públicas realizadas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres): Isolux Corsán, Fidens, Barbosa Mello, Fidens, Cowan e Aterpa.  

Governo vai retomar leilões de energia em 2013
Desta vez sobre as elétricas, o governo decidiu retomar os leilões de energia para aumentar a geração no País. O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, disse à Folha que estão previstos quatro pregões para contratar energia nova neste ano. Em 2012, houve apenas um, e a procura foi pequena.

Três desses leilões já foram definidos para este semestre: a quarta rodada será para contratação de energia reserva, ainda em estudo.

O Executivo decidiu relicitar a usina de Três Irmãos (SP), que está sob comando da Cesp (CESP6). A estatal paulista não quis renovar a concessão antecipadamente, no ano passado.

Para renovar os contratos, o governo exigiu, por exemplo, a aplicação de uma fatia menor para remunerar a geração de energia. O objetivo era viabilizar o prometido desconto médio de 20% na conta dos consumidores. 

Minerva capta US$ 850 mi com títulos
O Minerva (BEEF3) comunicou ao mercado que captou US$ 850 milhões com títulos de dívida de dez anos, com taxa (cupom) de 7,75% ao ano e rendimento ao investidor de 8% ao ano. Os papéis têm opção de compra depois de cinco anos.

Outro frigorífico recorreu na última quarta-feira (16) ao mercado externo para emitir títulos de dívida nesta semana. A Marfrig (MRFG3) acessou o mercado, mas em condições não tão boas: levantou US$ 600 milhões com títulos de quatro anos, com cupom e rendimento ao investidor de 9,87% ao ano. As duas operações contaram com forte demanda, mas a Minerva conseguiu condições mais interessantes com sua operação por ter feito uma operação mais volumosa, com um período de maturação mais longo e uma taxa mais baixa que a Marfrig. 

Caso Cruzeiro do Sul pode ser anulado por erros em denúncia do MP
A Justiça encontrou aparentes erros numa das denúncias contra os executivos do Banco Cruzeiro do Sul e pediu ao Ministério Público Federal que esclareça as divergências, apontou a Folha de S. Paulo. Se forem compravados os erros, pode ser que o caso todo seja anulado. 

O Cruzeiro do Sul sofreu intervenção do Banco Central em junho do ano passado por suspeita de fraudes e desvios que provocaram um rombo de R$ 3,1 bilhões. 

Os erros foram apontados pelo juiz federal Márcio Ferro Catapani em manifestação enviada ao Ministério Público Federal no último dia 11. No texto, de 16 linhas, o juiz aponta quatro erros na acusação apresentada em dezembro pela procuradora federal Karen Louise Khan.

Segundo o juiz, a procuradora errou o nome de uma empresa envolvida num negócio com cartões telefônicos. Ela afirma que era a Verax Serviços Financeiros, enquanto a investigação da Polícia Federal aponta que a companhia envolvida chama-se Vox.

A procuradora, ainda de acordo com o juiz, incluiu na denúncia o nome de dois acusados no caso dos cartões que não aparecem nesse episódio na investigação da PF.

Investidor estrangeiro fica com 52,3% das ações na oferta da Aliansce
O investidor estrangeiro ficou com um fatia de 52,3% das ações ordinárias na oferta subsequente da Aliansce Shopping Centers (ALSC3), o que corresponde a 10,072 milhões de papéis. No total, a empresa vendeu 19,252 milhões de novas ações pelo preço unitário de R$ 23,25 e captou R$ 447,6 milhões.

O montante das ações detidas pelo investidor estrangeiro na oferta incluiu 1 milhão de ativos subscritos pelo Credit Suisse Securities Limited como forma de proteção, ou hedge, para operações com derivativos de ações realizadas no exterior, contratadas com terceiros.&n

 

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