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Em manhã instável, Ibovespa vira e registra leve alta

Em dia de agenda de indicadores importantes, mercados internacionais caem; políticos evitam que país caia no abismo fiscal, mas próximos passos ainda são incertos

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Depois de alcançar seu maior patamar desde abril de 2012 no primeiro pregão do ano, o Ibovespa inicia as negociações desta quinta-feira (3) com volatilidade. Depois de abrir em queda, o índice já passa para leve alta de 0,22%, aos 62.684 pontos, segundo cotação das 10h33 (horário de Brasília).

A trajetória diverge do cenário internacional, onde os principais mercados caem. Depois dos EUA evitarem cair no abismo fiscal, os investidores adotam um tom de cautela diante dos próximos passos na política norte-americana e uma série de indicadores econômicos.

Nesses minutos iniciais, os destaques do Ibovespa ficam por conta das ações do PN do Bradesco (BBDC4, R$ 36,63, +1,78%), da Petrobras (PETR4, R$ 20,01, +1,63%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 26,11, +1,20%) e Itaúsa (ITSA4, R$ 10,14, +1,10%).

O mercado aguarda alguns dados sobre o mercado de trabalho por lá. Às 11h15 o país divulga o ADP Employment, que traz o número de postos de trabalho criados no setor privado em dezembro. Pouco depois, às 11h30, serão mostrados os pedidos de auxílio-desemprego semanais.

Os dados do mercado de trabalho são acompanhados com atenção pelo mercado, já que o desemprego está diretamente relacionaod aos programas de estímulos. Na última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), ficou estabelecido que as taxas de juros continuarão baixas enquanto o desemprego permanecer acima de 6,5%.

Depois disso, o próximo anúncio importante será às 17h00, quando será publicada a ata do Fomc, com informações sobre a última reunião de política monetária. Na ocasião, os membros decidiram por manter o programa de compra de ativos em US$ 85 bilhões, substituindo a Operação Twist, que expirou, por um novo programa.

EUA: impasse resolvido?
Não são somente dados econômicos que estão no radar dos investidores. A médio e longo prazo, os investidores devem continuar atentos às conversas entre políticos norte-americanos, já que eles ainda devem chegar a um acordo sobre um programa de cortes de gastos - que não foi alcançado nas negociações para evitar o abismo fiscal -, defendido pelos republicanos, e o aumento no limite de endividamento do país.

O temor é que, para negociar esse aumento, o governo do democrata Barack Obama tenha que negociar com a oposição os cortes de gastos em programas sociais, que Obama já se mostrou contra diversas vezes, criando um novo impasse.

 

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